Ao que parece toda essa movimentação militar é apenas uma cortina de fumaça, utilizada para esconder coisas maiores. Os EUA querem de toda forma criar uma rede de escudos anti-mísseis para proteger seus aliados na europa, atitude essa que não agrada nem um pouco à Moscou. Não é à toa, afinal não seria a primeira vez que os EUA se colocam em posição de atacar posições militares russas, assim como grandes cidades. Durante a Guerra Fria, foram instalados mísseis nucleares na Turquia, todos apontados para a URSS. Em resposta, os soviéticos mandaram instalar ogivas nucleares em Cuba, apontadas para os EUA. Depois de treze dias de negociações tensas, nem lá nem cá. Os mísseis voltaram para a URSS e os que estavam na Turquia foram retirados. Esse episódio ficou conhecido como a Crise dos Mísseis.
Depois de todo esse confronto verbal, um acordo de cessar-fogo foi assinado, mediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy. A Rússia reconheceu então a independência de duas regiões autônomas da Geórgia, a Ossétia do Sul e a Abkázia. É claro, não houve ainda confirmação se se tornarão mesmo países independentes ou se haverá uma proposta de anexação à própria Rússia.
Depois de mandar para a região mais navios e tropas e contrabalançar com as tropas norte-americanas que estão fazendo "ajuda humanitária" na região, a Rússia testou na última terça-feira, 26/08, um novo tipo de míssel de médio alcance, o RS-24. Novidade? Só uma: esse míssel é capaz de perfurar escudos anti-mísseis que existam e que possam ser construídos no futuro, de acordo com Moscou. Será que dá para entender agora porque apesar da sua economia em crise a Rússia está no G-8? Ou porque tem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU? A Guerra fria pode até ter acabado, mas esse conflito na Geórgia ainda vai dar muito o que falar. Com certeza voltaremos a falar disso em outras postagens.









