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Geopolítica

A arte de entender o mundo.

Entre abutres e hienas.

Amanhã, dia 24/11/2008, faz um mês que a polícia encerrou o inquérito sobre o caso Eloá, a menina que foi mantida por mais de cem horas refém do ex-namorado na sua própria casa, em Santo andré, Grande São Paulo. Entre várias facetas apresentadas sobre o crime e o desfecho trágico, uma coisa me chamou a atenção e até resolvi esperar um pouco para escrever para analisar as coisas com um pouco mais de calma. Vamos lá.
No dia 13 de outubro, Lindemberg Fernandes Alves invade o apartamento e faz quatro reféns. Não demora muito para libertar dois rapazes e fica com a ex-namorada e uma amiga dela. Segue-se a isso uma tensa negociação, com alguns erros e acertos da polícia. A libertação da amiga Nayara foi estratégica, uma troca para que o sequestrador voltasse a ter luz elétrica na casa. Depois de atirar para fora do apartamento ele suspende as negociações. No dia 15, uma das coisas mais absurdas que já vi: enquanto a polícia tentava negociar com o sequestrador, ele dava entrevista ao vivo para uma carniceira de primeira, uma tal de Sônia Abrão da Rede TV, que transformou o sequestrador em celebridade.
No dia seguinte, o absurdo dos absurdos: a refém libertada volta ao apartamento e ao domínio do sequestrador. A polícia ao invés de retirar do sequestrador garantias, dá mais garantias para ele. No dia 17 acaba o cárcere, com a invasão da casa pelo GATE e a prisão do sequestrador. Mas ele teve tempo de atirar nas duas reféns, o que levou à morte a ex-namorada, Eloá.
Esse é um caso permeado de erros. Não se pode dizer que a polícia agiu corretamente, pois a invasão se deu por causa de um tiro (alegação da polícia), que a testemunha principal, Nayara, diz que não ocorreu. Mas algum barulho similar foi relatado por políciais e moradores do local. Mas o erro para mim está mais para a sociedade como um todo do que outra coisa. E o principal veículo para isso é a imprensa.
Como foi demonstrado na cobertura pseudo-jornalística do caso, o resultado só podia ser trágico. Afinal de contas, venderia muito menos se as reféns sobrevivessem e se o sequestrador se entregasse. A graça da imprensa é a desgraça alheia. Pela cobertura, qualquer coisa que a polícia tentasse, o sequestrador saberia antes. Não havia elemento-surpresa, afinal a transmissão ao vivo gera mais audiência. E se a polícia tivesse aproveitado as oportunidades que teve para matar o sequestrador, as imagens seriam utilizadas para massacrar a corporação, que diga-se de passagem é paga para defender o cidadão (no caso, as meninas) contra o infrator.
Depois da morte da estudante, as repercussões ainda duraram pelo menos duas semanas, com consultas a especialistas e advogados. Tudo para o deleite de um espectador que sempre pensa, ainda que inconscientemente nesses casos "eu tô fudido, mas aquele lá tá mais que eu" e para alegria das redes de televisão, pela audiência atingida. A vida da refém era mais uma das mercadorias que os jornais e TVs vendem. O problema é que a morte vende mais. Por isso os abutres e hienas ficam rondando a morte, mas não a morte do bandido, o que já é normal. É necessário que a vítima seja inocente, que seja jovem, que tenha amigos e fotos no ORKUT para mostrar em reportagens e mais reportagens. Quanto maior a perda da família, maiores as vendas. E que se dane o resto.
Agora a imprensa já deixou o caso de lado, outros já aconteceram. As grandes redes já acharam a quem culpar, a polícia, claro. Não podem em momento algum assumir que foram os reais legitimadores da ação do bandido, protegendo-o, dando-lhe informações e fazendo dele uma estrela. Tem de tirar de seus próprios ombros o peso do cadáver, mas quem se importa? Basta esperar a próxima vítima. Como disse a tal da Sônia Abrão, ela "não fez nada além do seu trabalho".
Hoje todos esses ninhos de carniceiros choram a perda de audiência provocada pela falta de trajédias que chamem a atenção do público. Mas no fim, só se vende merda para quem compra merda. E a sociedade continua chorando a morte de mais uma vítima que ela própria fez (assistindo à cobertura) enquanto paga o jantar do assassino. Essas pessoas têm de entender que de vez em quando é necessário matar o bandido para salvar o inocente. E é necessário culpar a quem tem culpa, como os carniceiros que vivem da morte e desgraça alheia, vendendo jornais e ocupando horas nas TVs. E de desgraça em desgraça se fará um país cada vez pior.
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Enfim...FUVEST!

Bom, é chegada a hora. Para muitos estudantes esse é o dia mais importante do ano, afinal de contas o vestibular mais esperado, a FUVEST ocorre hoje. Muito se fala a respeito dos vestibulares em todo o país serem formas injustas de selecionar candidatos às melhores universidades, mas sou obrigado a admitir que ainda não inventaram sistema melhor. E a prova da FUVEST vem demonstrando interesse em mudar essa realidade, constantemente mudando a prova.
Quando eu prestei esse vestibular, a primeira fase consistia de duas provas, que ocorriam com intervalo de duas semanas, com 160 questões e quatro horas para cada uma delas. A prova de hoje terá 90 questões, sendo que até 10% dela poderá ser de questões interdisciplinares, com um total de cinco horas para resolução (mínimo de três horas). A interdisciplinaridade vem para tentar diminuir o número de pessoas que passam pela prova de vestibular apenas pela "decoreba", pelas musiquinhas que os professores de cursinho ensinavam. Hoje isso já não vale tanto, os candidatos têm obrigatoriamente que pensar.
E pensar em um ambiente hostil, em que cada um que está na sala pode ser um concorrente direto a uma vaga. Tem gente que faz piquenique na sala, outros fazem barulho. Pode não ser por querer, mas acaba atrapalhando os outros concorrentes. Por isso as provas de vestibular servem também como uma forma das pessoas aprenderem a se controlar, convivendo em sociedade e não estrangulando o chato que está do seu lado. Vale como treino de paciência também.
Bom, trabalhamos o ano todo para que esse dia fosse o mais perfeito possível. Todas as horas de estudo dos alunos, assim como aquelas gastas pelos professores na preparação das aulas são para hoje. Sei que há outros vestibulares importantes, como a Unicamp, que ocorreu a semana passada e outros que ainda virão, como a Unesp, mas o foco da grande maioria dos meus alunos da Grande São Paulo é mesmo a FUVEST. E olha que não são poucos. Para todos eles e os outros que concorrerão, repito o que disse ontem para alguns dos meus alunos em Guarulhos: duas coisas tiram o candidato da disputa, a falta de confiança em si mesmo e o cansaço. É claro que se chegar e o portão estiver fechado isso também ocorre.
Portanto, boa prova a todos (meus alunos sabem que nunca desejo boa sorte), que tudo corra bem e que possamos comemorar no dia 15 de dezembro, quando é divulgada a primeira chamada para a segunda fase. Espero a todos na Cidade Universitária, mesmo que não sejamos bem-vindos por lá. Mas isso aí já é motivo para outras postagens.
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Eleições: novidade (quase) nenhuma

Terminadas as eleições municipais posso voltar a falar de política. Tenho o hábito de gostar de falar de política, mas depois das eleições, pois soa menos falso. Apenas para reiterar que mais ou menos previ que iriam para o segundo turno das eleições Marta Suplicy (PT-SP) e Gilberto Kassab (DEM-SP). Foi uma eleição no mínimo surpreendente, afinal o candidato vencedor era o terceiro na disputa eleitoral no início do pleito. E a candidata derrotada no segundo turno tinha altos índices nas pesquisas, que não se confirmaram em nenhum dos turnos. Ao que parece, fez valer o seu índice de rejeição, o maior entre os candidatos à prefeitura de São Paulo.
Mas outras coisas podem ser retiradas dessa eleição: na cidade de São Paulo, o PT foi novamente derrotado (as duas com a Marta), sendo que em uma delas controlava a máquina da prefeitura, seus vínculos, contratos e dinheiro. E agora foi derrotada por um político desconhecido do grande público, o que faz com que a posição do partido fique ainda mais instável por aqui. No resto do país a história é bem diferente.
Para o Democratas essa foi uma grande vitória, aliás a única vitória, uma vez que esta é a única prefeitura que controla no país. Mas o mais importante foi a vitória indireta do governador do estado de São Paulo, José Serra, "padrinho político" de Kassab. A posição de Serra se fortalece com a eleição de seu sucessor, numa proporção inversa ao declínio do PT. E como a disputa interna do PSDB promete ser tão intensa quanto as prévias do partido democrata nos EUA (Obama x Hillary), essa eleição pode ser um peso na balança a favor de Serra e contra Aécio Neves (PSDB- MG).
O jogo do poder está novamente mexido, com diferenciais interessantes. E o que está em risco, para mim, não é a disputa presidencial e sim quem será o candidato do PSDB, provável futuro presidente da república. A marca eleitoral mais forte que fica é uma tendência que, espero, se confirme: em muitos lugares o Lula não transfere votos. De novo ficamos entre a cruz e a espada e sou obrigado a dizer que entre o PSDB e o PT o Brasil e seu povo mereciam coisa melhor. Muito melhor.
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Momento 'Bobagens'

Não é novidade nenhuma que o nosso presidente é afoito para falar. E falar bobagens é com ele mesmo, principalmente nos discursos de improviso. Também não é novidade para meus leitores, afinal já comentei isso aqui antes. Mas ultimamente ele tem conseguido se superar, não só por falar bobagens cada vez maiores como por conseguir manter a população achando que ele é o máximo. Bom, como diz o ditado, cada povo tem o rei e a rainha que merece. Nós temos o Lula e a Xuxa, fazer o que?
No começo do mês de setembro, por exemplo, ele falou a respeito do projeto do Ministério da Saúde de vetar o uso de cigarros em alguns lugares. Perguntado se apoiava a idéia, fumando uma cigarrilha ele afirmou "Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado". Claro que para as políticas públicas de diminuição do fumo no Brasil, isso caiu como uma bomba. Foi falta de tato. Não percebeu ainda que quando fala como presidente da república é como se fosse o governo federal estimulando o uso do cigarro em qualquer lugar. Não percebeu, ainda que se tenha passado 6 anos, que o Lula (pessoa) só existe quando o Lula (presidente) sai do trabalho (?) e chega em casa. Lá ele pode falar o que quiser para quem ele quiser, como quiser, sem problemas e sem estimular o consumo, que aumenta também os gastos do governo com tratamentos específicos. Boa, Lula.
Também criticou a seleção brasileira de futebol, dizendo que a seleção está numa entressafra de jogadores e disse que falta garra. Para isso usou um Argentino na comparação aos brasileiros. Nessa provou que é "muito esperto", o que lhe valeu severa reprovação do goleiro Júlio César, que disse que "como cidadão brasileiro, e principalmente por ter votado nele, eu fiquei muito chateado. Então vai morar na Argentina. Renuncia à presidência e talvez o Brasil melhore em alguma coisa."
Sobre a crise na Bolívia, afirmou estar de acordo com a expulsão do embaixador norte-americano, pois supostamente este estava fazendo reuniões com a oposição a Evo. Não que eu esteja defendendo os EUA, mas qual o mal dessa reunião? Não é socialista o suficiente? Tenho certeza que faria mais efeito aparecer sem ser esperado e participar da reunião de qualquer forma, já que era para usar a força. E o que Lula disse? "Se for verdade que o embaixador dos EUA fazia reunião com a oposição do Evo Morales, o Evo está correto de mandá-lo embora. " Quer dizer, ele nem mesmo sabe o que está acontecendo e ainda assim está metendo o bedelho onde não foi chamado (e não foi chamado mesmo).
Para terminar, uma de hoje. Lula disse em discurso nesse sábado que Marta é vítima de preconceito na cidade de São Paulo. Como o pt está tomando uma surra na disputa eleitoral em São Paulo de um candidato que aparecia em terceiro lugar (e muito atrás nas pesquisas) antes das eleições, partiu para a apelação. Insinuou em propaganda que Kassab esconde alguma coisa. Devem mesmo ter insinuado que ele é homossexual, como entendeu o Comitê LGBT Marta Prefeita, que soltou nota na última segunda pela manhã dizendo que "esse tipo de linha de campanha é ERRADO e INACEITÁVEL, por várias razões" e que "Neste sentido, o Comitê LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) solicita com veemência à coordenação geral da campanha que retire IMEDIATAMENTE esses questionamentos preconceitusos do ar, inclusive do sítio eletrônico da campanha. Até que isso ocorra, estamos suspendendo todas nossas atividades de campanha, pois não concordamos em absoluto com a linha adotada neste momento". E o que o Lula disse? "Agora ela (a Marta) é acusada de preconceituosa? Eu ainda vou criar o dia da hipocrisia neste país." Hipocrisia para mim é pouco. Aproveita e cria o dia do mensalão também, afinal, que obra...E eu, pobre professor, fecho meu caso. VOLTA PARA O FUNDO DO MAR, LULA MOLUSCO!
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Jabor e o Brasil, Eça de Queiroz e as Farpas.

Acabo de ler o livro "Pornopolítica", de Arnaldo Jabor, em que ele relata, como ele próprio diz, as paixões e taras na vida brasileira. Como crítico que é, faz várias considerações e citações interessantes. Obviamente, não concordo com tudo que ele escreve. Afinal, sou um crítico até de mim mesmo, porque não o seria dos outros? Mas me chamou a atenção uma citação das Farpas, de Eça de Queiroz (obra que, admito, eu não conhecia). Na internet, achei a obra e li vários trechos. Assim como Jabor, coloco aqui parte da obra, por ser uma crítica ácida e por achar que ela se adequa mesmo ao Brasil.

"Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caráteres corrompidos. A prática da vida tem por única direção a conveniência. Não há príncipio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés. A ruína econômica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguel. A agiotagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva únicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado - e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!"
Farpas, 1871
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Curtas! na Crise.

Uma grande crise global vêm se desenvolvendo já há algum tempo na economia neoliberal e de capitalismo financeiro, onde se ganha muito dinheiro com especulação e pouca produção. Mas ninguém esperava que fosse algo tão grande, crise parecida em proporções à famigerada crise de 1929. Há uma grande complexidade nos mercados mundiais, altamente interligados e interdependentes. Vamos tentar entender o que aconteceu, basicamente.

Como Começa?

No ano de 2001, uma outra crise estava se encerrando, a das empresas ligadas à internet, chamadas "pontocom". Como solução, o Banco Central norte-americano, o FED, passou a diminuir sistematicamente as taxas de juros, estimulando o consumo. Nesse cenário, financiar ou refinanciar uma casa tornou-se um grande negócio, algo parecido com o "troca-com-troco", que algumas concessionárias fazem para vender carros no Brasil: os bancos financiavam as hipotecas dos consumidores e devolviam uma parte em dinheiro, que voltava a circular e aquecia a economia. Como os juros eram baixos, uma parcela de classe mais baixa teve acesso aos financiamentos, com títulos de maior risco de indimplência, chamados "subprime". Os bancos venderam esses títulos para outras financeiras, atingindo todo o mercado americano e parte do mercado externo.

Inflação

Com o consumo em alta, aumenta a inflação nos EUA e as taxas de juros voltam a subir, encarecendo a vida e aumentando a inadimplência desses financiamentos. Sem os recebimentos, bancos, financeiras e seguradoras, que garantiam esses empréstimos, passaram a ter sérias dificuldades financeiras. A oferta de empréstimos ficou muito restrita e as empresas, geralmente bancos, que compraram títulos lastreados nas hipotecas imobiliárias anunciaram perdas milionárias.

Crise dos bancos e seguradoras

Para os bancos, as perdas foram maiores, afinal tiveram sérios prejuízos com a inadimplência dos financiamentos e com a desvalorização dos títulos lastreados em hipotecas imobiliárias. A falta de liquidez (acesso a dinheiro) fez com que muitos bancos como Merrill Lynch e Wachovia, ambos entre os dez maiores bancos dos EUA, fossem vendidos com prejuízo de até 50% do valor das suas ações. Outros grandes bancos foram deixados à propria sorte, como o Lehman Brothers e o Washington Mutual e pediram concordata.
No entanto, os dois maiores hipotecários dos EUA, Freddie Mac e Fennie Mae, também anunciaram prejuízos enormes e a possibilidade de falência. Somadas as carteiras de crédito, eles correspondem a metade dos US$12 trilhões em empréstimos imobiliários nos EUA. O governo não teve outra alternativa senão injetar US$ 200 bilhões nesses bancos (e tomar para si a administração). A maior seguradora do mundo, a AIG, também perto de falir, foi salva por US$85 bilhões do governo, que também a administra agora. Tudo para evitar um efeito cascata ainda maior do que o que está acontecendo nessa crise que se torna global por afetar quem investe nos EUA, de todo o mundo.

Crise de confiança

Com a inadimplência, surgiu uma crise de confiança no mercado mundial. Quem sobreviveu até agora não quer correr riscos e pára de emprestar dinheiro. Quem ainda está na corda bamba, precisa de dinheiro. Essa instabilidade faz com que ninguém tenha certeza do que está acontecendo e como a crise seguirá. Investir nas bolsas de valores se torna ainda mais arriscado e há uma fuga dos investidores. Mais gente tenta vender, ninguém compra, resultado: desvalorização em massa das ações das empresas. As empresas acabam descobrindo do pior jeito que arriscaram mais do que deviam em números na tela do computador e têm pouco de palpável. As perdas em alguns casos se tornam irrecuperáveis e há falências em vários países.

G 7

O grupo de países mais ricos do mundo se reuniram e, após já ter tomado medidas em conjunto, anunciaram uma série de medidas que serão tomadas em conjunto para evitar prejuízos ainda maiores em todos os mercados mundiais. Entre as medidas tomadas, que seguem o padrão norte-americano de crédito ao mercado (pacote de US$700 bilhões aprovado pelo congresso), estão evitar novas falências de instituições financeiras; aumentar a liquidez dessas instituições; reestabelecer a confiança do mercado, voltando a emprestar dinheiro; garantir os depósitos em bancos e reativar o mercado de hipotecas. Não se pode esquecer que é necessário aquecer a economia e gerar empregos para que as hipotecas voltem a ser pagas. Sem isso, vai ficar difícil.

Brasil no contexto

Apesar das declarações infelizes do nosso presidente, sim, a crise existe e pode afetar e muito o Brasil. Não é um problema apenas de George W. Bush, como pensa Lula.
A grande dificuldade no Brasil será, como no resto do mundo, o acesso ao crédito, necessário para sanear contas de curto prazo e investimentos de médio e longo prazo. Com a desaceleração do crédito, diminuem também créditos imobiliários e automotivos e a produção industrial. Consequentemente aumenta o desemprego. As empresas com ações na bolsa de valores de São Paulo valem hoje metade do que valiam em maio desse ano. Não, a crise não deve mesmo nos atingir.

Fica a lição para o governo brasileiro. Guido Mantega afirmou que a economia está sólida e que estaremos bem. Os números não mostram exatamente isso. E o presidente, que discursa muito bem para as pessoas que não sabem o que está acontecendo, me impressionou muito. Primeiro não sabia da crise, mandou perguntar para o Bush. Depois declarou que o governo está atento à situação das empresas. Agora fala mal da cartilha do FMI, que administra a nossa economia há anos, cartilha que fica sob o travesseiro do presidente, seja ele quem for.
Sempre mordendo e assoprando, como um morcego vampiro, para manter a elite feliz e os pobres na ignorância Lula continua administrando o país como se administra um sindicato. Só que um sindicato não é um país. Muito menos um país é um sindicato.
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Grampos e Marionetes!

No começo desse mês, uma notícia abalou a política, em Brasília. Um telefonema entre um senador e o presidente do Supremo Tribunal Federal foi gravado e virou reportagem de uma revista semanal. Obviamente a gritaria foi geral, todos escandalizados com a possibilidade de que alguém possa ter ouvido algo que não devia (e legalmente não devia mesmo).
Mas falando em dever, fico com aquele velho ditador popular: Quem não deve não teme. Sei que soa um pouco exagerado, mas saber que alguém poderia ouvir minhas conversas ao telefone no ambiente de trabalho só me deixaria irritado se houvesse realmente algo que me incriminasse ou se as informações com as quais trabalho fossem sigilosas. Ao que consta, nessa conversa gravada não existia nada de incriminador, mas as reações indignadas (de todos) foi a de que "e se alguém gravou tal conversa?"
Não temam, caros senadores, deputados, juízes e funcionários públicos em geral. Se conversas gravadas tiverem algo de comprometedor, não aparecerão em público. Essa publicação de uma conversa quase inocente me parece mais um aviso do que outra coisa. Se continuar mexendo, uma hora fede. Só não se sabe na sola do sapato de quem estará fedendo. Conteúdos comprometedores, se gravados, certamente servirão para chantagem, de qualquer tipo, não serão publicadas. Afinal, quem se dá ao trabalho e se expõe aos riscos de grampear o presidente do STF não está interessado em mostrar as suas habilidades na arte da espionagem. Está interessado sim em colocar cordas em pessoas e políticos influentes, tê-los sob seu comando sob chantagem e assim controlar as marionetes como bem lhe convier. Diga-se de passagem, para pensar algo desse tipo quem fez os grampos tem de ser bastante inteligente e perspicáz. Isso praticamente elimina os nomes do PT da lista de suspeitos. Pelo menos dessa acusação podem se esquivar facilmente, não é?
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Curtas! na campanha eleitoral!

Assistimos mais um vez às campanhas eleitorais, em que mais uma vez o atual controlador do cabresto tenta ficar no poder enquanto outros tentam tomar-lhe das mãos as rédeas que controlam os rumos das pessoas, cidades e o dinheiro desse país. Fico cada vez mais impressionado com a desconexão que existe entre a cidade que vejo e a das propagandas, assim como as próprias propagandas que não enxergam a relidade e dizem o que precisam, ou seja, qualquer coisa, para alcançar o troféu. É estarrecedor!

Cidades maravilhosas

No caso de São Paulo, cidade em que moro e da qual posso falar com liberdade e conhecimento, vemos que alguns candidatos já tiveram cargos públicos, de prefeito ou de governador. Todos descrevem a cidade tal qual a deixaram e as melhorias que fizeram, o quanto as pessoas eram mais felizes enquanto elas estavam no poder. Um dia, juro para vocês, vou conseguir morar numa dessas cidades descritas pelos candidatos e candidatas. Claro que os meus vizinhos serão a Branca de Neve, com seus sete anões de um lado e Timão e Pumba do outro. Essas cidades, sinceramente, só existiram nos sonhos e fantasias alucinados dos candidatos (e de seus marketeiros).

Desobrigações da Prefeitura

Muitos dos candidatos à prefeitura prometem melhorar a segurança, aumentando o número de guardas civis e criando observatórios de segurança pública ou ainda construir mais quilômetros de Metrô. Esquecem-se que essas são obrigações do governo do estado de São Paulo e NÃO da prefeitura. São apenas promessas vagas, que soam bonito na TV. Mas não tem nada de concreto. Toda construção de Metrô tem de passar obrigatoriamente pelas mãos de José Serra.

Marta

Líder das pesquisas eleitorais, tem uma campanha absolutamente descolada da realidade. Fala que a tual gestão é um marasmo, quando na verdade a lei Cidade Limpa foi um verdadeiro quebra-pau, isso só para dar um exemplo. Não teve competência para se reeleger mesmo usando e abusando da máquina pública e agora para se garantir usa música da campanha do Lula, coloca o Lula falando dela, diz que vai fazer parceria com o Lula. Quem vai administrar a cidade ela ou o Lula? E quando o Lula sair do poder? Não teve e não tem competência, por isso vive agora uma campanha parasita. "O Lula concorre e eu ganho" devia ser o lema de campanha do PT.

Kassab

Vive agora um dos momentos políticos mais importantes da sua vida. Desconhecido quando assumiu o poder deixado por José Serra, passou agora com coligações importantes a fazer bonito na campanha. Provavelmente irá para o segundo turno com a Marta e entre os dois, PT e PFL, quer dizer, Democratas, sinceramente acho que São Paulo merecia coisa melhor.

Maluf

É impressionante como certas pessoas não desistem. Acho realmente que se faz muito dinheiro numa campanha política, então ele continua sendo candidato Ad Eternum. Nem vale a pena comentar as promessas estapafúrdias de sempre e a negação dos quase 150 processos que tomou na cabeça (nenhum deu em nada, claro!). Maluf é religião. Quem é crente votaria nele até para substituir Jesus Cristo como filho de Deus nas igrejas por aí. Não dá.

Alckmim

Mais uma vez a candidatura do PSDB deixa a desejar. Com um candidato que não tem empatia com o público e sem os votos garantidos do interior que sempre elegem esse partido para o governo do estado, a campanha está naufragando. Não deve mesmo ir para o segundo turno, não porque o partido não tenha força, mas porque as forças ficaram divididas em São Paulo. E o Kassab ficou com a maior parte delas.

Soninha

De todos, a única candidata que todos sabem o defeito. Não escodê-lo de ninguém já é um grande feito. Além do mais, tem feito uma campanha de esclarecimentos para a população que outros jamais fariam. Está prestando um grande serviço mas não tem um partido forte nem teria apoio na câmara de vereadores. Naquele ninho de cobras fariam de tudo para acabar com uma boa administração dela. Nada pessoal. Fariam isso com qualquer pessoa de boa índole que tentasse entrar na política. Espero ansiosamente pelo livro que contará os podres da câmara de vereadores, prometido na campanha.

No mais, o show de horrores de sempre. Candidatos bizarros a vereador e até a prefeito. Textos lidos por vários candidatos de um mesmo partido. E campanhas baseadas num passado eleitoral em que quanto mais se mexe, mais fede. Nada mudará, mesmo que mudem os nomes. E novamente perpetuaremos o projeto de administração pública que privilegia o partido, não o povo. E o pior é que são partidos que só sabem brincar de "o meu é maior que o seu", nada mais. Sequer entraram no pré-primário da política. Estamos alguns séculos atrasados na história. Um dia chegaremos à Idade Média. Um dia...
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Guerra!

Não dá para deixar terminar o mês sem comentar da guerra que ocorreu na Geórgia, país da antiga União Soviética. No conflito, o exército georgiano entrou na província autônoma da Ossétia do Sul (seu próprio território) para tentar reprimir uma tentativa de independência. Como a maioria dos habitantes dessa região tem passaporte russo, a Russia enviou seus exércitos, invadindo a Geórgia, com o pretexto de proteger seus cidadãos. Os EUA reagiram imediatamente, dizendo que poderiam até pedir sanções econômicas à Russia, sua retirada do G-8 (grupo dos países mais industrializados do mundo), entre outras. A União Européia também chegou a cogitar sanções à Russia, já descartadas pela diplomacia francesa, atualmente no controle rotativo da União Européia.
Ao que parece toda essa movimentação militar é apenas uma cortina de fumaça, utilizada para esconder coisas maiores. Os EUA querem de toda forma criar uma rede de escudos anti-mísseis para proteger seus aliados na europa, atitude essa que não agrada nem um pouco à Moscou. Não é à toa, afinal não seria a primeira vez que os EUA se colocam em posição de atacar posições militares russas, assim como grandes cidades. Durante a Guerra Fria, foram instalados mísseis nucleares na Turquia, todos apontados para a URSS. Em resposta, os soviéticos mandaram instalar ogivas nucleares em Cuba, apontadas para os EUA. Depois de treze dias de negociações tensas, nem lá nem cá. Os mísseis voltaram para a URSS e os que estavam na Turquia foram retirados. Esse episódio ficou conhecido como a Crise dos Mísseis.
Depois de todo esse confronto verbal, um acordo de cessar-fogo foi assinado, mediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy. A Rússia reconheceu então a independência de duas regiões autônomas da Geórgia, a Ossétia do Sul e a Abkázia. É claro, não houve ainda confirmação se se tornarão mesmo países independentes ou se haverá uma proposta de anexação à própria Rússia.
Depois de mandar para a região mais navios e tropas e contrabalançar com as tropas norte-americanas que estão fazendo "ajuda humanitária" na região, a Rússia testou na última terça-feira, 26/08, um novo tipo de míssel de médio alcance, o RS-24. Novidade? Só uma: esse míssel é capaz de perfurar escudos anti-mísseis que existam e que possam ser construídos no futuro, de acordo com Moscou. Será que dá para entender agora porque apesar da sua economia em crise a Rússia está no G-8? Ou porque tem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU? A Guerra fria pode até ter acabado, mas esse conflito na Geórgia ainda vai dar muito o que falar. Com certeza voltaremos a falar disso em outras postagens.
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Curtas! da China.

Não dá pra passar batido. As olimpíadas de Beijin já terminaram, mas valem alguns registros. Por isso inauguro a sessão Curtas!, séries especiais que serão um pouco maiores e que aparecerão quando um tema tiver grande repercussão, muita coisa para escrever e pouco espaço. Então lá vai.

Abertura!

A abertura foi a mais longa da história, mas na minha opinião não a melhor. Das que eu tive oportunidade de assistir, a de Sidney me chamou mais a atenção. Mas ver aqueles 2008 tambores típicos sendo tocados ao mesmo tempo foi magnífico, sem dúvida. O desenho do estádio, a forma como a pira olímpica foi acesa, as acrobacias e os anéis que representam os jogos flutuando no ar. A China mostrou a que veio logo na abertura, fazendo um espetáculo à altura de qualquer outro país. Beijin está de parabéns.

Transmissão!

Como sempre, as transmissões da Rede Globo de televisão deixaram muito a desejar. Além de não cobrir o evento, mostrando apenas as modalidades mais populares em que apareciam brasileiros competindo, repassou o sinal apenas para a Rede Bandeirantes. Essa sim, emissora acostumada a lidar com esportes diversos, ao menos tentou mostrar aos mais jovens o que são os jogos olímpicos. Mas o sinal de transmissão da Bandeirantes na minha casa não é lá essas coisas, então tive de aturar o Galvão Bueno e as suas nem tão agradáveis companhias. Deve ser por isso que se especula que a Rede Record já teria comprado os direitos de transmissão dos jogos de Londres em 2012. Se mantiver o nível de transmissão da Eurocopa de 2008, a Globo vai estar em maus lençóis. Até porque eu duvido que a Record repasse o sinal para a Globo (intrigas com o bispo, sabe como é).

Quadro de medalhas!

Como já era esperado, a China venceu os EUA no quadro de medalhas. Afinal uma intensa programação foi cumprida à risca para que se chegasse aos jogos em condições para que isso acontecesse. Tudo bem que rolaram umas insinuações que ginastas chinesas teriam tido documentos adulterados para estar na idade mínima de competição. Mas nada foi provado até agora. Falso mesmo só a menina que cantou na abertura e que emocionou o mundo. Depois descobriram que ela só dublava a cantora real.

Participaçao brasileira!

Como já diria o saudoso Nelson Rodrigues, valeu o complexo de vira-latas. As grandes esperanças de medalha decpcionaram e muito. Na ginástica, nem Diego Hipólito nem Jade Barbosa conseguiram confirmar o favoritismo. No futebol feminino, derrota na final e muita luta. No masculino, depois de uma surra dos Argentinos, sarro de Maradona. Isso só para citar alguns. Medalha de ouro só para aqueles que tinham algo pessoal para provar. Maurren Maggi queria mostrar que podia ganhar uma medalha mesmo depois da acusação de dopping, sofrida no passado; César Scielo e sua família abdcaram de muitas coisas e gastaram muito dinheiro para que ele pudesse treinar nos EUA e competir em alto nível; e a seleção de vôlei feminino tinha que acabar com a imagem ruim deixada quatro anos antes, na desclassificação das olimpíadas na semifinal depois de sete match points. Só gostaria que em nome do esporte eles não comparecesse à nenhuma cerimônia no palácio do planalto, que pouco ajuda e sempre quer se beneficiar politicamente das conquistas esportivas dos atletas brasileiros.

Cuba!

Sempre entre os primeiros colocados, dessa vez Cuba não chegou nem perto. Um resultado pouco expressivo, talvez em razão das grandes mudanças políticas que estão ocorrendo na Ilha. Depois de anunciar cortes na educação, o que pareceu foi que os cortes já tinham começado. Pelo esporte. Se isso é verdade, mal sinal. Talvez Cuba não precise de um ditador velho e com idéias ultrapassadas. Mas também não precisa voltar a ser a Ilha da Fantasia dos EUA.

Encerramento!

Assim como na abertura, um grande espetáculo. Todas as etnias chinesas foram representadas nas duas grandiosas festas, apesar de não terem participado da festa. Mas o que mais marcou a transmissão ao vivo pela Globo foi o Galvão Bueno explicando que os patrocinadores são a única fonte de renda da emissora e que por isso agradecia a eles, blá, blá, blá. Tudo por causa da possível compra dos direitos de transmissão dos próximos jogos olímpicos pela Record, que como todo mundo sabe tem uma fonte inesgotável de renda: a ignorância.
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Mês sem chuvas!

Muito se comentou sobre o baixo índice de chuvas e a consequente queda da umidade relativa do ar na cidade de São Paulo, que causa sérios transtornos respiratórios nos seres humanos, especialmente crianças e idosos. Como a localização da cidade não favorece a dispersão dos poluentes, todas as vezes em que sofremos uma estiagem esses problemas se agravam.
Vale lembrar que os dados oficiais de coleta e que foram divulgados são registrados na zona norte de São Paulo, então não significa necessariamente que não choveu em nenhuma parte da cidade. Sistemas circulatórios são complexos e não necessariamente mostram a realidade de todas as localidades da cidade.
Também não é nenhuma novidade que isso tenha ocorrido, afinal há registros de outros períodos históricos em que tais secas aparecem, inclusive no Laboratório de Climatologia e Biogeografia da USP, que conta com uma estação meteorológica e dados confiáveis já há algumas décadas. Mas muitas pessoas já conseguiram fazer daí uma ligação com as alterações climáticas da atualidade e com o tal do aquecimento global.
Sinceramente acho que tem muito jornalista, crítico, pesquisador, pseudo-cientista que está precisando arranjar uma namorada. Estão tão obcecados com as alterações climáticas e o aquecimento global que sequer dormem à noite. Independente de eu acreditar ou não nesse aquecimento antropogênico (e eu não acredito), fica claro que é necessária uma nova visão sobre o tema, menos maniqueísta e mais humanista (por favor, não me venham com socialismo!). Tantos problemas sem solução e as pessoas preocupadas em se utilizar de um fenômeno natural, uma estiagem qualquer para justificar o fato de terem nascido com o falo pequeno. Tem horas que dá nos nervos!
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Adeus férias!

Só para registrar, por incrível que pareça eu consegui no mês de Julho uma semana de folga, na qual pude aproveitar de alguns dias no litoral norte de São Paulo, em Ubatuba. Ficamos em um rancho muito bonito, perto da praia, muito calmo, com uma vista linda. Podíamos ficar no rancho e fazer trilhas ou pegar o carro e ir à praia, que fica bem perto de onde nos hospedamos. Mas não é sobre isso que vou escrever. Depois de quase uma semana de descanso, voltei para São Paulo e encontrei de volta todos os problemas que eu tinha deixado para trás, sem muita saudade.
Mas o que mais me incomodou foi o fato de estar de volta à São Paulo, descansado e sequer conseguir dormir à noite. Uma turma próxima de onde moro tem o hábito e o costume de fazer "festinhas" que duram a noite toda, com o som tão alto que mesmo a uma distância bastante considerável faz tremer as janelas de casa. Uma noite sem dormir e lá se foi todo o descanso das férias. Ainda mais ouvindo aquilo que cosidero a mais cabal prova de que a sociedade brasileira está fadada ao fracasso: o funk carioca. Que tortura!
É impressionante como qualquer acéfalo pode fazer sucesso fazendo barulho, xingando as pessoas e colocando as mulheres abaixo das amebas na linha da evolução das espécies. E o pior nem é isso. Pior mesmo é que AS PESSOAS GOSTAM ! Fazer o que? Como diz minha mãe: quem se mistura com porcos, farelo come. Acho que vou ficar o mais longe possível.
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Resistência pela verdade!

É o que significa a palavra satiagraha, usada pela Polícia Federal para batizar uma das mais importantes operações policias dos últimos anos no Brasil. Com certeza não se esperava tantos desdobramentos nesse caso cheio de surpresas. A investigação foi iniciada há quatro anos como consequência das investigações sobre o mensalão e levou para a cadeia o banqueiro Daniel Dantas (Banco Opportunity), Naji Nahas, empresário e Celso Pitta, ex-prefeito de são Paulo, entre outros. Segundo as investigações, vários crimes eram cometidos, entre eles desvio de verbas pública, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e fraudes no mercado de capitais baseadas em informações privilegiadas.
Iniciou-se então um processo interessante e perigoso. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes mandou soltar os acusados. Ficou provado então, com base em novas gravações, que pessoas ligadas a Daniel Dantas e ao seu comando tentaram subornar um delegado da Polícia Federal. Novamente foi preso o acusado e novamente Gilmar Mendes mandou soltá-lo, nitidamente como afirmação de seu cargo. Essa situação provocou um imenso mal-estar entre os magistrados do país, que apoiaram em grande maioria o Juiz Federal Fausto Martin De Sanctis, responsável pelos pedidos de prisão. Juro que gostaria de ver essa disposição no STF para julgar grandes injustiças que acontecem no Brasil, como por exemplo o governo federal não cumprir a constituição em muitos dos seus capítulos
Finalmente, o delegado Protógenes Queiroz, que comandou toda a operação, foi afastado repentinamente do cargo, o que mostra que parte da Polícia Federal ou alguém acima dela precisava que as investigações parassem nesse nível, afinal ninguém desvia dinheiro público sem alguém de dentro da administração pública estar no esquema. Então as investigações estagnaram, pois se elas continuassem encontrariam mais culpados, provavelmente dentro do próprio governo.
Essa operação da Polícia Federal serviu para mostrar várias facetas das pessoas nesse país: ainda há pessoas interessadas na verdade e na justiça; ainda há pessoas que não estão interessadas na verdade e justiça, fazendo de tudo para se livrar das próprias culpas; ricos quando são presos pela polícia são soltos pelo presidente do STF, enquanto pobres quando são presos sob qualquer acusação apodrecem na cadeia. Não consigo ver esse país de forma diferente: somos uma nau que deixou o porto com dois graus de erro nos cálculos de rota e navega há mais de 500 anos em rota cada vez mais errada. Se o leme não for virado para o lado certo, jamais voltaremos para o caminho que nos levará à construção de um país no mínimo digno. Porque pensar em justiça hoje acho que é pedir demais.
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Lei seca?

Desde a sua entrada em vigor, a chamada Lei Seca já produziu várias discussões. E algumas consequências. Muita dúvida foi gerada até entre os policiais e houve uma demora excessiva para que houvesse um padrão nas ações policiais. Agora, com padrões mais bem definidos, podemos fazer outras reflexões.
Primeiro que a lei não é exatamente seca, afinal beber não é proibido. O que se pede nesse caso é um pouco de bom senso, afinal não se bebe para ir ao trabalho, por exemplo. Beber é permitido, assim como dirigir. Só o que não pode são as duas coisas juntas.
Segundo detalhe: uma parte da sociedade foi contra a lei, especialmente advogados que querem aparecer na mídia, dizendo que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Alexandre Garcia, em reflexão no jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, deu um exemplo excelente para combater este argumento: todas as vezes que uma pessoa tira o R.G. faz um cadastro de suas digitais e coloca uma delas no documento oficial. Tecnicamente está produzindo provas contra si mesmo.
Por último, posso dizer que a reflexão que faço dessa nova lei é simples: ela está salvando vidas, diminuido o número de atendimentos do Serviço Médico de Urgência (SAMU) e consequentemente diminuindo custos para a sociedade de pessoas irresponsáveis que bebem em excesso e saem dirigindo. Em suma, tráz enormes benefícios para a sociedade. Não tem como ser contrário a essa lei com as consequências benéficas que ela está mostrando. Quem é contra a lei está pouco se importando com a sociedade, está mais preocupado com o próprio bolso. Por isso uma associação de bares e restaurantes entrou na justiça contestando a nova lei. Estes estão se importando apenas com a quantidade de bebidas que vão vender a menos e não com a quantidade acidentados a menos, com os gastos menores realizados nos atendimentos médicos, no tratamentos de feridos, no enterro dos mortos. Aí me pergunto: se por acaso um bêbado saísse de um bar e atropelasse e matasse toda a família do dono desse bar, qual seria a opinião dele sobre a lei? Acredito mesmo que essas pessoas não têm mesmo a capacidade necessária para refletir sobre o assunto. E viva o capitalismo!
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Números!

No mês de Julho o país ficou estarrecido ao descobrir a situação de calamidade em que vive a Santa Casa de Belém, no Pará. Tudo porque se tornou impossível esconder o assustador número de mortes na UTI neonatal da entidade. De acordo com as informações oficiais, 253 bebês morreram entre Janeiro e Junho desse ano.
Além da óbvia tragédia, muito se pode discutir. Nenhum hospital chega ao ponto em que ocorrem tantas mortes sem um motivo, o que já está provado e documentado. Há mais de um ano o Sindicato dos Médicos denuncia a situação precária do estabelecimento, no qual faltavam até álcool e algodão, e nada foi feito. Como sempre costumo dizer, crises como essa seriam exemplares mas infelizmente não são. Me explico: apesar da tragédia, nada disso é utilizado para melhorar a qualidade do atendimento público, em lugar nenhum do país, então sabemos que podemos esperar outra tragédia, em outro lugar, que está em curso nesse momento mas ainda não se tornou pública.
Esses acontecimentos são decorrentes de décadas de desmandos e de pouca preocupação com as pessoas, pelo menos fora do período eleitoral. Então são processos que se tornam notórios da pior maneira e com quem tem menos culpa pagando o preço mais alto. Nesse caso, com a morte de um filho.
No entanto, a maior falta de respeito às famílias veio de uma declaração oficial da Secretária de Saúde, Laura Rosseti, que em entrevista afirmou que o número de mortes era normal, estava dentro do parâmetro aceitável pela Organização Mundial de Saúde. Como já diria o grande mestre Aziz Ab'Saber, o maior erro que se comete quando se fala de pessoas é transformar problemas em números, pois os números mascaram a realidade. E eu ainda acredito na Teoria da Relatividade: 253 mortes para a secretária de saúde é uma coisa; um filho morto para uma das famílias vítima da negligência e do descaso da administração pública é outra. Tudo é relativo. Talvez se um dos mortos fosse filho de alguém importante a história fosse diferente.
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Libertação, afinal!

Foram libertados no dia 02/07/2008 quinze prisioneiros das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - entre eles três estadunidenses, onze policiais e militares colombianos e a mais importante peça de negociação que os narco-traficantes tinham: a senadora Ingrid Betancourt. Durante mais de seis anos, a imagem dela aprisionada na selva, doente e triste correu o mundo*.
Segundo o governo colombiano, uma operação da inteligência do exército foi montada com auxílio de agentes estadunidenses e conseguiu infiltrar militares no acampamento onde estavam os prisioneiros. Os militares fingiram ser parte de uma agência humanitária que levaria os reféns de helicóptero para um encontro com o líder das FARC, Alfonso Cano. Dentro do helicóptero, os militares dominaram os dois "soldados" das FARC e anunciaram a libertação dos reféns.
Uma outra versão circula agora na internet, a de que o governo colombiano teria pago US$20 milhões pela libertação desses reféns, informação divulgada por uma rádio suíça, a Romanda (RSR), obviamente sem comprovação.
Independentemente de como foram libertados, é sempre uma boa notícia quando sabemos da libertação de reféns, especialmente quando são reféns de traficantes de drogas disfarçados de guerrilheiros. As FARC deixaram de ser uma guerrilha há muito tempo, desde que o tráfico de drogas se tornou a sua fonte de renda. Não dá nem para pensar em aceitar uma guerrilha que diz lutar por igualdade e pelo socialismo quando se sabe que eles arrancam a cabeça dos traficantes que tentam não comprar e vender as suas drogas.
O lado bom de tudo isso é que parece que as FARC têm tudo agora para deixar de existir de uma vez. A morte de seu líder, Marulanda (em 26 de março, de ataque cardíaco) e do segundo no comando, Raul Reyes (01 de março, em ataque de tropas colombianas em território equatoriano) deixaram um vazio difícil de preencher. Além disso, ações cada vez mais elaboradas do exército colombiano têm tornado a existência dessa quadrilha cada vez mais difícil. Desmoralizados e com alta rejeição do próprio povo colombiano, fariam um favor a si e a todos se libertassem os outros reféns e depusessem as armas.
Em todo o mundo, repercutiu bastante a soltura dos reféns, com mensagens de "até que enfim" de todas as partes. Até mesmo Hugo Chávez, grande financiador dos narco-assassinos, já tinha dito que não havia mais lugar para a luta armada no continente. Talvez pela proximidade com os criminosos soubesse por antecipação do enfraquecimento do grupo. E para posar de santo ele não perde oportunidade. Mas por incrível que pareça, a mensagem mais infeliz não veio de Chávez, mas sim do presidente equatoriano, Rafael Correa. Ele lamentou que a libertação tenha ocorrido por ação militar e não pela via da negociação. Pelo que eu entendo, prefiro que a libertação tenha sido militar e que os prisioneiros agora desfrutem da companhia de seus familiares do que eles continuarem prisioneiros enquanto incompetentes e comparsas das FARC, como Chávez e o próprio Correa negociavam as suas vidas em troca de visibilidade internacional e material de propaganda de seus programas socialistas fadados ao fracasso.
Torço de agora em diante que mais ações civis e militares possam levar parentes do cativeiro de volta para suas casas e que pessoas usadas como moeda de troca voltem a viver em liberdade e com seus amigos e familiares. E que essas guerrilhas nunca mais sejam capazes de sequestrar e matar pessoas nem de produzir e distribuir cocaína pelo mundo. Afinal, já tem muita gente fazendo merda de cara limpa, não precisamos mesmo de drogas para isso.

*Fonte da imagem www.oglobo.com
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Festas Juninas.

Chega hoje ao fim mais um mês de Junho e com ele acabam também os festejos juninos.
Sei que não há muito o que falar a respeito da Festas Juninas, afinal são um marco da cultura brasileira, essencialmente nordestina, com comidas típicas, danças, roupas e uma alegria contagiante. Quando falamos dessas festas no nordeste falamos de grandes eventos. Aqui em São Paulo, por exemplo, temos apenas alguns lugares em que há festas grandiosas, como no Centro de Tradições Nordestinas, praticamente um pedaço do nordeste nessa cidade. Uma delícia! Mas na maioria são pequenas festas, isoladas.
Aí vão me perguntar: o que é que a geografia tem com isso? E eu prontamente respondo: Tudo.
Primeiro que muitas das tradições dessas festas vem de fora, de outros países. A palavra forró, por exemplo tem duas origens mais aceitas. Uma diz que vem do inglês FOR ALL. Outra diz que vem da palavra forrobodó, que significa bagunça e foi trazida da África. Mundo globalizado, já há muito tempo.
Outro detalhe que não podemos esquecer é que nas grandes cidades do centro-sul festa junina é aquela realizada nas escolas, o que é muito diferente do nordeste, onde cidades inteiras se preparam para as festividades e para receber o imenso número de turistas, que movimentam grandes quantias de dinheiro nesses locais. Bom para a economia.
Sem contar ainda que as festas que se mantém originais, pelo menos no geral, representam uma posição de defesa da cultura regional de um povo face aos ataques de uma cultura de massa que vem de fora e que tenta globalizar o Inglês como língua universal, o R&B ou RAP como música, o Mc Donald's como comida. O capitalismo globalizante ataca com todas as suas armas, grandes grupos, associações de países, transnacionais. E as culturas locais, não só no Brasil, resistem como forma de manter a sua individualidade e identidade como grupo cultural. No caso do Brasil, que os Bacamarteiros nos protejam!

Só para constar: queria ver traduzir isso para o inglês de forma que os agentes do capitalismo entendam...

O ABC do Sertão (Zé Dantas e Luiz Gonzaga)
Lá no meu sertão pros caboclo lê, têm que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê, O ésse é si, mas o érre tem nome de rê
Até o ypsilon lá é pssilone. O eme é mê, O ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê.
Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"
A, bê, cê, dê, fê, guê, lê, mê, nê, pê, quê, rê, tê, vê e zê.

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União Européia e Cuba = Etanol?

Em uma reunião realizada no dia 19/06/2008, a União Européia (U.E.) decidiu acabar com as sanções diplomáticas que existiam para com Cuba. Não que isso tenha um papel fundamental na história, afinal eram apenas sanções diplomáticas e não econômicas, como as norte-americanas. mas sinaliza que a U.E. tem algum tipo de interesse nesse país, o que não é muito difícil de imaginar. Esse país da América Central, na época da Guerra Fria abastecia Moscou de açúcar, em acordos muito vantajosos para os cubanos. Tudo para manter um país socialista muito próximo dos EUA.
Quem produzia açúcar, pode muito bem produzir álcool e a europa não dependeria do Brasil se quisesse mesmo entrar na onda do etanol. Me parece interesse estratégico, apesar de a maioria das pessoas ou não ter ligado ou quererem minimizar o fato. Mas o mais engraçado foi ver do mesmo lado norte americanos, cubanos dissidentes e até mesmo Fidel Castro. Juntos sim, mas no lado das reclamações.
Fidel disse que desprezava a hipocrisia que a medida de U.E. representa. Em muitos aspectos, deve ser o mesmo desprezo que tem pelas aberturas que o seu irmão, Raul Castro faz no país agora que é presidente. O governo dos EUA minimizou a questão, mas a verdade é que trabalhou firmemente para que essa decisão não acontecese. Não conseguiu. Na sexta-feira, dia 20/06, o porta-voz norte-americano declarou que a U.E. deve fixar "um certo número de critério humanitários" para dialogar com os cubanos. Entre esses critérios, a libertação dos prisioneiros políticos e o respeito às convenções internacionais sobre direitos civis e políticos, liberdade de informação e acesso à internet. Vindo de uma das nações menos democráticas do mundo, chega a soar estranho esses, digamos assim, "desejos". Enquanto isso, dissidentes reclamam da posição da U.E. afirmando que o governo cubano ainda não é exatamente um governo democrático. E nisso tem toda razão.
Mas ao que parece, a questão política novamente é apenas um pano de fundo para as questões econômicas que envolvem o mundo agora. Se houver um acordo comercial, a U.E. pode investir em produção de combustíveis em Cuba, filão de mercado que os EUA estão deixando passar. É como eu sempre digo: não é o problema ambiental, muito menos o político. O grande problema é sempre econômico, estão todos de olho em mercados promissores como o Brasil e Cuba para talvez modificar sua matriz energética, não depender tanto assim do petróleo e de quebra tirar poder político e econômico da OPEP. Quem é contra? Os EUA, que por ideologias ultrapassadas perderam a chance de ajudar Cuba para se beneficiar depois, como foi feito na independência do Panamá e na construção do seu canal ligando os aceanos Atlântico e Pacífico. Parece que esqueceram como fazem a sua política externa. Agora é torcer para que essa parceria demore para sair para que, com o tempo, quem sabe até entrar no negócio. Só o tempo dirá.
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Pense!

"Quem não raciocina é fanático, quem não sabe raciocinar é um imbecil e quem não ousa raciocinar é um escravo"
W. Brumon

Sobre o autor!

Minha foto
Sou apenas um brasileiro, professor de Geografia, crítico da Política e das "politicalhas" que vejo todos os dias por aí. Sou um cara simpático com meus alunos e amigos, totalmente antipático com e que não acredita mais em política, que gosta muito de dar aula, principalmente pela liberdade de expressar minhas opiniões e discutí-las com os alunos. Gosto de viajar, gosto do bom e velho Rock'n'Roll. Gosto muito de Geografia e de estudar os "matos" desse país. Acho mesmo que nasci no país errado: prefiro campo a praia, vinho a cerveja, frio a calor, morenas a loiras, honestidade ao famoso "jeitinho brasileiro". Enfim isso tudo. Quem quiser saber mais pergunte para meus amigos e alunos.

Sobre o Blog!

Olá a todos.


Estamos caminhando por um mundo globalizado que não enxerga diferenças mais do que econômicas, por isso esse é um dos focos dos atuais estudos geográficos. Como amante, seguidor e professor dessa velha matéria, me sinto na responsabilidade de passar as idéias e atualidades desse contexto para os meus alunos e amigos, como quaisquer outros seguidores que vierem.

A visão é de uma pessoa que passou por diversas dificuldades e ainda passa, vivendo na periferia e tentando, a partir dela, criar certa resistência ao processo de desmonte da educação como um todo que acontece hoje no nosso país. Portanto, continuem se sentindo em casa, e não se esqueçam de comentar e dar suas opiniões sobre cada postagem. Como sempre, respondo aos comentários o mais breve possível.



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