Um turbilhão de ideias!

O mundo

Paixão pela Geografia.

Mapa múndi antigo

Mapa do Mundo de I. Evans - 1799.

Globos terrestres

Decorativos e lindos.

Geografia física

Estudar o físico para entender o humano.

Geopolítica

A arte de entender o mundo.

Mostrando postagens com marcador sistema educacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sistema educacional. Mostrar todas as postagens

Gênios da matemática!

Quando se fala com os professores da rede pública do estado de São Paulo a constatação de que esse é um sistema de ensino morto desde 1997, quando se instituiu a progressão continuada na educação. Em resumo simples, não se reprova aluno se não for por falta. De lá para cá muitas mudanças nos planos de carreira, divisão da classe de professores em infinitas subcategorias para evitar a união dos professores, superlotação das salas de aula, desvalorização dos professores, enfim, o governo atual (que é o atual há duas dezenas de anos) fez de tudo para que as pessoas não se interessassem pela carreira de professor e para que muitos daqueles que são professores simplesmente desistissem da carreira. Isso é muito importante para o que será discutido.
Desde 2008 uma lei chamada de Piso Nacional do Professor está em vigor e em SP nunca foi cumprida. Não deve ter dado tempo para isso, afinal foram só três anos completos. A lei garante que 33% da carga horária do professor seja usada para atividades extraclasse. O problema para o estado é que um juiz determinou que se cumpra a lei e que a atribuição de aulas já seja feita levando isso em conta.
O governo do estado já disse que cumprir isso do jeito que foi determinado pelo juiz é impossível, pois não há professores o suficiente. Porque será? Será por que os professores ganham mal, são desrespeitados dentro e fora da sala de aula e são sempre culpados por tudo que acontece com a educação?
Para burlar a lei, a quadrilha que está no poder em SP resolveu dar uma de "nerd" e resolver o problema sem contratar professores, sem pagar mais para os professores, sem mudar absolutamente nada a não ser a visão das coisas: resolveu contar o intervalo de aula como atividade extraclasse do professor. Dessa forma, a carga horária do professor aumenta e atende percentualmente o que determina a lei, sem mudar absolutamente nada. São gênios matemáticos que desprezam a educação e obviamente precisam que os alunos não aprendam matemática o suficiente para entender o que está acontecendo e assim poder questionar a falta de ética com a qual governam a maior economia da nação. Criar uma nação de trouxas começa na escola. Ou na falta dela, certo Alckmin?
Share:

Educação para lamentar!

Uma pausa na política propriamente dita para falar especificamente de educação, tema tão recorrente por aqui e nas minhas aulas das escolas e do cursinho e nas campanhas eleitorais.
Não é nenhuma novidade que a educação do Brasil é lastimável. Em todos os estados, responsáveis pela maior parte do sistema educacional do país, vários são os estratagemas para fazer com que ela não funcione. O mais horripilante deles é a tal Progressão Continuada, aplicada e defendida pelo governo paulista como se fosse a oitava maravilha do mundo moderno, mas que na prática faz com que tenhamos alunos absolutamente analfabetos e ignorantes no final do curso, lembrando que a maior parte dos ingressantes no ensino fundamental não conclui o ensino médio. Somos então um país que forma poucas pessoas em relação ao total e que não ensina àqueles que concluem o ensino médio. Belo caminho, não?
Mas nada disso é novidade também, todos sabemos disso. Só o pessoal das campanhas presidenciais não sabia, afinal eles devem pegar dados da Suíça ou do Canadá para fazer propaganda sobre educação. O país retratado pelos comparsas do Lula não era definitivamente o Brasil, assim como a educação paulista não é a maravilha que os aloprados do PSDB tentaram mostrar para o resto do país.
Mas colocar isso em dados é interessante, apesar de sabermos que quando lidamos com gente números são secundários. Não nos esqueçamos que aqueles números em tabelas e planilhas são gente, com nomes próprios, família e necessidades reais, não apenas números. A FIESP acaba de mostrar os resultados de uma pesquisa realizada com base em dados oficiais dos países da América Latina e da ONU, mostrando quanto se gasta com educação e o quão efetivo isso se torna. O Brasil gasta com educação, efetivamente, mais do que a média da América Latina (4,3% contra 4%, respectivamente). No entanto, o gasto médio por aluno é mais baixo, de US$ 978,00 contra US$ 1050,00.
Mas o problema em si não é só esse: com esse gasto, o Brasil consegue escolarizar o aluno por 6,1 anos em média, enquanto a média da América Latina é de 8,3 anos. A taxa de analfabetismo no Brasil também é maior do que a média (11,3% contra 8%) e os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, sigla em Inglês) são menores do que a média da América Latina (384 contra 407), nos colocando na posição 52 em uma lista de 57 países participantes. E apesar de existir a progressão continuada em alguns lugares do Brasil, a taxa de repetência ainda é de 21,4% contra a média de 5,8% na América Latina.
Eu sei que são muitos números e informações a serem absorvidas, mas fica claro o seguinte: a educação no Brasil é mais cara e ineficiente do que a média da América Latina, onde estão muitos dos piores índices econômicos e sociais do planeta. Há progressos? Sim. A porcentagem da população com 11 anos de estudo ou mais aumentou de cerca de 25% para 33% entre 2004 e 2009 e no mesmo período a quantidade de trabalhadores com o ensino médio aumentou de 33% para 44%. Mas como eu já disse antes, quantidade no Brasil é bem diferente de qualidade.
Como consequência disso, temos o que se classifica como falta de material humano qualificado para trabalhos que necessitam desse tipo de trabalhador. Essa falta faz com que o desenvolvimento do país possa ser retardado ou até estagnado, uma vez que já está comprovado que a qualificação da mão de obra aumenta a produtividade, a renda e o poder de compra do trabalhador e, como consequência, as riquezas do país.
Mas pelo que parece apenas eu e uma parcela pequena da população estão preocupadas com isso. Afinal de contas, ganhou a eleição para a presidência a candidata da situação, que detém o controle do principal cabresto eleitoral que existe hoje, o Bolsa Família. E uma parte dos que recebem o Bolsa Família não estão muito a fim de sair dessa situação confortável de ficar em casa fazendo filhos, sem trabalhar e recebendo por isso.
E se você, eleitor, ainda acreditar que algum dos candidatos a qualquer cargo público estaria disposto a mudar essa situação, sinto muito pela sua ingenuidade. A rede privada de ensino é muito grande e rica o suficiente para pagar para que a situação do ensino público não mude, fique ruim como está. Como se faz isso? Patrocinando a campanha de todos os candidatos, que ficam assim com o devido rabo preso. Por isso, independente do nome do eleito, não vejo futuro para a educação brasileira. Não enquanto a política continuar decidindo quem pode ser educado ou não, para que se prestará essa educação e, mais importante, quem controlará o povo e os eleitores com base nesse sistema. O resultado? Continuaremos formando analfabetos, que são mais fáceis de controlar do que gente instruída.
Share:

E qual é a desculpa mesmo?

Não é nenhuma novidade que a educação de São Paulo não funciona. Posso aqui falar abertamente desse sistema educacional vigente, pois me formei em 1995 na escola pública e de lá para cá as coisas não melhoraram muito, pelo contrário, elas têm piorado. Hoje, como professor, vejo as consequências desse sistema educacional que foi feito, planejado para não funcionar. Não quero soar repetitivo, já falei disso antes. Mas o objetivo desse sistema é formar analfabetos funcionais pelo país inteiro, pois eles serão os eleitores desinformados de amanhã. E esse tipo de eleitor é muito mais fácil de escravizar.
Uma das grandes críticas que se faz ao sistema político brasileiro é o fato de que as administrações que se sucedem são de partidos diferentes e que tudo começa do zero, pois um partido não continua a obra do outro para não fazer propaganda para ele. Mudam-se nomes das obras e projetos, secretários e ministros para enganar o povo e dizer que aquilo é uma coisa nova, mesmo não sendo.
Pois bem, se o grande problema do Brasil é a sequência política para que medidas implementadas não sejam paradas na metade da execução, o que dizer da educação estadual em São Paulo? Desde que me formei, apenas governadores de um mesmo partido governaram o estado: Mario Covas (de 1995 a 2001, quando morreu); Geraldo Alckmin (2001 a 2006); e José Serra, de 2007 até abril de 2010, sendo substituído por seu vice, Alberto Goldman, também do PSDB, para que Serra concorra à presidência da República.
A desculpa da descontinuidade não existe em São Paulo. E se considerarmos que antes de Covas tivemos Fleury e Orestes Quércia (PMDB, hoje base de apoio ao PSDB em São Paulo) e Franco Montoro (PMDB, depois fundador do PSDB) teremos então uma sequência de pelo menos 27 anos com um mesmo tipo de pensamento administrativo no estado. E a educação não melhorou em nada.
Nas propagandas políticas desse ano veremos o candidato José Serra falar das mudanças na educação, da introdução de mais um professor na sala de aula do Ensino Fundamental I, do programa de recompensas das escolas e professores por desempenho, entre outras coisas. Não leciono no estado, não posso dizer que vivo esse processo de perto. Mas a grande maioria dos professores que conheço e não conheço criticam enormemente esses programas, especialmente a Progressão Continuada, em que o aluno é aprovado por presença na escola, não importando o nível de conhecimento adquirido e rendimento escolar, e as bonificações por aprovação, que fazem com que os alunos sejam aprovados mesmo sem conhecimento pois a sua reprovação faz com que professores e escolas percam dinheiro. Somados, esses dois programas erradicaram quase por completo as chances dos alunos aprenderem algo na escola. Por isso o nível escolar diminui e as escolas formam cada vez mais analfabetos funcionais. Se não fosse a determinação de muitos professores altamente capacitados que insistem em lecionar no estado as escola pública sequer abririam as portas.
Outra consequencia, essa menos falada, é que muitos dos alunos formados nesse sistema hoje são pais de alunos completamente despreparados para cobrar das autoridades escolares aquilo que nem eles mesmos tiveram na escola. Não sabem o que cobrar da escola, dos professores, dos deputados, do governador. Não estão preparados para as discussões políticas, portanto não estão aptos a duvidar do sistema.
Alguns desses ex-alunos conseguem ascensão social e conseguem pagar escolas particulares para dar aos filhos a educação formal que não tiveram. Isso até é louvável, mas uma parte desses pais se soma a outros, oriundos de escolas particulares, que também estão despreparados para as discussões políticas e escolares. Vêem tudo pela ótica econômica do capitalismo, onde o fiho é cliente, não aluno, e a escola é investimento econômico resgatável em um ano, ou seja, não importa quanto o filho aprendeu, mas se ele passou de ano. Como muitas escolas particulares aceitam esse jogo e vendem diplomas, o nível educacional das escolas particulares também vêm caindo.
Em suma, praticamente todo o sistema educacional de São Paulo está viciado em formar analfabetos funcionais. Poucas são as ilhas de excelência que resistem a esse mar de sujeira que está imposto aos alunos de escolas que não ensinam, onde alunos não aprendem e se tornam cidadãos (será que se tornam?) muito menos informados de seus direitos e com menores chances no mercado de trabalho por sua pouca qualificação. Basicamente esta é a plataforma eleitoral defendida por José Serra e o PSDB para a educação nas próximas eleições à presidência da República, em 2010.
Share:

E a Geografia, hein?

Ao me encaminhar para o colégio na última terça-feira (06/11/07), recebi no caminho uma edição do Jornal Publi Metro, cuja manchete era "77% dos brasileiros não acham São Paulo no mapa". Fiquei muito triste, obviamente, pois sou professor de Geografia e apaixonado pela matéria.
Outros dados da pesquisa, realizada pelo Instituto Ipsos, revelam que metade dos entrevistados não consegue localizar o Brasil num mapa-mundi. A maioria não consegue localizar os estados do Pará, São Paulo ou Rio Grande do Sul. Nordestinos não sabem onde fica o Ceará (terra do Padre Cícero, lembram?). Com relação a outras localidades no mundo, a coisa ficou pior, o que eu achava impossível. A maioria dos entrevistados (82%) não consegue localizar os EUA, apesar de consumir diariamente toda a cultura globalizante desse país. Também não conseguem localizar a França, o Japão e, pasmem, a Argentina.
Como professor de Geografia, é possível ver de dois ângulos essa pesquisa. O primeiro é a decepção de ver o trabalho realizado todo dia não ter um resultado significativo. Outro é o do desafio, de fazer isso melhorar, de mudar esse resultado. Mesmo sabendo que para isso deve-se lutar contra os interesses de governos que dependem de um povo semi-analfabeto ou analfabeto mesmo para votar nas eleições e perpetuar o modelo corrupto-exploratório que aí está. Também é necessário lutar contra o desinteresse de um povo que se acostumou a não reclamar, não lutar, não exigir, não fazer por onde. É corrente o pensamento de que o ensino no Brasil não funciona corretamente, o que é verdade. Na escola pública, por que professores mal remunerados e sem estímulo não ensinam, enquanto alunos pouco motivados não tentam aprender. E na escola particular (salvo raras excessões), pais despreparados que acham que exigir aprovação porque pagam a mensalidade é o melhor que podem fazer por seus filhos, sob "pena" de tirarem os filhos das escolas. Assim os alunos também se sentem pouco motivados, não há a sensação do desafio do aprender. Sem o estímulo, sem o desafio, o que é aprender? O que é ensinar?
Não é a toa que chegamos nesse nível. É obra de um grande conjunto de fatores que faz com que tenhamos uma maioria esmagadora que não conhece Geografia nem qualquer outra matéria, limitando a capacidade do país de crescer e impedindo que ele saia da posição de fornecedor de mão-de-obra barata e desqualificada na Divisão Internacional do Trabalho.
Muitas vezes sou questionado por afirmações que faço em sala de aula e esta venho fazendo há anos: O Brasil tem o melhor sistema de ensino do mundo! "Como assim?", perguntam as pessoas. E eu explico: afinal o que é um sistema? Sistema é um conjunto de fatores interligados, que fazem algo, um "todo", funcionar organizadamente. Tem sempre um objetivo, um método de organização e resultados esperados.
Quando falo do Sistema Educacional Brasileiro (sic!), estou falando de algo pensado para que as pessoas passem pela escola e saiam com diplomas sabendo o mínimo possível, de preferência apenas sabendo assinar o nome. Números são importantes para mostrar na ONU (97% das crianças em idade escolar estão na escola, no Brasil), fazem com que a imagem do país seja respeitada no exterior, mas não refletem a realidade. Os métodos utilizados são vários, mas refletem duas práticas constantes: retirar parte do salário dos professores que reprovam alunos e extinguir a repetência, mesmo que o aluno não aprenda. Em São Paulo, este sistema recebe o nome de Progressão Continuada. Os resultados esperados? Uma população de semi-analfabetos, analfabetos funcionais e analfabetos completos*, que sem saber ler, escrever ou entender algo perpetua no poder políticos que vivem da exploração das riquezas do país, enriquecendo-se mais e mais.
Por isso é que digo que o sistema educacional brasileiro é o melhor do mundo. Tem objetivos claros, métodos bem definidos e alcança quase plenamente os seus intentos. Ele funciona! Os resultados dessa pesquisa são apenas um reflexo de um país que não valoriza a educação pela fato dela ser um bem coletivo. Bens coletivos normalmente tiram dinheiro do bolso e da cueca dos políticos. Além disso, a população acostumou-se com os "bolsas-esmola" e com as latas de leite que algumas prefeituras dão. Enquanto ir à escola tiver como objetivo receber dinheiro ou latas de leite, a educação pública continuará sendo improdutiva, como é hoje. O pior mesmo, de tudo que foi escrito aqui, é a falta de perspectiva de melhoria, uma vez que entramos nesse círculo vicioso de políticos que não investem na educação, pessoas que não gostam de estudar e escolas que formam incapacitados com diplomas. Se continuar desse jeito vamos ter de importar mão-de-obra para a Copa de 2014!

*Dados sobre analfabetismo na postagem "Educação? No Brasil?", de maio de 2007.

Share:

Educação? No Brasil?

Para um professor, acho que demorei demais para escrever sobre educação aqui. Analisando o ensino público de hoje, em vistas da publicação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do governo federal, acredito sim estarmos frente a uma situação única, uma oportunidade de melhorar a educação do país. No entanto, como sempre, há ressalvas. O plano é muito bem intencionado, mas está sujeito aos “humores” da câmara e do senado, mais preocupados que estão em aumentar os seus salários e instalar ou barrar CPI’s, pois isso com certeza é mais importante do que a (falta de) saúde, educação, transporte, infra-estrutura, investimentos, do que as reformas da previdência, tributária ou política.
Em anos eleitorais, vislumbramos as “maravilhas” feitas na administração. Enquanto Marta Suplicy dizia ter operado milagres na educação, todo um escândalo foi feito nas últimas eleições para prefeito de São Paulo, quando o Sr. José Serra foi eleito. Isso por causa das escolas de lata, notadamente uma vergonha para a cidade mais rica do Brasil. Pois bem, esse senhor foi eleito prefeito, ficou dois anos no poder, se afastou e hoje é governador do Estado. O seu sucessor, Gilberto Kassab, há pouco mais de um ano no poder, ainda convive com essas escolas. E provavelmente conviveremos com elas por mais algumas eleições. Apesar das afirmações de que escolas e salas de lata acabaram, o próprio site da prefeitura mostra: “A rede municipal de ensino ainda possui 24 salas de lata distribuídas por oito escolas, onde estudam 2.584 alunos. No total, existem 1.298 escolas municipais em São Paulo, onde estudam 1,1 milhão de alunos”. (www.prefeitura.sp.gov.br – 28/02/2007)
Outros exemplos podem ser dados, como no caso de São Paulo a chamada Progressão Continuada, que faz com que os alunos passem de ano mesmo completamente despreparados. No papel é muito interessante, projetada para não deixar alunos “para trás” nos estudos e criando as salas de renegados, os piores alunos da escola. Mas não funciona na prática, pois os alunos se formam e saem da escola sem o conhecimento necessário para enfrentar o mercado de trabalho.
Por isso é que digo que para mim, o sistema educacional público brasileiro é o melhor do mundo. Perguntariam-me então: “Você critica e agora fala que esse é o melhor sistema educacional do mundo?” Explico. Sistemas são criados com uma função e se cumprem essa função, são eficientes.
A educação no Brasil é pensada para que as pessoas saiam da escolas analfabetos funcionais, e o número é cada vez maior. De acordo com o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), dados do Instituto Paulo Montenegro/IBOPE, 75% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais. Destes, 8% são analfabetos absolutos, 30% lêem, mas compreendem muito pouco e 37% entendem alguma coisa mas são incapazes de interpretar e relacionar informações. Apenas 25% dos brasileiros com mais de 15 anos têm pleno domínio das habilidades de leitura e de escrita. Já com relação à Matemática, o INAF mostra que 77% são analfabetos funcionais. Estas pessoas até sabem ler e fazer contas simples, mas não conseguem desenvolver o raciocínio lógico, fazer relações, conexões, ou seja, não tem as habilidades necessárias para viabilizar o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Dessa forma fica difícil entender os desmandos dos políticos, assim como fica difícil conseguir emprego em um mercado de trabalho cada vez mais disputado.
Se nosso sistema educacional é pensado para fazer com que tenhamos um número cada vez maior de analfabetos funcionais, pessoas sem capacidade de julgar atos políticos ou qualquer outro ato, devo dar os parabéns aos governantes. Ele cumpre fielmente os seus objetivos. Teremos cada vez mais pessoas despreparadas no Brasil e o reflexo disso é o mais óbvio do mundo: ficaremos sempre para trás no desenvolvimento social, político e econômico no mundo, sempre subdesenvolvidos. É esse o objetivo, ou não é? Mas o Brasil é assim mesmo: a gente é subdesenvolvido e gosta! E depois falam em desenvolvimento...
Share:

Pense!

"Quem não raciocina é fanático, quem não sabe raciocinar é um imbecil e quem não ousa raciocinar é um escravo"
W. Brumon

Sobre o autor!

Minha foto
Sou apenas um brasileiro, professor de Geografia, crítico da Política e das "politicalhas" que vejo todos os dias por aí. Sou um cara simpático com meus alunos e amigos, totalmente antipático com e que não acredita mais em política, que gosta muito de dar aula, principalmente pela liberdade de expressar minhas opiniões e discutí-las com os alunos. Gosto de viajar, gosto do bom e velho Rock'n'Roll. Gosto muito de Geografia e de estudar os "matos" desse país. Acho mesmo que nasci no país errado: prefiro campo a praia, vinho a cerveja, frio a calor, morenas a loiras, honestidade ao famoso "jeitinho brasileiro". Enfim isso tudo. Quem quiser saber mais pergunte para meus amigos e alunos.

Sobre o Blog!

Olá a todos.


Estamos caminhando por um mundo globalizado que não enxerga diferenças mais do que econômicas, por isso esse é um dos focos dos atuais estudos geográficos. Como amante, seguidor e professor dessa velha matéria, me sinto na responsabilidade de passar as idéias e atualidades desse contexto para os meus alunos e amigos, como quaisquer outros seguidores que vierem.

A visão é de uma pessoa que passou por diversas dificuldades e ainda passa, vivendo na periferia e tentando, a partir dela, criar certa resistência ao processo de desmonte da educação como um todo que acontece hoje no nosso país. Portanto, continuem se sentindo em casa, e não se esqueçam de comentar e dar suas opiniões sobre cada postagem. Como sempre, respondo aos comentários o mais breve possível.



Visualizações!

Seguidores!

Marcadores!

"Cansei" "relaxa e goza" 11 de setembro ações afirmativas adulteração água álcool.cana de açucar. Alemanha alunos Amazônia América Latina analfabetismo funcional analfabeto ano novo; feriado; simpatia; carnaval ANS aposentadoria invasores ilegais Aquecimento global arrastão assassinato atropelamento aumento aviaçao bacamarteiros Baco Bahia balança comercial Belém bobagens Bolívia bolsa família bombas atômicas Brasil Brasília Brecht buracos burrice. Battisti campanha eleitoral capitalismo carnaval cartel Cartões corporativos cassação Chile China chuvas ciclone ciclos ciência geográfica cinema clima Cocanha Código de trânsito código florestal Colômbia Comemoração comércio exterior Conflito consequências Constituição Brasileira conto de fadas controle de tráfego aéreo Copa do Mundo COPOM Coréia do Norte corredor Diadema-Brooklin corrupção costumes cotas CPMF crescimento crime crimes crise CSLL CSS Cuba cultura Cunha LIma Custos CVRD Declaração Universal dos Direitos Humanos degradação demissões democracia democratas dengue deputado Desastre aéreo descaso descaso com o dinheiro público desemprego desigualdades desmatamento desvios de verbas devastação Dilma ditador ditadura Documentário Eça de Queiroz economia Educação eleições Eloá embargo Embraer emprego EMTU enchente enem energia Equador erupção escândalos escolas esmola espaço esporte estradas estudantes etanol EUA eventos extremos extradição FARC farpas faxina férias festas festas juninas Feudo Fidel Castro Fim de ano finanças fraternidade funk Furacão Katrina futebol futuro fuvest gás geografia Geórgia gigante globo golpe de estado governo grampos grau de investimento greve greve na usp guerra Guerra Fria história Holocausto Hugo Chávez humanidade humor ideologias ignorante igualdade igualdade racial Ilha das Flores imbecil impostos imprensa inclusão social Inclusp incompetência independência indústria infantilidade infra-estrutura inocentes INPE INSS Internet invasão investigações IOF IPCC Irã islândia Israel Ítalo Calvino Jabor jornalismo José Dirceu julgamento Justiça ladrão Lei seca Lei trabalhista leis Leite liberdade lixo Lua Lula luto ma Maio de 68 manipulação marcas marionetes Marketing Marta Suplicy Mato Grosso do Sul meio ambiente mercados Mianmar micareta ministérios morte movimento estudantil MST muçulmanos mudanças Muro de Berlim música Natal natureza números OAB Obama ocupação da reitoria OIT olhar Olimpíadas ONU Operação Furacão operação tapa buracos oportunistas Oriente Médio Osama Bin Laden país Palestina Pan-americano Panamá panis et circensis Papai Noel Paraguai partidos Pátria Paulo Autran pesquisa petróleo planeta Plano Real planos de saúde plástico pmdb PMs poema polícia federal polícia militar polític política políticos poluição preconceito Presidência pressa produtos orgânicos promessas não cumpridas protestos PSDB PT ratos RCTV recapeamento record Reestatização reféns reflexões Renan renúncia republicanos resistência respeito retrospectiva revolução Ribeirão Preto Rio de Janeiro roubo Rússia salário mínimo Samba do Crioulo Doido Santa Catarina Santo André São Paulo Satiagraha saúde secas segurança Selic senado federal seppir sequestro Simón Bolívar sindicatos sistema de saúde sistema educacional socialismo sociedade sociedade civil soda cáustica sorte Stanislaw STF TAM Taxa de Juros terremoto terrorismo Tibete tortura tragédia trânsito Transparência Brasil travestis Tropa de Elite TSE Turismo UFSC Usina Hidrelétrica de Belo Monte USP Vale vandalismo Venezuela verdades vergonha vermes vestibular vida vulcão Wolrd Trade Center

Translate

Recent Comments

Blogger templates

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.