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Um dia para lembrar e esquecer!

O dia de hoje, 11 de setembro, ficou para sempre marcado na história. Mas não apenas por causa dos supostos atentados contra os prédios do World Trade Center, Pentágono e Pensilvânia, mas também por causa das dúvidas geradas em todo esse tempo.
Primeiro devemos lembrar que essa data também é muito importante para os chilenos, que lembram do bombardeio do prédio do governo que levou o presidente Salvador Allende a se suicidar para não ser morto ou retirado do governo pelas forças armadas e treinadas pelos EUA. Na época quem executou ordens americanas e derrubou o governo chileno foi Pinochet, que tão mal fez ao povo chileno com a sua ditadura. Os EUA não são assim tão santos como aparecem nos noticiários hoje.
De tudo o que se pode falar ou ver no dia de hoje todas as dúvidas são deixadas de lado, inexplicavelmente. Nenhuma menção à torre 7 do complexo do WTC, que caiu no mesmo dia sem ter sido atingido por absolutamente nada; imagens do Pentágono no dia dos "ataques" não são mostradas, nem mesmo o prédio atingido, pois nitidamente não havia destroços de um avião naquele lugar, assim como também não houve destroços de um avião na Pensilvânia, o suposto voo 93, do qual até filme fizeram, pelo heroísmo dos americanos que derrubaram o avião depois de retomar o controle dos terroristas.
Toda a comoção nacional gerada pelas mortes no 11 de setembro não devem fazer esquecer as mais de seis mil mortes de soldados dos EUA no Afeganistão e Iraque, depois da ocupação desses países. Vale lembrar que a maioria desses soldados não está no exército por livre e espontânea vontade nem por patriotismo. O governo daquele país usa as forças armadas para reduzir dívidas estudantis e como fonte de financiamento para estudantes universitários, ou seja, servindo as forças armadas o jovem americano pode obter redução de dívidas ou financiamento para a faculdade. Então podemos entender que os filhos dos ricos só vão para as forças armadas se quiserem e os filhos dos pobres é que estão morrendo nessas "guerras".
Outro dado que não deve ser esquecido é o número de mortes civis de iraquianos e afegãos nesse período, de aproximadamente 110 mil pessoas, segundo o Wikileaks, site conhecido por divulgar informações secretas de diversos governos, especialmente dos EUA. Isso sem contar nos reconhecidos casos de tortura em prisões em vários países, inclusive em Guantánamo, Cuba.
Então pelo que representa o dia de hoje ele deve ser lembrado e esquecido. Muito do que de pior existe na humanidade está representado no dia 11 de setembro, mas não se deve esquecer que não existem mocinhos nessa história, só vilões e gente que morre pelo caminho deles. Não devíamos criar o hábito de santificar o dia de hoje, mas é o que a mídia comprada do Brasil esfrega na cara dos telespectadores como se fosse verdade e como se a população não tivesse capacidade intectual para questionar coisas óbvias. Aí você, leitor, decide se eles estão certos ou não.
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Morte e o fim das eleições!

O dia mundial do trabalho será lembrado a partir de agora por causa de alguns trabalhadores padrão, funcionários da CIA, que mataram o homem mais procurado do mundo, Osama Bin Laden.
Lembro que a cabeça dessa pessoa valia US$25 milhões, recompensa a ser paga para quem desse informações sérias para o governo norte-americano do paradeiro dele, se vocês realmente acreditam que o seu paradeiro era desconhecido.
Com a morte anunciada em rede nacional pelo presidente Obama, em um dia atípico em que o presidente fez até piadas em encontro com jornalistas, o governo dos EUA economizam um bom dinheiro, mas gastam uma das cartas que tinham na manga para reeleger Barack Obama. A concorrência dele será muito forte, pelo menos economicamente, afinal provavelmente concorrerá com Donald Trumph, uma das maiores fortunas mundiais, e isso costuma influenciar muito o voto nos EUA.
Para reverter a imagem negativa que muitas pessoas tinham de Obama, o governo usou de uma tática bem conhecida de seu predecessor, George W. Bush: a guerra. Ao matar Osama, Obama pode vender a imagem de "salvador da pátria", afinal funcionou com Bush. Acredito que isso seja parte de uma série de medidas tomadas pelo governo dos EUA para preparar a reeleição do seu presidente sem muito esforço ou concorrência. E a cultura daquele país vê guerra e morte como uma coisa natural, até mesmo de seus próprios presidentes, o que se dirá de um reconhecido terrorista internacional.
Duro golpe no partido Republicano, que esperava comprovar que Obama nem era americano e se isso não desse certo, derrotá-lo com a influência e o dinheiro de Trumph. Golpe forte também na família republicana dos Bush, pilar do partido republicano e ligados economicamente há décadas à família dos Laden, que têm enormes investimentos nas petrolíferas do Texas, inclusive tendo George Bush (o pai) como funcionário, uma espécie de representante internacional.
O governo de Obama deu um tiro certo, matou dois coelhos com uma cajadada só, como se diz por aí, se livrando de um terrorista problemático e ficando bem com a opinião pública, além de criar uma dor de cabeça enorme nos seus adversários, politica e economicamente. "Apenas" por ter matado um homem na hora certa. E depois dizem que o Obama não é inteligente.
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Fidel x Obama!

No último dia 13, o governo estadunidense de Obama decretou o abrandamento das restrições que os exilados cubanos sofriam no país. Pode parecer pouco, mas já demonstra a clara divergência entre a política atual e a anterior com relação a Cuba.
Obama é muito mais inteligente que Bush, isso não se discute. Nessas medidas, fica clara a intenção dos norte-americanos de "implodir" o regime comunista da ilha. Até porque invasões, como da Baía dos Porcos não dão certo e não são mais necessárias no mundo atual. É por esse motivo que os EUA se incomodam tanto com certos países, como Cuba, Irã e Coréia do Norte: eles não são exatamente países capitalistas, portanto não compram os produtos estadunidenses, portanto não fazem parte dos "aliados".
Desde o fim da Guerra Fria, o que importa não é mais ideologia, mas sim o comércio em si. Nesse aspecto, o embargo a Cuba não faz mais sentido, uma vez que essas pessoas não se tornam consumidoras dos produtos do vizinho do norte. Ao invés de manter essa política pouco eficiente de restrições, Obama montou um esquema para tentar tirar poder do atual ditador cubano, Raúl Castro. Analisando as medidas, vemos coisas interessantes:
- Não existem mais restrições de viagens de parentes para Cuba. Todos sabemos que uma das formas de Cuba se manter é pelo turismo e as visitas de parentes, mesmo que disfarçadas, vão acabar levando mais dinheiro para os cubanos;
- Não existem mais restrições de remessas de dinheiro para cubanos, exceto para aqueles que fazem parte da administração do partido comunista. Uma das formas do governo cubano controlar a sua população era não permitir que ela tivesse recursos financeiros para comprar coisas que até existiam na ilha. Tecnicamente não era proibido comprar coisas como computadores e pagar por internet, só que era inviável para os cubanos fazer isso por simples falta de recursos. Isso não tende a acabar, mas a diminuir;
- Não existem mais restrições ao envio de presentes para as pessoas em Cuba, exceto o pessoal do partido. Não existe definição para "presente", então qualquer coisa pode ser enviada, desde que não seja ilegal;
-Amplia a gama de doações humanitárias possíveis, possibilitando que os cubanos tenham acesso a itens de higiene pessoal, por exemplo, coisas sempre restritas a eles;
-Empresas estadunidenses agora podem montar redes de fibra ótica entre os países, fazer roaming com a operadora local de telefonia celular e prestar serviços de rádio e tv por satélite, inclusive sendo esses serviços pagos por pessoas nos EUA. Obviamente, se Cuba quiser pode facilmente impedir esses serviços. Vai da liberdade que os cubanos conseguirem nesse caso.
Analisando as restrições duas coisas ficam claras: a primeira é que o embargo não acaba tão cedo, afinal depende mais de fatores políticos como liberdade aos prisioneiros políticos e de viagem ao exterior e democratização da ilha do que qualquer outra coisa. A segunda é que Cuba agora está em uma encruzilhada histórica. O ditador anterior sempre reclamou que os EUA não davam nenhum passo em direção ao fim do embargo. Esse passo foi dado. Agora Cuba também tem de dar um passo em direção ao fim do regime ditatorial dos Castro que já dura meio século. Nesse meio-tempo, Raúl Castro deu declarações de que pode vir a negociar com os EUA qualquer coisa. Mas infelizmente seu irmão ainda é muito influente e a primeira coisa que fez foi dizer que Cuba jamais estenderia as mãos pedindo esmolas. Talvez se tal cavalheiro não vivesse em seu palácio e enxergasse a realidade do seu povo, ele reconsiderasse a questão. Melhor "esmola" do que não ter o que comer. Mas é claro que o ex-imperador da ilha não sabe o que é isso.
Se tais medidas serão seguidas do fim do embargo eu não sei. Sei que não acredito nisso. Também não acredito que as maiores remessas de dinheiro para a ilha fortaleçam o regime ditatorial, especialmente se mais cubanos tiverem acesso à informação e conhecimento, o que não acontece hoje com as escolas doutrinárias cubanas. Acredito mesmo que esse seja o começo do fim do regime ditatorial que Cuba vive há dezenas de anos (Cuba já era uma ditadura antes dos Castro, com Fulgêncio Batista), só não sei quanto tempo demorará. Já escrevi outras vezes que espero que Cuba não se abra ao capitalismo como fez a Rússia, afinal a abertura chinesa é muito mais eficiente. Mas sei que quanto mais demorar esse processo, mais sofrerá o povo cubano. E pelo pouco que os conheço, sei que eles não merecem.
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O Oriente, em média.

Sempre é muito difícil falar sobre a situação do Oriente Médio sem cometer erros. Primeiro porque é uma realidade tão distante da nossa que as vezes é até difícil entender o modo de vida. Mas com um pouco de estudos podemos chegar à algumas conclusões e jogar o jogo dos sete erros.
A grande briga que existe na região hoje é a presença do Estado de Israel e a sua atuação durante a sua curta existência. Essa história começa com um louco chamado Adolf Hitler, que por qualquer motivo, tinha raiva dos judeus. Várias são as especulações, mas talvez uma das mais inteligente é a de que os judeus têm por hábito viver em grandes comunidades de onde saem os casamentos. Dessa forma, mesmo que insconscientemente, eram uma "raça pura", uma ameaça à doutrina ariana dos nazistas, uma vez que faziam concorrência à esses. Ligações doentias de várias mentes insanas, o que levou à morte milhões de pessoas. Então deveríamos evitar ouvir certos representantes de igrejas dizendo que o holocausto não existiu. De alguém cego, surdo, sem cérebro e nascido do cruzamento de um poste com uma porta eu aceito que fale que não houve holocausto, do contrário não.
Como foram os mais perseguidos e assassinados durante o regime nazista, ao término da guerra a ONU defendeu, no que foi apoiada pelos aliados vencedores, a criação do Estado de Israel. Até aí não vou dizer que sou contra, até porque o acordo previa a divisão das terras palestinas e a formação de dois Estados. Aí temos outro erro, pois a ONU criou o Estado de Israel e nunca tentou criar o Estado Palestino. É de se esperar que os palestinos não tenham gostado muito disso. A Liga Árabe entrou em guerras, perdeu guerras e terras, como a península do Sinai (Egito) e as colina de Golã (Jordânia). Nesse processo, os EUA intervieram e apoiaram o novo Estado, gerando ainda mais revolta nos Palestinos. De lá para cá o que temos são muitos conflitos, com erros de todos os lados. Israel anexa o território que seria a Palestina, que nunca teve o Estado reconhecido e nessas áreas são construídos grandes assentamentos de israelenses, que têm prioridade no consumo dos recursos naturais, especialmente a água. Duas áreas ficaram sobre o controle palestino, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, onde grupos armados com mísseis e bombas tentam em vão combater o estado de Israel. Proporcionalmente, é como se uma borboleta tentasse derrubar uma montanha com o bater de suas asas. O que não significa que Israelenses não estejam morrendo. O problema é que todas as vezes que palestinos atacam Israel, a resposta é o equivalente a uma montanha caindo em cima de uma borboleta para evitar o seu bater de asas. É muito eficiente, por isso muita gente morre e não me importa o lado. Morre gente demais (mais de um já é demais para mim), há muito tempo e em um conflito sem perspectivas de fim.
Sob o ponto de vista desse ocidental, geógrafo e nascido no país que reinventou termos como corrupção e descaso, a coisa é relativamente simples. Todos estão errados: EUA, por intervir e fornecer recursos, tecnologia e soldados para que o Estado de Israel se expandisse no território que deveria ser dividido; a ONU, excelente para fazer contas e inútil em todo o resto, pelo não reconhecimento do Estado Palestino; os Palestinos, porque querem acreditar que homens e mulheres-bomba vão resolver a discussão. Não vou discutir religião aqui, mas estou para ver povo que tenha mais propensão para o suicídio; os Israelenses porque se desenvolveram muito, cresceram em economia e tecnologia, ficaram com quase todas as riquezas, agora discursam sobre a paz. Além disso, a construção dos muros ao redor da Faixa de Gaza e Cisjordânia pode ser eficiente para barrar os homens-bomba mas também provoca desbastecimento e fome, além de acirrar discussões sobre "novos campos de concentração". O Egito também está errado por permitir a construção de túneis na divisa com a Faixa de Gaza, por onde entram as armas que atingem os Israelenses. E o que falar do governo do Irã, que não reconhece a existência do Holocausto e do Estado de Israel? Lembram da descrição que eu dei para quem não acredita no Holocausto? Esses se encaixam.
Em suma, não tem solução. A única forma de haver paz no interior daquele território é um dos dois povos ser extinto, o que alguns classificariam como genocídio. Mas não creio que essa seja uma sugestão que deva ser feita. É perigoso alguém levar a sério.
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Morde e assopra!

Como já tinha dito antes, não tenho nada contra o Obama. Por motivo nenhum, é bom que se diga. Falei em aulas no ano passado que achava que ele não ganharia, mas ele ganhou. Falei também que independente de quem assumisse o governo dos EUA estava numa fria. Finalmente acertei uma.
Barack Obama assumiu a presidência do seu país com reverências do mundo todo, sendo considerado a solução para a crise econômica que assola seu país. Mas por favor, lembrem-se de que o mesmo povo que elegeu Obama seu salvador também elegeu (e reelegeu) Bush filho, como salvador da pátria contra o terror. Mas esse ainda não é o motivo desta postagem.
Para os estadunidenses, Obama é mais um presidente que tem a missão de governar o país rumo ao controle do mundo. E ele já topou essa, dizendo em discurso que "a América liderará novamente". O que é assustador é que ele é melhor aceito no resto do mundo do que em seu próprio país (muitos republicanos ainda não engoliram essa de um negro presidente), sendo visto como o salvador do mundo. É tudo que os estadunidenses queriam. Lembram daquele filme "Independence Day"? Transformar algo que é ritualístico para eles algo mundial. No caso do filme era o 4 de Julho, dia da independência deles que se tornou o dia da vitória contra os aliens. Mas a realidade é ainda mais assustadora que isso, pois Obama sintetizou todos os desejos de melhora para um mundo doente, de todos os lugares do planeta e por isso foi eleito presidente dos EUA.
Como afirmei em aulas no ano passado, portanto antes das eleições, ele começa a fazer das dele. Não por qualquer outro motivo que não seja o essesncial: ele é um DEMOCRATA!. E como tal, deve manter certas coisas no lugar. Já sinalizou que parte do pacote será usado em políticas protecionistas, o que afeta negativemente os países que exportam para lá. Mas também acenou com a possibilidade de cortar incentivos aos grandes agricultores, o que beneficiaria o Brasil. É a política mdo morde-assopra.
Obama é o presidente eleito pelos estadunidenses mas escolhido pelo mundo. Mas continuo achando que ele será um excelente presidente. Para os EUA e para mais ninguém. Se acontecer de alguém se beneficiar com o crescimento deles, isso será consequência, não causa. Não é intenção dos EUA promover crescimento em outro país que não o deles, por isso elegeram um democrata. E acho sim que o mundo volta a crescer economicamente, mas não só por causa dos EUA e seu pacote, mas sim por que esse é o ciclo natural da economia: a períodos de crise se seguem períodos de inovações tecnológicas e a esses se seguem períodos de crescimento econômico. O que não dá é para achar que o Obama é mais importante que o nosso presidente nessa história. Com a ressalva de que o presidente deles pelo menos sabe o que significa essa crise e não acha que ela é uma "marolinha".
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Guerra!

Não dá para deixar terminar o mês sem comentar da guerra que ocorreu na Geórgia, país da antiga União Soviética. No conflito, o exército georgiano entrou na província autônoma da Ossétia do Sul (seu próprio território) para tentar reprimir uma tentativa de independência. Como a maioria dos habitantes dessa região tem passaporte russo, a Russia enviou seus exércitos, invadindo a Geórgia, com o pretexto de proteger seus cidadãos. Os EUA reagiram imediatamente, dizendo que poderiam até pedir sanções econômicas à Russia, sua retirada do G-8 (grupo dos países mais industrializados do mundo), entre outras. A União Européia também chegou a cogitar sanções à Russia, já descartadas pela diplomacia francesa, atualmente no controle rotativo da União Européia.
Ao que parece toda essa movimentação militar é apenas uma cortina de fumaça, utilizada para esconder coisas maiores. Os EUA querem de toda forma criar uma rede de escudos anti-mísseis para proteger seus aliados na europa, atitude essa que não agrada nem um pouco à Moscou. Não é à toa, afinal não seria a primeira vez que os EUA se colocam em posição de atacar posições militares russas, assim como grandes cidades. Durante a Guerra Fria, foram instalados mísseis nucleares na Turquia, todos apontados para a URSS. Em resposta, os soviéticos mandaram instalar ogivas nucleares em Cuba, apontadas para os EUA. Depois de treze dias de negociações tensas, nem lá nem cá. Os mísseis voltaram para a URSS e os que estavam na Turquia foram retirados. Esse episódio ficou conhecido como a Crise dos Mísseis.
Depois de todo esse confronto verbal, um acordo de cessar-fogo foi assinado, mediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy. A Rússia reconheceu então a independência de duas regiões autônomas da Geórgia, a Ossétia do Sul e a Abkázia. É claro, não houve ainda confirmação se se tornarão mesmo países independentes ou se haverá uma proposta de anexação à própria Rússia.
Depois de mandar para a região mais navios e tropas e contrabalançar com as tropas norte-americanas que estão fazendo "ajuda humanitária" na região, a Rússia testou na última terça-feira, 26/08, um novo tipo de míssel de médio alcance, o RS-24. Novidade? Só uma: esse míssel é capaz de perfurar escudos anti-mísseis que existam e que possam ser construídos no futuro, de acordo com Moscou. Será que dá para entender agora porque apesar da sua economia em crise a Rússia está no G-8? Ou porque tem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU? A Guerra fria pode até ter acabado, mas esse conflito na Geórgia ainda vai dar muito o que falar. Com certeza voltaremos a falar disso em outras postagens.
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União Européia e Cuba = Etanol?

Em uma reunião realizada no dia 19/06/2008, a União Européia (U.E.) decidiu acabar com as sanções diplomáticas que existiam para com Cuba. Não que isso tenha um papel fundamental na história, afinal eram apenas sanções diplomáticas e não econômicas, como as norte-americanas. mas sinaliza que a U.E. tem algum tipo de interesse nesse país, o que não é muito difícil de imaginar. Esse país da América Central, na época da Guerra Fria abastecia Moscou de açúcar, em acordos muito vantajosos para os cubanos. Tudo para manter um país socialista muito próximo dos EUA.
Quem produzia açúcar, pode muito bem produzir álcool e a europa não dependeria do Brasil se quisesse mesmo entrar na onda do etanol. Me parece interesse estratégico, apesar de a maioria das pessoas ou não ter ligado ou quererem minimizar o fato. Mas o mais engraçado foi ver do mesmo lado norte americanos, cubanos dissidentes e até mesmo Fidel Castro. Juntos sim, mas no lado das reclamações.
Fidel disse que desprezava a hipocrisia que a medida de U.E. representa. Em muitos aspectos, deve ser o mesmo desprezo que tem pelas aberturas que o seu irmão, Raul Castro faz no país agora que é presidente. O governo dos EUA minimizou a questão, mas a verdade é que trabalhou firmemente para que essa decisão não acontecese. Não conseguiu. Na sexta-feira, dia 20/06, o porta-voz norte-americano declarou que a U.E. deve fixar "um certo número de critério humanitários" para dialogar com os cubanos. Entre esses critérios, a libertação dos prisioneiros políticos e o respeito às convenções internacionais sobre direitos civis e políticos, liberdade de informação e acesso à internet. Vindo de uma das nações menos democráticas do mundo, chega a soar estranho esses, digamos assim, "desejos". Enquanto isso, dissidentes reclamam da posição da U.E. afirmando que o governo cubano ainda não é exatamente um governo democrático. E nisso tem toda razão.
Mas ao que parece, a questão política novamente é apenas um pano de fundo para as questões econômicas que envolvem o mundo agora. Se houver um acordo comercial, a U.E. pode investir em produção de combustíveis em Cuba, filão de mercado que os EUA estão deixando passar. É como eu sempre digo: não é o problema ambiental, muito menos o político. O grande problema é sempre econômico, estão todos de olho em mercados promissores como o Brasil e Cuba para talvez modificar sua matriz energética, não depender tanto assim do petróleo e de quebra tirar poder político e econômico da OPEP. Quem é contra? Os EUA, que por ideologias ultrapassadas perderam a chance de ajudar Cuba para se beneficiar depois, como foi feito na independência do Panamá e na construção do seu canal ligando os aceanos Atlântico e Pacífico. Parece que esqueceram como fazem a sua política externa. Agora é torcer para que essa parceria demore para sair para que, com o tempo, quem sabe até entrar no negócio. Só o tempo dirá.
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O Brasil e as eleições Estadunidenses.

Interessante notar como funcionam as coisas. A corrida presidencial nos EUA começou quente, com Democratas (oposição) e Republicanos (situação) criticando duramente o atual presidente, o republicano George W. Bush. "Mas e o Brasil com isso?", me perguntariam. Obviamente, as eleições estadunidenses irão influenciar e muito as políticas internacionais, o que inclui o comércio internacional.
Entre os candidatos, depois da desistência do Senador Mitt Romney, é muito provável que o candidato à presidência pelo partido Republicano seja mesmo o Senador John McCain, grande vencedor da "super terça". Ele ainda não sabe se enfrentará o Senador Barak Obama ou a Senadora Hillary Clinton, pois a disputa pela indicação à candidatura pelo Partida Democrata continua bastante acirrada.
Analisando friamente a sociedade daquele país e como ela se comporta nas eleições (completamente diferentes do Brasil), é bastante provável que se tenha uma disputa ferrenha até as indicações dos partidos, e a partir daí, fim de jogo. Os Democratas concorrerão com "o novo", ou seja, ou um negro ou uma mulher. Ambos são qualificados para o cargo, mas enfrentarão um candidato branco, herói de guerra, muito respeitado, senador há mais tempo que o seu concorrente e, o mais importante, representante de grande parcela da população que se convenciona chamar de " WASP - white anglo-saxon people", ou pessoas brancas de origem anglo-saxônica - os colonizadores. Apesar de achar a novidade interessante, é bem provável que essa acirrada disputa interna para ser "a novidade" nas candidaturas à presidência dos EUA leve os Democratas a uma derrota histórica em uma corrida presidencial que em tese seria fácil de vencer. Bastava convencer Al Gore a se candidatar e se vender como oposição a um dos presidentes com menor aceitação popular em fim de mandato na história daquele país. John McCain e o Partido Republicano agradecem.
Então analisemos: que partido seria melhor para o comércio Brasil X EUA? Por suas ideologias políticas, o Partido Republicano é bem visto por diversos países, especialmente os subdesenvolvidos como o Brasil. Isso porque interfere menos no comércio exterior e dá mais abertura de seu mercado interno aos produtos importados. O Partido Democrata é mais protecionista, o que afetaria negativamente o comércio com aquele país.
Isso é uma constatação até óbvia, mas toma outra direção no Brasil. Por convicções ideológicas do século XIX, o partido governista brasileiro tem orientado a diminuição gradual do comércio internacional com os EUA, o que obviamente demonstra os sinais evidentes da insanidade que se abateu na equipe econômica que cuida do comércio exterior. Não gostar dos EUA por serem eles "o carro chefe do capitalismo" ou qualquer coisa desse tipo é um discurso que serve muito bem para os partidecos de oposição, que aliás vivem disso. Mas reduzir o comércio com a maior potência econômica do mundo e prejudicar a economia nacional, isso já é bem diferente. Típico desses fundamentalistas que dominam o cenário político nacional.
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Seis anos depois...

Para um professor de Geografia, seria impossível deixar passar em branco uma data tão importante quanto o famoso 11 de setembro. Seis anos depois dos ataques ao World Trade Center (economia), Pentágono (militar) e Casa Branca (Administrativo), alguns bem sucedidos, outros não, o mundo mudou bastante. Houve muitas consequências para o ato de terrorismo no coração econômico do mundo, a ilha de Manhattan, Nova York. E derrubar o conjunto de prédios que melhor representava a pujança econômica dos EUA, o World Trade Center, teve um caráter psicológico muito forte. Vale lembrar que mais do que matar pessoas, o objetivo era derrubar símbolos: o símbolo da prosperidade econômica e o de que o território norte-americano é intocável, inatingível.
Muitas especulações foram feitas a respeito do governo dos EUA saber dos planos e deixar tudo acontecer, para tirar proveito político e econômico da situação. Sei que é difícil aceitar que um governo deixasse isso ocorrer em seu próprio território, ainda mais matando pessoas. Mas a verdade é que são inegáveis as vantagens que o presidente norte-americano tirou da situação. Antes dos ataques, a popularidade dele estava muito baixa e as pesquisas indicavam que ele provavelmente não se reelegeria. A economia estava muito abalada por um elevado índice de desemprego e a indústria estava com a produção baixa. Depois do ocorrido, o presidente George W. Bush vendeu sua própria imagem como o único que poderia liderar o país na luta contra o "terror", a máquina de guerra foi ativada, a economia foi acelerada e a sua popularidade subiu, possibilitando a sua reeleição.
A expressão "Eixo do mal" foi criada para justificar uma guerra contra algo intangível, o Iraque foi invadido, Saddam Hussein enforcado. Os EUA dominam hoje o Iraque, o Afeganistão e tem outros aliados importantes na região. O cerco ao Irã está formado, mas isso será tema de outra postagem. Os prédio derrubados serão reconstruídos, o orgulho ferido fica mais abalado quando Osama Bin Laden dá declarações sobre o ocorrido ou quando as famílias vão ao aeroporto buscar os corpos de seus filhos. De tudo, fica a lição: se mexer no vespeiro, você pode ser picado. Os EUA treinaram Osama Bin Laden, o ensinaram a fazer o que ele fez (não que se justifique). Mas para toda ação há uma reação, e foi isso o que aconteceu. Ao permanecer em terras sagradas aos muçulmanos, eles ofendem os extremistas, como Bin Laden. Eles se voltam contra os EUA e seus aliados, atacando quando e como for possível. Ao que parece, essa briga está longe de acabar.
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Pense!

"Quem não raciocina é fanático, quem não sabe raciocinar é um imbecil e quem não ousa raciocinar é um escravo"
W. Brumon

Sobre o autor!

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Sou apenas um brasileiro, professor de Geografia, crítico da Política e das "politicalhas" que vejo todos os dias por aí. Sou um cara simpático com meus alunos e amigos, totalmente antipático com e que não acredita mais em política, que gosta muito de dar aula, principalmente pela liberdade de expressar minhas opiniões e discutí-las com os alunos. Gosto de viajar, gosto do bom e velho Rock'n'Roll. Gosto muito de Geografia e de estudar os "matos" desse país. Acho mesmo que nasci no país errado: prefiro campo a praia, vinho a cerveja, frio a calor, morenas a loiras, honestidade ao famoso "jeitinho brasileiro". Enfim isso tudo. Quem quiser saber mais pergunte para meus amigos e alunos.

Sobre o Blog!

Olá a todos.


Estamos caminhando por um mundo globalizado que não enxerga diferenças mais do que econômicas, por isso esse é um dos focos dos atuais estudos geográficos. Como amante, seguidor e professor dessa velha matéria, me sinto na responsabilidade de passar as idéias e atualidades desse contexto para os meus alunos e amigos, como quaisquer outros seguidores que vierem.

A visão é de uma pessoa que passou por diversas dificuldades e ainda passa, vivendo na periferia e tentando, a partir dela, criar certa resistência ao processo de desmonte da educação como um todo que acontece hoje no nosso país. Portanto, continuem se sentindo em casa, e não se esqueçam de comentar e dar suas opiniões sobre cada postagem. Como sempre, respondo aos comentários o mais breve possível.



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