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Hora do planeta!

Está marcada para hoje a iniciativa da ONG WWF, a Hora do Planeta. Quem aderir ao movimento, deve apagar as luzes de casa por uma hora, à noite. Tudo isso para preservar o mundo do aquecimento global.
Bom, o próprio aquecimento global é bastante discutível, e qualquer pesquisador sério tem de admitir que existem mais dúvidas do que certezas quando se fala em aquecimento do planeta. É mais provável mesmo que não haja um consenso e que não exista um fenômeno global e sim bastante localizado espacial e temporalmente. Mas não é sobre o aquecimento que quero falar, mas sim do evento de hoje. Não existe uma efetividade comprovada sobre o movimento, uma vez que ele é voluntário e não se pode ter certeza de quantas pessoas aderiram. Mas sabe-se que os jantares a luz de velas que os restaurantes vão servir hoje ajudarão a aumentar a poluição, afinal velas são de parafina, que são compostos de carbono e hidrogênio. Não me parece ser muito inteligente combater o aquecimento global queimando carbono, mas tudo bem. Aliás, para um país que tem a maior produção de energia renovável, apagar as luzes por uma hora para diminuir o aquecimento global é meio ineficiente. Poderíamos sim parar de consumir a madeira da Amazônia e de gastar papel para fazer propaganda da Hora do Planeta nos principais jornais, como no Estadão desse domingo, que tinha três folhas inteiras sobre isso, como capa promocional de alguns cadernos do jornal. Muito ecológico.
Além disso, o Brasil é pioneiro em economizar energia elétrica com fins ecológicos ou não. Em novembro de 2009, 18 das 27 unidades da federação no Brasil participaram de um ato desse, criminosamente chamado por parte da sociedade de APAGÃO! Mas o governo, que afirmava categoricmante que não haveria apagão depois afirmou categoricamente que foi tudo culpa das chuvas. Eu não consegui acreditar, e você? O governo perdeu uma grande oportunidade de se nostrar ecológico e dizer que inovou na economia de energia e, portanto, no desgaste do planeta. Deixamos então para o Hugo Chávez, que deu uma semana de folga para o povo no feriado da semana santa para economizar energia. Quem diria, perdemos mais uma para o Chávez.
E se você quiser acreditar que apagar as luzes por uma hora significa alguma coisa, respondo eu: você está certo! Quanto menos energia você gastar, menor será sua conta de luz. Economia, pessoal. Economia!
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Tragédia em Santa Catarina.

Muitas vezes fenômenos naturais acontecem onde e quando a gente menos espera. Santa Catarina por exemplo, não estava preparada para toda essa tragédia. Mas afinal o que aconteceu em Santa Catarina?
Fenômenos atmosféricos não podem ser previstos com precisão. Pode-se acompanhá-los, monitorá-los e mitigar seus estragos, mas não se pode fazer previsões muito confiáveis para mais de uma semana. E até por isso não se pôde prever exatamente o tamanho dos estragos causados.
Grandes quantidades de ar quente e úmido, provenientes do oceano, carregaram muita água para o continente e, por elevação, provocaram as chuvas. Todo o processo é natural da região, no entanto a quantidade de chuvas foi tão intensa que provocou vários escorregamentos de massa, que consequentemente provocam muitas mortes.
No entanto não podemos culpar o aquecimento global por mais essa. Super-especialistas vêm a público (afinal não podem perder a chance) para culpar o aquecimento global por esses fenômenos. O que me incomoda é o tratamento dado para esse tal de aquecimento global, estou até vendo a hora em que o Jô Soares vai anunciar entrevista exclusiva com ele. Já imaginaram? A verdade é bem mais simples e de tão óbvia dói: culpa-se algo que não falar, não pode se defender nem se pode provar. Tudo isso para disfarçar os culpados reais, aqueles que ocupam cargos nas prefeituras de todos os municípios desse Brasil. É mais ou menos como a "Guerra contra o Terror" dos EUA, que lhes dá a liberdade de agir e matar em qualquer lugar, assim como invadir qualquer país. Não se pode dar trégua ao "terror".
Da mesma forma, culpa-se o aquecimento global para que os verdadeiros culpados não se responsabilizem pela ocupação ilegal e em áreas de risco. Enquanto o culpado for um fenômeno natural, acentuado pelas ações humanas, que os governantes não podem eliminar sem a ajuda maciça do povão e que trará consequências para a humanidade só daqui a cem anos, tudo bem. O que não se pode é questionar, por exemplo, porque as moradias são construídas nas planícies de inundação dos rios (atenção ao nome: PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO!) ou nos morros com inclinação muito maior do que o aceitável. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) condenou 60% das áreas vistoriadas em Santa Catarina, alegando falta de segurança. Essas áreas não deveriam ter sido ocupadas e provavelmente não serão liberadas oficialmente. Mas duvido que não sejam ocupadas novamente.
Então ao invés de discutir os problemas reais e imediatos, vamos nos concentrar num futuro longínquo e duvidoso. E esquecer que certos problemas são sim causados pelo homem e sua ganância por votos e dinheiro, que libera áreas que não deveriam ser ocupadas para depois regularizá-las e aumentar a arrecadação de impostos. Sem contar o bônus eleitoral do "Eu regularizei a vila de num-sei-o-que e melhorei a vida dessa população", aquele mesmo discurso demogógico que privilegia o hoje e as vantagens de se estar no poder em um país de anaflabetos políticos. Por isso pergunto: quem devemos cobrar? O aquecimento global ou o mandatário que desvia milhões? Um fenômeno climático ou o presidente que até hoje não mandou o dinheiro que prometeu para as regiões afetadas?
Eventos como esse sempre aconteceram na face da Terra e os chamamos de tragédia quando atinge pessoas. E foi exatamente o que aconteceu por lá. Numa época de extremismos sei que não podemos virar as costas aos atingidos. Mas não podemos nos esquecer das nossas responsabilidades e nos esconder atrás de fantasmas. Combatamos primeiro os inimigos reais. Deixemos os moinhos de vento para depois, e só se tivermos tempo.
Aliás, uma salva de palmas ao povo brasileiro que se mobilizou e ajudou enormemente no que pôde, exceto aqueles que se mobilizaram para roubar casas e saquear lojas sem necessidade (até isso!). Todos os que ajudaram nessas semanas de angústia, dor e sofrimento estão de parabéns, aos atingidos todos os bons sentimentos de melhora. E que fique a lição: a preparação para esses eventos custa caro. No entanto, dinheiro há. O que se faz no Brasil com o dinheiro arrecadado com impostos e que deveria servir para resolver problemas como a habitação num lugar como aquele? É desviado, roubado e enche cuecas pelo Brasil afora. E quem desviou o dinheiro? Com certeza foi o aquecimento global.
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Mês sem chuvas!

Muito se comentou sobre o baixo índice de chuvas e a consequente queda da umidade relativa do ar na cidade de São Paulo, que causa sérios transtornos respiratórios nos seres humanos, especialmente crianças e idosos. Como a localização da cidade não favorece a dispersão dos poluentes, todas as vezes em que sofremos uma estiagem esses problemas se agravam.
Vale lembrar que os dados oficiais de coleta e que foram divulgados são registrados na zona norte de São Paulo, então não significa necessariamente que não choveu em nenhuma parte da cidade. Sistemas circulatórios são complexos e não necessariamente mostram a realidade de todas as localidades da cidade.
Também não é nenhuma novidade que isso tenha ocorrido, afinal há registros de outros períodos históricos em que tais secas aparecem, inclusive no Laboratório de Climatologia e Biogeografia da USP, que conta com uma estação meteorológica e dados confiáveis já há algumas décadas. Mas muitas pessoas já conseguiram fazer daí uma ligação com as alterações climáticas da atualidade e com o tal do aquecimento global.
Sinceramente acho que tem muito jornalista, crítico, pesquisador, pseudo-cientista que está precisando arranjar uma namorada. Estão tão obcecados com as alterações climáticas e o aquecimento global que sequer dormem à noite. Independente de eu acreditar ou não nesse aquecimento antropogênico (e eu não acredito), fica claro que é necessária uma nova visão sobre o tema, menos maniqueísta e mais humanista (por favor, não me venham com socialismo!). Tantos problemas sem solução e as pessoas preocupadas em se utilizar de um fenômeno natural, uma estiagem qualquer para justificar o fato de terem nascido com o falo pequeno. Tem horas que dá nos nervos!
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Discussões "acaloradas"!

Ultimamente tem-se discutido muito a respeito do Aquecimento Global. No passado, pesquisadores lutavam para conseguir espaço na mídia para falar sobre o assunto. Hoje, e principalmente depois da divulgação do último relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas), divulgado em 02/02/2007, o espaço na mídia é enorme, virou uma temática mundial.
Em resposta a essas pesquisas, além de dados em contrário, muitas denúncias de dados errados ou distorcidos pelo IPCC e falta de espaço para os pesquisadores contrários ao aquecimento global divulgarem suas idéias. Formaram-se dois grupos e parece que agora o que importa é provar que o outro está errado. E estamos deixando de lado a oportunidade de trabalhar pelo planeta. Se o aquecimento for real, perde-se tempo com as discussões. Se não, perde-se a oportunidade de estudar profundamente as questões sobre o funcionamento do planeta, com recursos e visibilidade que os campos da ciência envolvidos nessa temática nunca tiveram.

O que me preocupa é que como tudo na política e na economia (e essa é uma questão política e econômica, não ecológica!), essa questão se arraste e a solução de eventuais problemas seja deixada de lado. Mas enquanto as discussões ficam cada vez mais "quentes" entre os defensores e os contrários ao aquecimento global deixa-se de lado o verdadeiro problema. Precisamos saber se o aquecimento existe, se é causado por nós ou não e se for, como fazer para resolvê-lo. Outras discussões são desnecessárias, pelo menos no momento!
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Pense!

"Quem não raciocina é fanático, quem não sabe raciocinar é um imbecil e quem não ousa raciocinar é um escravo"
W. Brumon

Sobre o autor!

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Sou apenas um brasileiro, professor de Geografia, crítico da Política e das "politicalhas" que vejo todos os dias por aí. Sou um cara simpático com meus alunos e amigos, totalmente antipático com e que não acredita mais em política, que gosta muito de dar aula, principalmente pela liberdade de expressar minhas opiniões e discutí-las com os alunos. Gosto de viajar, gosto do bom e velho Rock'n'Roll. Gosto muito de Geografia e de estudar os "matos" desse país. Acho mesmo que nasci no país errado: prefiro campo a praia, vinho a cerveja, frio a calor, morenas a loiras, honestidade ao famoso "jeitinho brasileiro". Enfim isso tudo. Quem quiser saber mais pergunte para meus amigos e alunos.

Sobre o Blog!

Olá a todos.


Estamos caminhando por um mundo globalizado que não enxerga diferenças mais do que econômicas, por isso esse é um dos focos dos atuais estudos geográficos. Como amante, seguidor e professor dessa velha matéria, me sinto na responsabilidade de passar as idéias e atualidades desse contexto para os meus alunos e amigos, como quaisquer outros seguidores que vierem.

A visão é de uma pessoa que passou por diversas dificuldades e ainda passa, vivendo na periferia e tentando, a partir dela, criar certa resistência ao processo de desmonte da educação como um todo que acontece hoje no nosso país. Portanto, continuem se sentindo em casa, e não se esqueçam de comentar e dar suas opiniões sobre cada postagem. Como sempre, respondo aos comentários o mais breve possível.



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