Mais uma vez estamos aqui no Brasil sofrendo as consequências de estarmos "no meio tropical úmido", como aprendi na faculdade de geografia. O mês de janeiro ainda não acabou e já choveu muito mais do que o previsto e como já foi previsto aqui mesmo* a solução do problema não viria tão cedo.
Mostrando postagens com marcador chuvas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chuvas. Mostrar todas as postagens
Chuvas, de novo!
Mais uma vez estamos aqui no Brasil sofrendo as consequências de estarmos "no meio tropical úmido", como aprendi na faculdade de geografia. O mês de janeiro ainda não acabou e já choveu muito mais do que o previsto e como já foi previsto aqui mesmo* a solução do problema não viria tão cedo.
O que continuamos a ver é: chove, alaga, desliza, pobres morrem, imprensa faz alarde, políticos fazem promessas que nunca serão cumpridas, parentes choram. É sempre assim no nosso país.
Nesse ano os que mais sofreram foram os moradores de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com muitas enchentes, alagamentos, perdas materiais e mortes. O destaque dos desastres da administração pública do Brasil nesse ano de 2012 ficou para o ministro da integração nacional, Fernando Bezerra, que destinou mais de 90% das verbas para seu estado de origem, Pernambuco.
A desculpa esfarrapada foi a de sempre: as verbas foram destinadas com o conhecimento da Casa Civil da presidência da república e só o estado de Pernambuco fez os projetos como deveria e a tempo. Metade disso é verdade, a presidência sempre sabe das coisas, principalmente as erradas, feitas para favorecer os comparsas, quero dizer, aliados políticos. O resto é capim para o gado mascar, ou seja, desculpinha para enganar o povão que quer ser enganado.
Não é possível crer que nos estados do RJ e MG inteiros não haja nenhum profissional em nenhuma secretaria de meio ambiente capaz de fazer um projeto para receber verbas do governo federal, especialmente com os históricos de problemas desses estados.
Resumindo: o que foi falado sobre a destinação de verbas é a mais pura mentira, que apenas os burros ou os que estão envolvidos acreditam. As verbas foram destinadas para Pernambuco pelo simples fato de que aquele estado é o curral eleitoral do senhor ministro e seu filho deve sair para candidato a uma prefeitura nas eleições desse ano. Portanto, é necessário criar uma boa imagem para que o filho do ministro seja eleito. Nada mais.
Sabemos que essa é apenas mais uma das muitas manipulações que são feitas em ano de eleições, com a anuência dos governos em todos os níveis de administração. Mas nada disso deve ser para se preocupar, afinal são só pessoas morrendo. Considerando que muitos dos que morrem são crianças e idosos, que não votam, esses cadáveres não fazem a menor diferença para as contas dos políticos em ano de eleição. Continua valendo o lema com relação à política: Brasil: um país de otários!
*Ver outras postagens: "Chuvas! Adendo"; "Que venham as chuvas!" e "Tragédia em Santa Catarina".
Chuvas! (Adendo)
Sei que a lua-de-mel da nova presidente do Brasil ainda não passou, geralmente a imprensa dá ao novo presidente sempre cerca de cem dias antes de fazer análises mais profundas. Calcula-se que esse é um período importante para o novo governo, necessário para fazer os ajustes que acha necessário mudando a política do governo anterior.
Uma coisa que me chamou a atenção foi que quando as chuvas no sudeste e sul do país deixaram várias cidades em estado de calamidade pública, Dilma fez uma coisa que seu antecessor nunca teve coragem: deu a cara a tapa e sujou as botinhas lá no Rio de Janeiro, em lugares afetados pelas chuvas. Ponto para ela.
Mas não se pode negar o passado, por mais que se queira. Em nenhum lugar a tragédia chegou nem perto do que ocorreu no RJ, em número de mortes, desabrigados, desalojados ou desaparecidos. Mas tudo isso também aconteceu em outros estados, como Paraná, São Paulo e Minas Gerais, onde aconteceu tudo igual ao RJ, mas com menores consequências. Nenhum desses estados foi digno da visita da presidente, nenhum dinheiro foi liberado para obras de emergência, como o foi para o RJ. Critério? O de sempre: o RJ é governado por um aliado, do PMDB, enquanto os outros estados citados são governados por adversários políticos, todos do PSDB.
Pelo visto as pessoas que sofrem em tragédias devem estar vestindo a camisa certa para poder receber ajuda em época de calamidades. Sempre foi assim e não tenho nenhuma espectativa de que mude. O pt aprendeu bem como agradecer aos aliados pelos votos e punir os que elegeram adversários. Começou bem, dona Dilma!
Uma coisa que me chamou a atenção foi que quando as chuvas no sudeste e sul do país deixaram várias cidades em estado de calamidade pública, Dilma fez uma coisa que seu antecessor nunca teve coragem: deu a cara a tapa e sujou as botinhas lá no Rio de Janeiro, em lugares afetados pelas chuvas. Ponto para ela.
Mas não se pode negar o passado, por mais que se queira. Em nenhum lugar a tragédia chegou nem perto do que ocorreu no RJ, em número de mortes, desabrigados, desalojados ou desaparecidos. Mas tudo isso também aconteceu em outros estados, como Paraná, São Paulo e Minas Gerais, onde aconteceu tudo igual ao RJ, mas com menores consequências. Nenhum desses estados foi digno da visita da presidente, nenhum dinheiro foi liberado para obras de emergência, como o foi para o RJ. Critério? O de sempre: o RJ é governado por um aliado, do PMDB, enquanto os outros estados citados são governados por adversários políticos, todos do PSDB.
Pelo visto as pessoas que sofrem em tragédias devem estar vestindo a camisa certa para poder receber ajuda em época de calamidades. Sempre foi assim e não tenho nenhuma espectativa de que mude. O pt aprendeu bem como agradecer aos aliados pelos votos e punir os que elegeram adversários. Começou bem, dona Dilma!
Que venham as chuvas!
Mais um ano se iniciou no meio tropical úmido brasileiro sem que muita coisa tivesse mudado. Primeiro que as mortes causados por deslizamentos na virada do ano de 2009 para 2010 não surtiram efeito prático nenhum. Nada, nenhuma preparação foi feita pelo governo estadual e pelos municípios para se prepararem para as chuvas que sempre vem.
Resultado, como esperado, muitas mortes. É claro que não se esperava um número de mortes tão maior do que no ano anterior, mas não faz diferença. Passado mais de um ano do ocorrido no Morro do Bumba e em Angra dos Reis, nada de culpados ou julgamentos. Agora, já mais de um mês depois dos quase 900 mortos, mais de 400 desaparecidos e 3000 desabrigados ou desalojados também quase não há ações governamentais, a não ser as paliativas.
O Rio de Janeiro se orgulha tanto do seu carnaval que os seus governantes deveriam tomar as escolas de samba como exemplo: terminado o desfile e decretado o campeão do ano, inicia-se a preparação para o ano seguinte e um ano inteiro é gasto nessa preparação. Como vivemos em uma área do mundo em que não se pode esperar que não chova no verão, deveríamos nos preparar o ano todo para que um evento natural não se transformasse em tragédia. A diferença básica entre ocorrer um imprevisto, como o incêndio que ocorreu na Cidade do Samba e ocorrer o previsto para o país é que normalmente nos imprevistos o número de mortes é menor.
Os políticos sabem disso? Sim. E porque então não se faz nada para evitar que esses eventos ocorram? Simples essa conta: calcula-se o quanto deve ser gasto para evitar tragédias, o custo da perda da vida de eleitores e o quanto se pode ganhar de dinheiro com obras de emergência, sem licitação e com a verba governamental em situação de calamidade pública. Resultado: é muito mais lucrativo deixar os morros descerem, mesmo matando pessoas, pois tudo terá de ser reconstruído sem licitação e enchendo ainda mais os bolsos dos políticos com dinheiro público. Mesmo que esse dinheiro seja oriundo da morte de quase mil pessoas. Afinal, o que são mil eleitores a menos na eleição para o governo do estado? Nesse momento, tenho certeza, estão pensando no ano que vem e como vão fazer para ganhar ainda mais dinheiro com a tragédia da vida alheia. Que venham as chuvas!
Resultado, como esperado, muitas mortes. É claro que não se esperava um número de mortes tão maior do que no ano anterior, mas não faz diferença. Passado mais de um ano do ocorrido no Morro do Bumba e em Angra dos Reis, nada de culpados ou julgamentos. Agora, já mais de um mês depois dos quase 900 mortos, mais de 400 desaparecidos e 3000 desabrigados ou desalojados também quase não há ações governamentais, a não ser as paliativas.
O Rio de Janeiro se orgulha tanto do seu carnaval que os seus governantes deveriam tomar as escolas de samba como exemplo: terminado o desfile e decretado o campeão do ano, inicia-se a preparação para o ano seguinte e um ano inteiro é gasto nessa preparação. Como vivemos em uma área do mundo em que não se pode esperar que não chova no verão, deveríamos nos preparar o ano todo para que um evento natural não se transformasse em tragédia. A diferença básica entre ocorrer um imprevisto, como o incêndio que ocorreu na Cidade do Samba e ocorrer o previsto para o país é que normalmente nos imprevistos o número de mortes é menor.
Os políticos sabem disso? Sim. E porque então não se faz nada para evitar que esses eventos ocorram? Simples essa conta: calcula-se o quanto deve ser gasto para evitar tragédias, o custo da perda da vida de eleitores e o quanto se pode ganhar de dinheiro com obras de emergência, sem licitação e com a verba governamental em situação de calamidade pública. Resultado: é muito mais lucrativo deixar os morros descerem, mesmo matando pessoas, pois tudo terá de ser reconstruído sem licitação e enchendo ainda mais os bolsos dos políticos com dinheiro público. Mesmo que esse dinheiro seja oriundo da morte de quase mil pessoas. Afinal, o que são mil eleitores a menos na eleição para o governo do estado? Nesse momento, tenho certeza, estão pensando no ano que vem e como vão fazer para ganhar ainda mais dinheiro com a tragédia da vida alheia. Que venham as chuvas!
Chuvas no Nordeste
Em meados de Junho fortes chuvas atingiram o nordeste do Brasil, provocando alagamentos, destruição e mortes. Mas ao contrário do que muitas pessoas andam falando, não, a culpa não é do aquecimento global.
O que aconteceu no nordeste brasileiro não é nenhuma novidade, fenômeno parecido ocorreu na mesmo região há cerca de dez anos passados, em 2000. Na ocasião foram registradas 55 mortes mas os estragos materiais foram menores.
Para aqueles um pouco mais familiarizados com geografia não é necessário explicar que o clima tropical brasileiro tem uma característica peculiar: apresenta metade do ano com chuvas regulares e metade do ano secas regulares. Mas no litoral acorre uma pequena variação disso. As massas de ar que causam chuvas no litoral brasileiro são, principalmente, a Tropical Atlântica (Ta) e a Polar Atlântica (Pa). No inverno Pa está mais forte e consegue chegar no litoral do nordeste, empurrando para esse local a influência de Ta. Quando se encontram chove por seis meses, regularmente, seguindo a tendência pricipal dos climas tropicais. Quando Pa perde força, no verão, Ta a empurra novamente para o sul e sudeste, provocando chuvas nessa região. Portanto costuma-se dizer que chovem seis meses por ano no clima tropical, exceto no litoral, em que chove seis meses no litoral do nordeste no inverno e seis meses no litoral do sudeste, no verão.
A diferença é que nesse ano choveu muito mais do que o esperado e essas chuvas se concentraram em poucas áreas, chovendo por cinco dias seguidos, o que causou a tragédia. O que se segue às chuvas é uma enxurrada, que carrega tudo o que estiver no caminho. Nesse caso, casas, comércios, lavouras, pessoas. É óbvio que um evento desses não poderia deixar de ser uma tragédia anunciada, pois as pessoas construíram suas vidas em planícies de inundação dos rios. Não adianta reclamar da natureza, pois essas áreas não chamam planícies de inundação à toa. Todas as vezes que o leito não tiver suporte para o volume de água essas áreas serão inundadas. Então porque as pessoas moram nesse lugar?
Por que o governo deixa é a única resposta. Todas as prefeituras do Brasil usam do expediente de deixar as pessoas invadirem áreas de preservação para aumentar o número de moradores, regularizar as áreas e assim poder cobrar impostos, aumentando a arrecadação do município. Tática velha, bem manjada, mas ainda em uso. Depois políticos se aproveitam para prometer em campanhas eleitorais que se forem eleitos não permitirão que as pessoas sejam retiradas das áreas invadidas. Resultado: o povo que não conhece leis e não quer perder os investimentos já feitos elege esse tipo de político, que mora bem longe do rio.
Não é a primeira vez que posto aqui esse tipo de tática usada no jogo político para manter o povo no cabresto eleitoral.E conhecendo a casta de políticos brasileiros e os eleitores do Brasil com certeza não será a última. Depois da tragédia, o povo deu um bom exemplo e mandou milhares de toneladas de roupas e alimentos para as vítimas. Os governos nos diversos níveis de administração fizeram discursos e liberaram verbas. O que me incomoda não é isso, já que são atitudes louváveis ajudar as pessoas atingidas.
O que incomoda é usar mais dinheiro para consertar do que para prevenir; criticar as ocupações ao invés de proibí-las; contabilizar mortos ao invés de atingidos; prender pessoas que deveriam ajudar (bombeiros) por roubar donativos. É deprimente.
Até a última contagem, 57 pessoas haviam morrido e cerca de 16 mil haviam sido atendidas nos hospitais de campanha das forças armadas, que mais uma vez dão excelente exemplo de organização e atitude frente situações adversas.
Que fique a lição para a reconstrução. As pessoas precisam de moradias e a infraestrutura deve ser reconstruída. Espero que as autoridades entendam que apesar de ter havido uma desgraça é necessário pensar e agir racionalmente. Ocupar ou permitir ocupação dessas áreas é permitir que moradores corram riscos desnecessários, inclusive de morte. Ou será que só pensam que 57 eleitores a menos não farão falta?
O que aconteceu no nordeste brasileiro não é nenhuma novidade, fenômeno parecido ocorreu na mesmo região há cerca de dez anos passados, em 2000. Na ocasião foram registradas 55 mortes mas os estragos materiais foram menores.
Para aqueles um pouco mais familiarizados com geografia não é necessário explicar que o clima tropical brasileiro tem uma característica peculiar: apresenta metade do ano com chuvas regulares e metade do ano secas regulares. Mas no litoral acorre uma pequena variação disso. As massas de ar que causam chuvas no litoral brasileiro são, principalmente, a Tropical Atlântica (Ta) e a Polar Atlântica (Pa). No inverno Pa está mais forte e consegue chegar no litoral do nordeste, empurrando para esse local a influência de Ta. Quando se encontram chove por seis meses, regularmente, seguindo a tendência pricipal dos climas tropicais. Quando Pa perde força, no verão, Ta a empurra novamente para o sul e sudeste, provocando chuvas nessa região. Portanto costuma-se dizer que chovem seis meses por ano no clima tropical, exceto no litoral, em que chove seis meses no litoral do nordeste no inverno e seis meses no litoral do sudeste, no verão.
A diferença é que nesse ano choveu muito mais do que o esperado e essas chuvas se concentraram em poucas áreas, chovendo por cinco dias seguidos, o que causou a tragédia. O que se segue às chuvas é uma enxurrada, que carrega tudo o que estiver no caminho. Nesse caso, casas, comércios, lavouras, pessoas. É óbvio que um evento desses não poderia deixar de ser uma tragédia anunciada, pois as pessoas construíram suas vidas em planícies de inundação dos rios. Não adianta reclamar da natureza, pois essas áreas não chamam planícies de inundação à toa. Todas as vezes que o leito não tiver suporte para o volume de água essas áreas serão inundadas. Então porque as pessoas moram nesse lugar?
Por que o governo deixa é a única resposta. Todas as prefeituras do Brasil usam do expediente de deixar as pessoas invadirem áreas de preservação para aumentar o número de moradores, regularizar as áreas e assim poder cobrar impostos, aumentando a arrecadação do município. Tática velha, bem manjada, mas ainda em uso. Depois políticos se aproveitam para prometer em campanhas eleitorais que se forem eleitos não permitirão que as pessoas sejam retiradas das áreas invadidas. Resultado: o povo que não conhece leis e não quer perder os investimentos já feitos elege esse tipo de político, que mora bem longe do rio.
Não é a primeira vez que posto aqui esse tipo de tática usada no jogo político para manter o povo no cabresto eleitoral.E conhecendo a casta de políticos brasileiros e os eleitores do Brasil com certeza não será a última. Depois da tragédia, o povo deu um bom exemplo e mandou milhares de toneladas de roupas e alimentos para as vítimas. Os governos nos diversos níveis de administração fizeram discursos e liberaram verbas. O que me incomoda não é isso, já que são atitudes louváveis ajudar as pessoas atingidas.
O que incomoda é usar mais dinheiro para consertar do que para prevenir; criticar as ocupações ao invés de proibí-las; contabilizar mortos ao invés de atingidos; prender pessoas que deveriam ajudar (bombeiros) por roubar donativos. É deprimente.
Até a última contagem, 57 pessoas haviam morrido e cerca de 16 mil haviam sido atendidas nos hospitais de campanha das forças armadas, que mais uma vez dão excelente exemplo de organização e atitude frente situações adversas.
Que fique a lição para a reconstrução. As pessoas precisam de moradias e a infraestrutura deve ser reconstruída. Espero que as autoridades entendam que apesar de ter havido uma desgraça é necessário pensar e agir racionalmente. Ocupar ou permitir ocupação dessas áreas é permitir que moradores corram riscos desnecessários, inclusive de morte. Ou será que só pensam que 57 eleitores a menos não farão falta?
Tragédia em Santa Catarina.
Muitas vezes fenômenos naturais acontecem onde e quando a gente menos espera. Santa Catarina por exemplo, não estava preparada para toda essa tragédia. Mas afinal o que aconteceu em Santa Catarina?
Fenômenos atmosféricos não podem ser previstos com precisão. Pode-se acompanhá-los, monitorá-los e mitigar seus estragos, mas não se pode fazer previsões muito confiáveis para mais de uma semana. E até por isso não se pôde prever exatamente o tamanho dos estragos causados.
Grandes quantidades de ar quente e úmido, provenientes do oceano, carregaram muita água para o continente e, por elevação, provocaram as chuvas. Todo o processo é natural da região, no entanto a quantidade de chuvas foi tão intensa que provocou vários escorregamentos de massa, que consequentemente provocam muitas mortes.
No entanto não podemos culpar o aquecimento global por mais essa. Super-especialistas vêm a público (afinal não podem perder a chance) para culpar o aquecimento global por esses fenômenos. O que me incomoda é o tratamento dado para esse tal de aquecimento global, estou até vendo a hora em que o Jô Soares vai anunciar entrevista exclusiva com ele. Já imaginaram? A verdade é bem mais simples e de tão óbvia dói: culpa-se algo que não falar, não pode se defender nem se pode provar. Tudo isso para disfarçar os culpados reais, aqueles que ocupam cargos nas prefeituras de todos os municípios desse Brasil. É mais ou menos como a "Guerra contra o Terror" dos EUA, que lhes dá a liberdade de agir e matar em qualquer lugar, assim como invadir qualquer país. Não se pode dar trégua ao "terror".
Da mesma forma, culpa-se o aquecimento global para que os verdadeiros culpados não se responsabilizem pela ocupação ilegal e em áreas de risco. Enquanto o culpado for um fenômeno natural, acentuado pelas ações humanas, que os governantes não podem eliminar sem a ajuda maciça do povão e que trará consequências para a humanidade só daqui a cem anos, tudo bem. O que não se pode é questionar, por exemplo, porque as moradias são construídas nas planícies de inundação dos rios (atenção ao nome: PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO!) ou nos morros com inclinação muito maior do que o aceitável. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) condenou 60% das áreas vistoriadas em Santa Catarina, alegando falta de segurança. Essas áreas não deveriam ter sido ocupadas e provavelmente não serão liberadas oficialmente. Mas duvido que não sejam ocupadas novamente.
Então ao invés de discutir os problemas reais e imediatos, vamos nos concentrar num futuro longínquo e duvidoso. E esquecer que certos problemas são sim causados pelo homem e sua ganância por votos e dinheiro, que libera áreas que não deveriam ser ocupadas para depois regularizá-las e aumentar a arrecadação de impostos. Sem contar o bônus eleitoral do "Eu regularizei a vila de num-sei-o-que e melhorei a vida dessa população", aquele mesmo discurso demogógico que privilegia o hoje e as vantagens de se estar no poder em um país de anaflabetos políticos. Por isso pergunto: quem devemos cobrar? O aquecimento global ou o mandatário que desvia milhões? Um fenômeno climático ou o presidente que até hoje não mandou o dinheiro que prometeu para as regiões afetadas?
Eventos como esse sempre aconteceram na face da Terra e os chamamos de tragédia quando atinge pessoas. E foi exatamente o que aconteceu por lá. Numa época de extremismos sei que não podemos virar as costas aos atingidos. Mas não podemos nos esquecer das nossas responsabilidades e nos esconder atrás de fantasmas. Combatamos primeiro os inimigos reais. Deixemos os moinhos de vento para depois, e só se tivermos tempo.
Aliás, uma salva de palmas ao povo brasileiro que se mobilizou e ajudou enormemente no que pôde, exceto aqueles que se mobilizaram para roubar casas e saquear lojas sem necessidade (até isso!). Todos os que ajudaram nessas semanas de angústia, dor e sofrimento estão de parabéns, aos atingidos todos os bons sentimentos de melhora. E que fique a lição: a preparação para esses eventos custa caro. No entanto, dinheiro há. O que se faz no Brasil com o dinheiro arrecadado com impostos e que deveria servir para resolver problemas como a habitação num lugar como aquele? É desviado, roubado e enche cuecas pelo Brasil afora. E quem desviou o dinheiro? Com certeza foi o aquecimento global.
Fenômenos atmosféricos não podem ser previstos com precisão. Pode-se acompanhá-los, monitorá-los e mitigar seus estragos, mas não se pode fazer previsões muito confiáveis para mais de uma semana. E até por isso não se pôde prever exatamente o tamanho dos estragos causados.
Grandes quantidades de ar quente e úmido, provenientes do oceano, carregaram muita água para o continente e, por elevação, provocaram as chuvas. Todo o processo é natural da região, no entanto a quantidade de chuvas foi tão intensa que provocou vários escorregamentos de massa, que consequentemente provocam muitas mortes.
No entanto não podemos culpar o aquecimento global por mais essa. Super-especialistas vêm a público (afinal não podem perder a chance) para culpar o aquecimento global por esses fenômenos. O que me incomoda é o tratamento dado para esse tal de aquecimento global, estou até vendo a hora em que o Jô Soares vai anunciar entrevista exclusiva com ele. Já imaginaram? A verdade é bem mais simples e de tão óbvia dói: culpa-se algo que não falar, não pode se defender nem se pode provar. Tudo isso para disfarçar os culpados reais, aqueles que ocupam cargos nas prefeituras de todos os municípios desse Brasil. É mais ou menos como a "Guerra contra o Terror" dos EUA, que lhes dá a liberdade de agir e matar em qualquer lugar, assim como invadir qualquer país. Não se pode dar trégua ao "terror".
Da mesma forma, culpa-se o aquecimento global para que os verdadeiros culpados não se responsabilizem pela ocupação ilegal e em áreas de risco. Enquanto o culpado for um fenômeno natural, acentuado pelas ações humanas, que os governantes não podem eliminar sem a ajuda maciça do povão e que trará consequências para a humanidade só daqui a cem anos, tudo bem. O que não se pode é questionar, por exemplo, porque as moradias são construídas nas planícies de inundação dos rios (atenção ao nome: PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO!) ou nos morros com inclinação muito maior do que o aceitável. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) condenou 60% das áreas vistoriadas em Santa Catarina, alegando falta de segurança. Essas áreas não deveriam ter sido ocupadas e provavelmente não serão liberadas oficialmente. Mas duvido que não sejam ocupadas novamente.
Então ao invés de discutir os problemas reais e imediatos, vamos nos concentrar num futuro longínquo e duvidoso. E esquecer que certos problemas são sim causados pelo homem e sua ganância por votos e dinheiro, que libera áreas que não deveriam ser ocupadas para depois regularizá-las e aumentar a arrecadação de impostos. Sem contar o bônus eleitoral do "Eu regularizei a vila de num-sei-o-que e melhorei a vida dessa população", aquele mesmo discurso demogógico que privilegia o hoje e as vantagens de se estar no poder em um país de anaflabetos políticos. Por isso pergunto: quem devemos cobrar? O aquecimento global ou o mandatário que desvia milhões? Um fenômeno climático ou o presidente que até hoje não mandou o dinheiro que prometeu para as regiões afetadas?
Eventos como esse sempre aconteceram na face da Terra e os chamamos de tragédia quando atinge pessoas. E foi exatamente o que aconteceu por lá. Numa época de extremismos sei que não podemos virar as costas aos atingidos. Mas não podemos nos esquecer das nossas responsabilidades e nos esconder atrás de fantasmas. Combatamos primeiro os inimigos reais. Deixemos os moinhos de vento para depois, e só se tivermos tempo.
Aliás, uma salva de palmas ao povo brasileiro que se mobilizou e ajudou enormemente no que pôde, exceto aqueles que se mobilizaram para roubar casas e saquear lojas sem necessidade (até isso!). Todos os que ajudaram nessas semanas de angústia, dor e sofrimento estão de parabéns, aos atingidos todos os bons sentimentos de melhora. E que fique a lição: a preparação para esses eventos custa caro. No entanto, dinheiro há. O que se faz no Brasil com o dinheiro arrecadado com impostos e que deveria servir para resolver problemas como a habitação num lugar como aquele? É desviado, roubado e enche cuecas pelo Brasil afora. E quem desviou o dinheiro? Com certeza foi o aquecimento global.
Mês sem chuvas!
Muito se comentou sobre o baixo índice de chuvas e a consequente queda da umidade relativa do ar na cidade de São Paulo, que causa sérios transtornos respiratórios nos seres humanos, especialmente crianças e idosos. Como a localização da cidade não favorece a dispersão dos poluentes, todas as vezes em que sofremos uma estiagem esses problemas se agravam.
Vale lembrar que os dados oficiais de coleta e que foram divulgados são registrados na zona norte de São Paulo, então não significa necessariamente que não choveu em nenhuma parte da cidade. Sistemas circulatórios são complexos e não necessariamente mostram a realidade de todas as localidades da cidade.
Também não é nenhuma novidade que isso tenha ocorrido, afinal há registros de outros períodos históricos em que tais secas aparecem, inclusive no Laboratório de Climatologia e Biogeografia da USP, que conta com uma estação meteorológica e dados confiáveis já há algumas décadas. Mas muitas pessoas já conseguiram fazer daí uma ligação com as alterações climáticas da atualidade e com o tal do aquecimento global.
Sinceramente acho que tem muito jornalista, crítico, pesquisador, pseudo-cientista que está precisando arranjar uma namorada. Estão tão obcecados com as alterações climáticas e o aquecimento global que sequer dormem à noite. Independente de eu acreditar ou não nesse aquecimento antropogênico (e eu não acredito), fica claro que é necessária uma nova visão sobre o tema, menos maniqueísta e mais humanista (por favor, não me venham com socialismo!). Tantos problemas sem solução e as pessoas preocupadas em se utilizar de um fenômeno natural, uma estiagem qualquer para justificar o fato de terem nascido com o falo pequeno. Tem horas que dá nos nervos!
Vale lembrar que os dados oficiais de coleta e que foram divulgados são registrados na zona norte de São Paulo, então não significa necessariamente que não choveu em nenhuma parte da cidade. Sistemas circulatórios são complexos e não necessariamente mostram a realidade de todas as localidades da cidade.
Também não é nenhuma novidade que isso tenha ocorrido, afinal há registros de outros períodos históricos em que tais secas aparecem, inclusive no Laboratório de Climatologia e Biogeografia da USP, que conta com uma estação meteorológica e dados confiáveis já há algumas décadas. Mas muitas pessoas já conseguiram fazer daí uma ligação com as alterações climáticas da atualidade e com o tal do aquecimento global.
Sinceramente acho que tem muito jornalista, crítico, pesquisador, pseudo-cientista que está precisando arranjar uma namorada. Estão tão obcecados com as alterações climáticas e o aquecimento global que sequer dormem à noite. Independente de eu acreditar ou não nesse aquecimento antropogênico (e eu não acredito), fica claro que é necessária uma nova visão sobre o tema, menos maniqueísta e mais humanista (por favor, não me venham com socialismo!). Tantos problemas sem solução e as pessoas preocupadas em se utilizar de um fenômeno natural, uma estiagem qualquer para justificar o fato de terem nascido com o falo pequeno. Tem horas que dá nos nervos!









