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Queda nos lucros!

Aparentemente a teimosia do setor de supermercados em ter lucros abusivos deixando de distribuir as sacolas plásticas pagas pelo consumidor não teve bons resultados. Mas não custa tentar, certo? Ao que parece o gado não ruminou como se esperava, quero dizer, o povo não achou engraçado ter de carregar as compras nas mãos, tudo misturado dentro de mochilas ou caixas de papelão de sabão em pó, muito menos ter de comprar a solução oferecida, ou seja, sacolas plásticas para carregar as compras. Parece que até para idiotice existe limite e, dessa vez, o limite da idiotice foi atingido.
No dia 28/06/12 a justiça determinou que os supermercados voltassem a entregar as sacolas plásticas para a população, o que foi cumprido por todas as bandeiras de supermercados. Não que eles não estivessem gostando da ideia de colocar em prática as táticas mafiosas de cobrar por proteção, quer dizer, criar um problema para os consumidores economizando dinheiro e ainda lucrar vendendo a solução para o seu refém, quer dizer, seu consumidor.
Um problema que se achava não interferiria nos lucros seria a queda nas vendas, afinal o consumidor deve consumir, certo? Até certo ponto sim, mas aquelas vendas que o consumidor fazia por instinto ou para aproveitar promoções diminuíram bastante, afinal como carregar caixas de leite sem as sacolas, por exemplo? Isso atrapalhou os planos de lucros exorbitantes sem nenhuma consequência e por isso os supermercados nem devem ter achado tão ruim assim voltar a entregar as sacolinhas plásticas. Apenas um teste que deu errado, resta esperar qual será o próximo.
Parando com as metáforas, a coisa é clara: os supermercados acharam que iriam faturar rios de dinheiro deixando de distribuir as sacolinhas plásticas que cobram dos consumidores desde sempre, cerca de cinco milhões de reais por ano. Ainda lucrariam muito dinheiro vendendo a solução para os pobres infelizes dos consumidores que não tinham opção a não ser comprar as soluções vendidas por eles. E, é claro, colocando a culpa de tudo isso no meio ambiente e na falsa preocupação com o lixo e com a poluição. Felizmente dessa vez a justiça fez com que valesse o bom senso e o consumidor não fosse enganado pelo falso discurso ambientalista.
Quando se fala em poluição e meio ambiente não recomendo que as vozes ouvidas sejam as das grandes corporações capitalistas, por motivos óbvios. Para elas o lucro é a única finalidade, é a razão da sua existência. Por isso acreditar que elas abririam mão de seus lucros para preservar o meio ambiente é no mínimo idiotice
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Lucro Infinito?

No dia do aniversário de SP, mais conhecido como amanhã, você consumidor dessa grande cidade ganhará um tapa na cara quando for no supermercado: não haverá sacolas plásticas disponíveis, a não ser que você pague por elas. Detalhe: VOCÊ SEMPRE PAGOU POR ELAS, o preço estava embutido no preço dos produtos. 
Primeiro eles diminuíram o tamanho e com isso lucraram milhões. Agora aboliram a "distribuição gratuita". 
Enquanto isso, sacos de lixo, garrafas pet e outros tipos de plásticos continuam sendo vendidos. Isso se chama CAPITALISMO e os lucros dessas instituições serão exorbitantes. Agora você que mora em SP é obrigado a ser um VERDE OTÁRIO, ou seja, pagar para que as empresas continuem lucrando enormemente enquanto te vendem o discurso ambientalista, sacolas de plástico de amido de milho e sacos de lixo do mesmo material que as sacolinhas de mercado. Bem vindos ao mundo em que o meio ambiente é um bom jeito de porcos capitalistas ganharem dinheiro com uma boa desculpa. Só gostaria de saber quanto os administradores públicos estão ganhando nessa história para ficarem quietos.
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Plástico como fonte de combustível?

Para os ambientalistas de plantão uma grande novidade foi divulgada por um cientista japonês, Akinori Ito, que buscou uma solução prática para dois problemas daquele país: primeiro o lixo gerado em grandes quantidades por uma sociedade de consumo rica, em um país altamente desenvolvido tecnologicamente; depois a falta de matérias primas que assola o Japão já há longos anos, inclusive a falta de combustíveis.
De acordo com a nova tecnologia, plásticos são derretidos e reconvertidos em querosene, gasolina ou óleo diesel, sem queima e sem emitir gás carbônico. Sem discutir a veracidade do video e da novidade, uma vez que não tive contato com ela, podemos discutir as intenções da pesquisa, enquanto a prefeitura de São Paulo e os vereadores ficam de palhaçada proibindo os supermercados de colocar sacolas plásticas à disposição de seus clientes, mas não proibindo os mercados de venderem sacos de lixo plástico.
Para aqueles que gostaram da ideia e quiserem ver como funciona o processo, que não foi divulgado em lugar nenhum no Brasil, segue o link do youtube: http://youtu.be/R-Lg_kvLaAM. Se não for verdade pelo menos é uma discussão mais apropriada do que ficar tapando o sol com a peneira com leis que obrigam os contribuintes a pintar telhados de branco, fazer revisões e passar por vistorias ambientais veiculares que de nada adiantam ou ficar proibindo sacolas plásticas ao invés de se preocupar em coletar o lixo que entope o bueiro, independente de estar em sacos de lixo ou caixas de papelão. Vale a pena pensar em alternativas, não?
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O meio ambiente é caro!

No ano de 2010 as águas se tornaram as protagonistas. Derrubaram encostas e diques, mataram pessoas e destruíram propriedades. Leitos de rios ficaram pequenos para o volume de suas águas e invadiram cidades, destruindo casas e famílias, trazendo doenças, fome e sede.
Mas ao invé de se preocupar com as pessoas, as habitações instaladas em lugares de alto risco, em nascentes de rios, na beira de represas ou nas encostas dos morros, nossos políticos pegaram o caminho mais fácil. Quando a cidade de São Paulo inunda por causa do lixo e da impermeabilizaçãodo solo, o prefeito diz que choveu demais. A culpa é "da natureza", que está se vingando de nós porque jogamos gases no oceano de gases que chamamos de atmosfera. Portanto se quisermos culpar alguém pelos deslizamentos de terra, o rompimento de um dique o, transbordamento de um rio ou o alagamento de uma cidade, culpe o clima e a mãe natureza. Porque os políticos e formuladores de políticas públicas não devem mesmo ter culpa nenhuma.
Ao contrário, estão muito ocupados fazendo projetos de lei como a Câmara de vereadores de São Paulo, que quer obrigar todos os moradores da cidade a pintar os telhados de branco, para diminuir o "AGA - aquecimento global antropogênico", ou seja, causado pelo ser humano. Ao fazer isso mostram que estão ligados nas discussões sobre mudanças climáticas, o que é bom, e mostram também que são verdadeiras bestas humanas qunado se trata do assunto. Pintar tudo de branco pode ser muito bonito nas ilhas gregas, mas em uma cidade do porte e com a geografia de São Paulo, é uma verdadeira idiotice querer avançar com um projeto desses. Mas para não dizerem que sou chato, se o projeto for aprovado, combino com algum dos três empregadores que tenho um dia para ficar em casa e acompanhar os técnicos da prefeitura fazendo o serviço. Mas não vou pagar pela tinta nem pelo serviço. Já me basta pagar o mico de fazer inspeção veicular e ver todos os dias carros, caminhões, ônibus e vans soltando fumaça preta à toda, inclusive passando por agentes da CET, que lavram a devida multa mas não recolhem o veículo. Então os idiotas pagam taxa para ter o veículo vistoriado e aqueles que não se preocupam com isso pagam uma multa e está tudo bem? A preocupação não era com o meio ambiente? Então se eu pagar multa eu posso poluir sem problemas? Parece que sim. Agora entendi: tem os que pagam a vistoria e aqueles que pagam a multa. A única diferença é para onde vai o dinheiro e o valor. O meio ambiente realmente não importa. A poluição em São Paulo é uma preocupação menor. Se quiser ler mais sobre isso, acesseo link abaixo, onde discuto sobre o tipo de poluição que atinge as pessoas na cidade e a falta de interesse em reslver o problema.
http://www.territoriogeograficoonline.com.br/site/?modulo=mat&chave=1832&mod=Colunistas
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Rapidinha! do derramamento de petróleo.

Sei que acabei de publicar uma postagem sobre o assunto. Mas não consegui evitar quando vi essa charge sensacional sobre como resolver problemas ambientais no mundo moderno.
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Crime contra a humanidade!

No dia 20 de abril uma plataforma de petróleo operada pela empresa inglesa British Petroleum explodiu no Golfo do México, ficando por dois dias inteiros em chamas e afundando em seguida. De acordo com a empresa, pelo menos 11 funcionários morreram na explosão.
A consequência vem agora, com o vazamento de cerca de 6 milhões de litros de petróleo nas águas do Golfo, como visto na foto ao lado. Não é necessário dizer que esse é mais um desastre ambiental sem precedentes, que já é considerado pelo governo dos EUA como um dos maiores, talvez até o maior de todos os tempos a atingir a sua costa. Os cientistas não têm como fazer uma previsão sobre quantos litros de petróleo ainda serão derramados nas águas da região e nem qual o tamanho da área atingida. Sabe-se que uma grande área de exploração de peixes e camarões será afetada no litoral da Louisiana, assim como uma área pantanosa, com rico ecossistema. As autoridades estão fazendo de tudo para conter o avanço da mancha de óleo, mas as fortes correntes marinhas não estão permitindo, pois conseguem empurrar as barreiras para a costa. Certo mesmo é que ninguém estava preparado para tamanho desastre ambiental naquela região.
Em uma época em que muitas empresas alardeiam falsamente suas preocupações ambientais, entre elas a British Petroleum, desastres como esse já deveriam ser coisa do passado. Não há investimento real em produção de energias limpas porque isso não interessa aos grandes produtores mundiais de energias fósseis, assim como não interessa para países ricos, como EUA e Inglaterra, que teriam de trocar a fonte de energia de suas máquinas de guerra. Já imaginaram se uma nova tecnologia de energia para caças, helicópteros e tanques de guerra fosse inventada, fazendo com que tudo que existe hoje ficasse de repente ultrapassado? E já imaginaram o custo de fazer a adaptação ou a troca de todo material bélico existente par novas tecnologias mais eficientes? Garanto que isso não interessa aos países mais poderosos hoje.
Todos falam muito em preservação ambiental e naquilo que se pode fazer para "salvar o planeta". Primeiro que o planeta não precisa ser salvo, ele continuará existindo quando a raça humana for extinta (e não fará nenhuma falta!). Segundo que toda essa baboseira ambientalista não tem comprovação científica e não visa salvar o planeta ou a espécie humana, tenciona apenas enganar as pessoas para que elas gastem mais dinheiro do que deviam para comprar coisas que elas não precisam (viva a propaganda!).
Além disso, vemos atitudes ferrenhas de pessoas influentes, como a atriz Sigouney Weaver e o diretor de "Titanic" e "Avatar", James Cameron contra a barragem do rio Xingu no Brasil para a construção da usina de Belo Monte no Pará, mas nenhum deles se manifesta quando o problema é nos EUA. Coincidência, não? A verdade é que a crise ambiental virou um problema porque foi pensada para isso, levando a humanidade a uma histeria coletiva, com problemas que só podem ser resolvidos através de compras. Compra de que? De qualquer coisa que os gurus do ambientalismo mandarem. E como todo grupo de animais age como uma manada, sem pensar, correndo até o precipício achando que está indo para a salvação, a humanidade parece ter desistido de raciocinar por si e passou essa função para ambientalistas supostamente preocupados com problemas dessa humanidade. Os líderes dessa manada, garanto, na hora "h" acharão um jeito de se esquivar e deixar apenas os idiotas se sacrificarem para que eles sejam salvos.
É por esse motivo que vemos iniciativas como "a hora do planeta", do Greenpeace. Chamam pela mobilização da população de todo o mundo para "salvar o planeta", apagando luzes para economizar energia elétrica e gerar menos gases de efeito estufa. Já discuti isso em outra postagem, não vou perder mais do meu tempo com isso. Mas será que as pessoas não pararam para pensar que países ricos e grandes empresas continuam a poluir o mundo enquanto colocam os indivíduos para fazer algo? Responda rápido a essas duas perguntas: Quem polui mais, você ou a empresa para a qual você trabalha? Quem tem mais poder e responsabilidade sobre essa poluição?
Se você, caro leitor, tiver algum conhecimento sobre a causa ambiental saberá as respostas certas. Então, se eu poluo menos do que a empresa em que trabalho e, como consequência ela terá mais responsabilidade que eu e mais condições de fazer algo, porque toda a mídia diz que a culpa é minha? A resposta é simples, mas precisei ouví-la de uma colega, a doutoranda em climatologia Daniela Onça, em uma palestra: o ser humano é tão insignificante para o planeta que ele gosta da idéia de ser considerado individualmente como responsável por algo, nem que esse algo seja o fim do mundo. Bem vindos à humanidade, gente.
Não estou dizendo que o ser humano é inocente de todas as acusações de crimes ambientais. Temos culpa de milhares deles. Mas uma parte da humanidade é usada, explorada, massacrada para ganhar um mínimo de dinheiro e fazer explorações pouco ecológicas no mundo. Enquanto isso, a outra parte, bem menor, ganha quantias exorbitantes de dinheiro poluindo o mundo e agora quer também ganhar dinheiro vendendo a imagem de ambientalistas bonzinhos. Tiremos os lucros capitalistas desses ambientalistas e veremos quem são os bonzinhos que ficarão para contar a história. Lembram do ditado "o último a sair apague a luz?" O movimento ambientalista se esvaziaria tão rápido que não haveria ninguém sequer para apagar a luz, de tão preocupados com o planeta. Não daria tempo. Estariam mais preocupados em inventar um novo problema para poder propor novas soluções que os fariam continuar ganhando rios de dinheiro. E o planeta? Esperam que ele exista por tempo suficiente para ganhar o máximo de dinheiro possível para poder comprar a sua efêmera existência quando a humanidade começar a definhar.

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Em nome do...

Em seu nome já foram propagadas as mais inebriantes verdades e as mais eficientes mentiras. Muitas vezes fomos colocados à prova na tentativa de defendê-lo das mazelas da existência humana, que lhe castiga, extorque, arranca a alma. Muitas vezes também só pudemos chorar por aquilo que já estava destruído, arrasado, definitivamente apagado da existência nesse planeta.

Por você, já vi barcos serem abalroados, políticos hostilizados e venerados, protestos veementes e gente indiferente. Em seu nome também já vi pessoas amaldiçoando o amanhã, o ontem e o hoje. Muitas sem saber o que fazer assistem a tudo em cima do muro e esperam que a discussão acabe para pegar os restos dos derrotados e seguir com os vitoriosos. Outros compram a briga, assumem o risco de opinar e serem esmagados pela história, que não perdoa.

Colocaram a culpa de seus problemas nos homens, nas mulheres, nas crianças, no sol, na lua, em todos os astros juntos, em nenhum em particular. O que já foi feito, o que não foi feito, o que está sendo feito, o que não adianta mais ser feito. Tudo em seu nome. E tudo em vão.
Enquanto cientistas e pesquisadores discutem as causas do aquecimento, os principais agentes poluentes, a fórmula mágica do plástico que se decompõe e os efeitos sobre o homem, o tempo não pára. O planeta continua a girar velozmente em torno de seu próprio eixo, como que em busca de uma resposta: existe uma resposta?

A sabedoria do homem é verdadeiramente fantástica, com seus celulares, computadores e maravilhas tecnológicas sem fim. Cada vez mais avançados e avançados e avançados. Essa sabedoria lhe permitiu conhecer os mecanismos de um planeta singelo, belo e único. Além disso, ameaçado. Por aqueles que o habitam e que dele dependem. Aqueles que o deviam proteger.
Mas o ser humano está ocupado demais com as suas invenções, seus brinquedos, suas necessidades inventadas. E não usa o conhecimento por mais que ele esteja ali, escondido, acanhado debaixo de tanta informação: somos uma espécie ameaçada. Por nós mesmos. E sabemos disso, consciente ou inconscientemente, sabemos. Ah, se sabemos.

Talvez aí esteja o motivo de discussões acaloradas sobre o derretimento das calotas polares ou do destino do urso polar. Nos vemos na extinção. De todos os animais que dominaram a Terra, somos os únicos que têm consciência da possibilidade da própria extinção. Homo sapiens sapiens, não é assim? Temos consciência de nosso saber. E esse saber nos diz: extinção.

Então, usamos o santo nome do Meio Ambiente em vão, tentando nos livrar de uma culpa que sabemos que é nossa. A destruição do Meio Ambiente, independente das consequências, é culpa nossa. Mas usamos e abusamos de seu nome para tentar justificar isso e quem sabe jogar a culpa em outro alguém. Por enquanto não achamos esse alguém, apenas nós mesmos. E continuamos a marchar, marchar, marchar. Para onde? Não sabemos.

Sabemos que o planeta e o Meio Ambiente resistirão a nós, como resistiu a outros.seres dominantes. Sabemos também que um dia seremos apenas pó, marcas no chão e fósseis de uma civilização esquecida no longínquo tempo. Mas peraí: Civilização? Não, creio que não. Essa palavra não se adequa a situação.

Um ótimo Dia Mundial do Meio Ambiente para todos.
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Viva Baco!

"Eu queria aproveitar para dizer aqui que o mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono. E o dono da Amazônia é o povo brasileiro. São os índios, são os seringueiros, são os pescadores...mas também somos nós, que somos brasileiros e temos consciência de que é preciso diminuir o desmatamento sim, é preciso diminuir as queimadas sim. Mas também temos consciência de que precisamos desenvolver a Amazônia. Lá moram quase 25 milhões de habitantes (sic)*, que querem acesso aos bens que temos aqui no Rio de Janeiro, em São Paulo, ou em qualquer outro lugar. Por que essas pessoas têm que ficar segregadas?"
O trecho do discurso acima mostra as idéias de um presidente envolto em uma teia de mistérios: o que fazer para se recuperar da sua imagem de desenvolvimentista a qualquer custo? Como fazer a comunidade internacional parar de desconfiar dos motivos políticos por trás da saída de Marina Silva do governo? Como fazer com que as pessoas de dentro e de fora do país parem de olhar para a Amazônia (afinal para desenvolver o país é preciso derrubar a floresta)?
Nosso atual presidente afirma no discurso que a Amazônia tem dono, que é o povo brasileiro, e isso está certo. Diz também que é necessário diminuir as agressões à floresta e ainda assim permitir a melhoria na qualidade de vida da população local. Isso também está certo. O problema é quando começa a falar em desenvolvimento da Amazônia, pois sabemos como esse desenvolvimento será feito, à base de machados, motosseras e financiamantos do BNDES. Não estamos mais falando em segregação daquelas pessoas, elas sempre foram segregadas. A Amazônia brasileira sempre foi uma válvula de escape, ora para aliviar as pressões por reforma agrária no nordeste, ora como parte do arco do desflorestamento que permite ao país ser o maior exportador de grãos do mundo. Já escrevi isso em outras postagens, vou repetir aqui: não adianta em nada o país se desenvolver. Poderíamos estar entre as cinco maiores economias do mundo e isso não adiantaria. Porque? Pelo simples fato de que não sabemos distribuir renda. Temos uma elite que não consegue enxergar outra forma de governar senão como um verdadeiro bacanal, onde tudo lhes é permitido. Música, festa, vinho e sexo à vontade são algumas das características dos bacanais da antiguidade, cultos à Baco, deus do vinho. No Brasil, a administração pública tomou ares de bacanal com dinheiro público. Os políticos brasileiros não conseguem administrar de outra forma a nao ser aquela que lhes dá mais prazer, ou seja, se refestelando com o poder e o dinheiro. E uma das maiores reservas de dinheiro do Brasil hoje está em forma de floresta, que em pé poderia render muito mais do que rende hoje sendo cortada. Mas isso demandaria investimentos do governo em projetos de desenvolvimento ambiental sérios, do tipo pelo qual foram mortos a missionária Dorothy Stang e Chico Mendes. E levaria tempo. Nesse país nada que demore mais do que um mandato é levada muito a sério, afinal políticos fazem política para se locupletar dos bens públicos, senão fariam apenas outros tipos de sacanagem.
Por isso tanta reclamação sobre as pressões internacionais sobre a Amazônia: se é para alguém explorá-la que sejamos nós, pensam os políticos. E tem de ser rápido senão acaba o mandato! Tudo por medo de perder a oportunidade de tranformar sangue, suor, lágrimas e trabalho em muito, muito dinheiro. Direto para os cofres dos partidos e contas particulares em paraísos ficais.
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De boca cheia!

Não é de hoje que é notória a predisposição do atual presidente da República de falar bobagens. É nítida a disparidade que existe entre discursos escritos por outras pessoas (apesar dos inconfundíveis erros de português) e aqueles que ele faz no improviso. Na posse do novo ministro do meio ambiente, Lula declarou que Minc já havia falado em uma semana mais do que Marina Silva em cinco anos. Apesar de tentar remediar dizendo que são dois estilos diferentes de trabalhar, a frase pode ser entendida de várias formas: pode ser uma repreensão à Marina Silva e nesse caso ele a estaria acusando de incompetência; por outro lado, pode ser entendido como um recado para Minc, coisa do tipo "fale menos e faça mais aquilo que você foi contratado para fazer". Deixando esses assuntos de lado, pode-se dizer que a troca no ministério do Meio Ambiente foi pelo menos azeda para o governo. Apesar de todas as tentativas de tentar transparecer que não havia problemas não é muito difícil entender porque Marina Silva pediu para sair. Há muitas formas de fazer com que alguém desista de suas idéias. Uma das mais eficientes é fazer com que a pessoa disposta a cumprir a sua função não seja capaz de cumprí-la. O governo deixou clara a sua posição: entre uma ministra que quer parar o desmatamento da Amazônia e a pressão da bancada ruralista na Câmara e no Senado, ficou com a segunda alternativa. Afinal em ano eleitoral não se brinca!
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O Marketing Verde

O início do processo de degradação do meio ambiente e dos ecossistemas do planeta começou por volta do século XIX, em um movimento que ficou conhecido como Revolução Industrial. A utilização de grande quantidade de energia e recursos naturais na fabricação e comercialização de muitos produtos foi e é decisiva para as conseqüências desastrosas que estão assolando a Terra, se usados de forma irresponsável e sem controle. Além desse fator, outros elementos que vem contribuindo continuamente com a agressão à natureza são a crescente urbanização e concentração populacional, o consumo irresponsável de bens que contribuem com a contaminação do sol, do ar, das águas com os resíduos líquidos, sólidos e gasosos, causando também o efeito estufa, aquecimento global, elevação do nível dos mares, além do desmatamento de florestas e extinção de espécies de animais.
A preocupação com o futuro do planeta e as medidas de combate à degradação de seus recursos vem sendo evidenciados ao longo das décadas através de conferências e protocolos. Autoridades, estudiosos, cientistas, ambientalistas e demais pessoas e entidades definem processos ao meio ambiente. Muito já se ouviu falar em gestão ambiental, uma nova área do conhecimento que desenvolve políticas, programas e práticas que levam em conta a saúde, a segurança das pessoas e do meio ambiente, o desenvolvimento social e o desenvolvimento econômico, criando produtos orgânicos que amenizam o impacto ambiental, além, claro, de todas as propagandas conscientizadoras da responsabilidade social de cada um.
No entanto, não se pode esquecer que vivemos em um sistema social duvidoso. Os projetos, as políticas, programas e propagandas são interessantes, legalizados e postos em prática, porém essas novas medidas trazem conseqüências para toda cadeia de negócios, que vai desde a extração de matéria-prima, passando pela elaboração dos produtos e pela distribuição, até o produto chegar ao consumidor. E é assim que o marketing entra em ação, voltado para a gestão ambiental. A comunicação de marketing é voltada para a divulgação dos produtos verdes para os consumidores, revendedores, sociedades e públicos interessados, enfatizando a preocupação da empresa com o clima do planeta, com a renovação dos recursos da Terra. As ações podem ser as utilizações de papel reciclado na publicidade impressa, em campanhas de conscientização dos cuidados que todos devem ter com os ecossistemas ou um evento que mobiliza a sociedade para limpar rios e mares. E paralelo a isso, o lançamento de produtos verdes com o desenvolvimento de embalagens biodegradáveis, e com um menor ciclo de vida para que se possa reciclar depois. Claro, todos esses produtos são encarecidos, e como o lucro é sinônimo de capitalismo, não seria de se estranhar que essa fosse uma grande jogada de marketing mascarada por uma causa nobre e comovente.
Portanto, não basta que medidas assim vigorem apenas no papel. É preciso a colaboração de todos, sem exceção, principalmente de grandes indústrias que esquecem da sua responsabilidade social. Priorizar o desenvolvimento econômico sem se importar com a catástrofe ambiental que vem ocorrendo, e que provavelmente se agravará em médio prazo, pode acarretar problemas irreversíveis. Todos esses projetos, políticas, programas e propagandas não são apenas métodos que tentam amenizar o impacto ambiental, essas medidas, a cada devastação, a cada queimada, a cada rio poluído, passam a ser uma questão de sobrevivência. A polêmica é grande e o assunto repercute cada vez mais na mídia. Dinheiro não se come, e provavelmente essa seja a única teoria que o mundo venha a aprender na prática em um futuro não muito distante.

Stéfani Sasaki, autora do texto, é aluna do 3º ano do Ensino Médio no Colégio João Paulo I, em São Paulo. Escreveu esse texto a meu pedido, como parte das avaliações da disciplina Geografia no terceiro trimestre de 2007. A qualidade do texto me levou a colocar em prática um antigo desejo, o de publicar textos de boa qualidade dos meus aluno no blog (con autorização deles, é claro!). Espero poder repetir isso mais vezes aqui.

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Pense!

"Quem não raciocina é fanático, quem não sabe raciocinar é um imbecil e quem não ousa raciocinar é um escravo"
W. Brumon

Sobre o autor!

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Sou apenas um brasileiro, professor de Geografia, crítico da Política e das "politicalhas" que vejo todos os dias por aí. Sou um cara simpático com meus alunos e amigos, totalmente antipático com e que não acredita mais em política, que gosta muito de dar aula, principalmente pela liberdade de expressar minhas opiniões e discutí-las com os alunos. Gosto de viajar, gosto do bom e velho Rock'n'Roll. Gosto muito de Geografia e de estudar os "matos" desse país. Acho mesmo que nasci no país errado: prefiro campo a praia, vinho a cerveja, frio a calor, morenas a loiras, honestidade ao famoso "jeitinho brasileiro". Enfim isso tudo. Quem quiser saber mais pergunte para meus amigos e alunos.

Sobre o Blog!

Olá a todos.


Estamos caminhando por um mundo globalizado que não enxerga diferenças mais do que econômicas, por isso esse é um dos focos dos atuais estudos geográficos. Como amante, seguidor e professor dessa velha matéria, me sinto na responsabilidade de passar as idéias e atualidades desse contexto para os meus alunos e amigos, como quaisquer outros seguidores que vierem.

A visão é de uma pessoa que passou por diversas dificuldades e ainda passa, vivendo na periferia e tentando, a partir dela, criar certa resistência ao processo de desmonte da educação como um todo que acontece hoje no nosso país. Portanto, continuem se sentindo em casa, e não se esqueçam de comentar e dar suas opiniões sobre cada postagem. Como sempre, respondo aos comentários o mais breve possível.



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