A Polícia Federal brasileira ultimamente anda destoando dos outros órgãos públicos de repressão ao crime. Com seguidas operações, já conseguiu desmontar esquemas, eliminar fraudes e prender muita gente, inclusive pessoas importantes. Na última demantelou um esquema de vendas de sentenças no Superior Tribunal de Justiça, acusando (com provas) o Ministro Paulo Medina. Grandes esquemas no Brasil significam grandes roubos ao dinheiro público, ou seja, nosso dinheiro. Em casos como esse, não é o dinheiro que está em jogo, mas a credibilidade de uma instituição que deveria ser um símbolo da isenção e do respeito pelas leis.Quando pessoas importantes são presas ou ao menos investigadas, volto a ter uma pequena esperança com relação ao Brasil. Mas sabemos que no "país do jeitinho", em se propinando tudo dá. Desde uma multa de trânsito que deixa de ser aplicada por se "molhar a mão" do guarda até venda de sentenças por juízes e ministros.
Nesse contexto, fico realmente abismado que ninguém tenha tentado ainda "cortar as asinhas" da PF, que tenta devolver um pouco de dignidade ao Brasil, levando para a cadeia não só os pequenos mas também os grandes criminosos.
Vê-se os resultados das operações, que levam meses de planejamento, escutas, gravações e investigações. Tudo dentro do rigor da lei para que as provas tenham validade em um tribunal. Então, com o dever cumprido, investigações concluídas e envolvidos presos, policiais federais podem sair e beber uma cerveja com os amigos, como todo mundo, para comemorar. Enquanto isso, na mesa do lado, advogados e acusados comemoram o habeas corpus conseguido que garante ao acusado o direito de responder ao processo em liberdade. Garante também o direito ao esquecimento. Depois de alguns dias, tudo volta ao normal, policiais na rotina de investigar enquanto quem devia estar preso volta às ruas, às empresas, aos tribunais. Todo o trabalho de meses ou anos jogado no lixo. É dura a vida do policial federal no Brasil!






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