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Um dia para lembrar e esquecer!

O dia de hoje, 11 de setembro, ficou para sempre marcado na história. Mas não apenas por causa dos supostos atentados contra os prédios do World Trade Center, Pentágono e Pensilvânia, mas também por causa das dúvidas geradas em todo esse tempo.
Primeiro devemos lembrar que essa data também é muito importante para os chilenos, que lembram do bombardeio do prédio do governo que levou o presidente Salvador Allende a se suicidar para não ser morto ou retirado do governo pelas forças armadas e treinadas pelos EUA. Na época quem executou ordens americanas e derrubou o governo chileno foi Pinochet, que tão mal fez ao povo chileno com a sua ditadura. Os EUA não são assim tão santos como aparecem nos noticiários hoje.
De tudo o que se pode falar ou ver no dia de hoje todas as dúvidas são deixadas de lado, inexplicavelmente. Nenhuma menção à torre 7 do complexo do WTC, que caiu no mesmo dia sem ter sido atingido por absolutamente nada; imagens do Pentágono no dia dos "ataques" não são mostradas, nem mesmo o prédio atingido, pois nitidamente não havia destroços de um avião naquele lugar, assim como também não houve destroços de um avião na Pensilvânia, o suposto voo 93, do qual até filme fizeram, pelo heroísmo dos americanos que derrubaram o avião depois de retomar o controle dos terroristas.
Toda a comoção nacional gerada pelas mortes no 11 de setembro não devem fazer esquecer as mais de seis mil mortes de soldados dos EUA no Afeganistão e Iraque, depois da ocupação desses países. Vale lembrar que a maioria desses soldados não está no exército por livre e espontânea vontade nem por patriotismo. O governo daquele país usa as forças armadas para reduzir dívidas estudantis e como fonte de financiamento para estudantes universitários, ou seja, servindo as forças armadas o jovem americano pode obter redução de dívidas ou financiamento para a faculdade. Então podemos entender que os filhos dos ricos só vão para as forças armadas se quiserem e os filhos dos pobres é que estão morrendo nessas "guerras".
Outro dado que não deve ser esquecido é o número de mortes civis de iraquianos e afegãos nesse período, de aproximadamente 110 mil pessoas, segundo o Wikileaks, site conhecido por divulgar informações secretas de diversos governos, especialmente dos EUA. Isso sem contar nos reconhecidos casos de tortura em prisões em vários países, inclusive em Guantánamo, Cuba.
Então pelo que representa o dia de hoje ele deve ser lembrado e esquecido. Muito do que de pior existe na humanidade está representado no dia 11 de setembro, mas não se deve esquecer que não existem mocinhos nessa história, só vilões e gente que morre pelo caminho deles. Não devíamos criar o hábito de santificar o dia de hoje, mas é o que a mídia comprada do Brasil esfrega na cara dos telespectadores como se fosse verdade e como se a população não tivesse capacidade intectual para questionar coisas óbvias. Aí você, leitor, decide se eles estão certos ou não.
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O Oriente Médio e o petróleo!

Há pouco mais de um mês grandes conflitos começaram a ocorrer no norte da África e no Oriente Médio, em países que tinham ou ainda mantém algumas características particulares. Entre elas, o fato de serem grandes fornecedores de petróleo para o "ocidente" e serem controlados por ditaduras decadais.
Em alguns casos, como no Egito, as agitações populares conseguiram êxito, derrubando o ditador de plantão e começando a planejar um governo de bases democráticas. Mas em outros, como a Síria e o Líbano, os ditadores locais não estão muito a fim de sair do poder, fazendo de tudo (literalmente) para segurar essa posição. Como consequência, muitas mortes, guerras civis e luta pelo controle de países que têm muito dinheiro advindo dos petrodólares, o que sempre provoca confusão.
Interessante notar a participação dos países da Europa no conflito. Muitos simplesmente ignoraram a existência do problema, outros tentaram saídas negociadas. Mas foi quando os EUA entraram na jogada, bombardeando a Líbia, que a OTAN entrou em ação e tomou as devidas providências, ou seja, assumiu o controle das operações. No entanto, mesmo tendo assumido bombardeios e fechamento de espaços aéreos, a OTAN não apoiou oficialmente nenhuma insurgência e não tentou derrubar nenhum ditador, pelo menos até agora. O máximo foi ter acertado uma casa onde, dizem os Líbios, estava Muamar Gaddafi. No saldo geral, a população de muitos desses países continua e continuará escrava de ditadores que se aproveitam do apoio exterior para permanecer no poder apenas para manter a estabilidade do preço do petróleo, item indispensável para manter em funcionamento as forças armadas de vários países, especialmente os europeus (os EUA, como se sabe, importam a maioria do seu petróleo da pseudosocialista Venezuela de Hugo Chávez).
Não importa que a grande maioria da população desses países seja pobre, desempregada e analfabeta. A União Européia só exige melhorias sociais dos países que pretendem entrar para o seu grupinho fechado, então não se preocupam com esses fornecedores do mundo subdesenvolvido. Apenas não querem as guerras, fazem de tudo para diminuí-las ou terminar com elas. Não, eles não estão preocupados com a população e as mortes de civis. Estão preocupados sim com o aumento do preço dos combustíveis em seus próprios países.

Charge: Latuff (http://napraxis.blogspot.com)
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Pequeno grande império comunista!

Ditaduras controlando grandes massas populares, tecnologias destrutivas e fazendo ameaças de guerra não são nenhuma novidade. Só para citar alguns, podemos ficar com Gengis Khan, Adolf Hitler e as religiões que mataram indiscriminadamente em nome de Deus (seja ele qual for).
Mas devemos agora parar e prestar atenção em uma ditadura em especial, a de Kim Jong Il na Coréia do Norte.
Primeiro devemos entender o que aconteceu. Esse país surge da divisão da península da Coréia depois da Segunda Guerra Mundial, a porção norte sendo controlada pelos soviéticos e a porção sul pelos estadunidenses. Enquanto a Coréia do Sul se desenvolveu aos moldes capitalistas, com todas as vantagens e mazelas que isso carrega, a Coréia do Norte se fechou para o mundo, como normalmente fazem as ditaduras comunistas.
Estabelecida por Kim Il-sung, pai do atual ditador no fim da década de 1940, essa Coréia fica sob seu domínio completo até 1994, quando ele morre e os poderes de líder absoluto passam para seu filho, Kim Jong Il, o maluco do momento. Nesse ponto também vale a ressalva que, pelo que me lembre, esse é o único caso de Monarquia Comunista no mundo. Reza a lenda que ele já está preparando seu primogênito para assumir seu lugar quando morrer.
Essa é mais uma que devemos ao agora ex-lider mundial que o mundo adora odiar, George W. Bush, que deixou de cumprir um acordo de envio de combustíveis para a Coréia do Norte em troca da desistência dos planos de desenvolvimento nuclear desse país.
Agora a Coréia do Norte entrou para o seleto grupo de países que detém a bomba atômica e como seu líder é pancada da cabeça é capaz de passar por ela usá-la. Sinceramente não creio que isso aconteça, deve ser mais uma forma de pressionar as autoridades internacionais e dizer: "nos deixem quietos, temos boas cartas nas mãos". Óbvio que isso não tranquiliza nem um pouco os sul-coreanos nem os japoneses, odiados por Jong Il. E os testes com mísseis intercontinentais só aumentam o problema.
O que mais preocupa é que o governo estadunidense criou um grupo seleto de países chamados de Eixo do Mal, países que agiriam de forma antidemocrática no mundo, entre outras coisas. Ao fazer isso, foi criado até de maneira ingênua um grupo de ajuda mútua, que se concretizado, pode criar problemas no mundo. Especialmente se juntarmos a Jong Il o maluco do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadnejad e sua alta tecnologia em mísseis. Já imaginou essa dobradinha no ataque?
Mesmo não acreditando em uma guerra na região, é sempre bom ficar com um pé atrás com esses tipos malucos no poder. E a humanidade bem que podia aprender com seus próprios erros, não? As monarquias já não predominantes no mundo e o comunismo nunca existiu na prática. Que combinação para um governo nuclear.
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Os anos "9"

Sei que parece coisa de Teoria da Conspiração, mas andei reparando e discutindo com alguns colegas. Nas últimas décadas, todas as vezes que conferimos aquilo que de mais importante aconteceu, nos deparamos com grandes eventos em anos de final nove. Sei, não estamos aqui discutindo a tal teoria da conspiração, mas o fato me chamou a atenção. E sei também que qualquer ano que nos disponhamos a analisar terá eventos importantes. Mas vejamos:
Em 1919, foi assinado o Tratado de Versalhes, documento resultante da Conferência de paz de Paris. Esse documento determinava os termos de paz com as nações derrotadas na Primeira Guerra mundial, terminada nesse ano. Entre os derrotados, a Itália, na qual era fundada por Mussolini a organização que deu origem ao Partido Fascista, e também a Alemanha, onde os resultados causaram grande mal-estar.
Em 1929, temos um marco para a economia do mundo: o "crash" da bolsa de Nova Yorque, que teve início na dia 24 de outubro, conhecido como a "Quinta-feira negra". As ações das empresas foram colocadas a venda a preços insignificantes e não houve compradores. Os acionistas perderam tudo, os bancos faliram, a economia se estagnou e o desemprego nos EUA e nos outros países dependentes deles aumentou enormemente. O mundo entrou em crise.
A combinação de crise econômica mundial e dos termos do Tratado de Versalhes fez com que o Partido Nazista de Hitler chegasse ao poder, o que levaria o mundo, em 1939, à Segunda Guerra Mundial. Pelo poderio bélico das nações envolvidas, essa foi uma guerra sem precedentes na história. Terminada em 1945, deixaria para as gerações futuras décadas de dias sombrios: a Guerra Fria.
Em 1949, como resultado do fim da Guerra, a Alemanha é repartida entre os Aliados, vencedores da guerra, sendo criados dois países: a República Democrática Alemã (RDA) e a República Federal da Alamanha (RFA). Para defender os países capitalistas, surge a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), organização militar em oposição ao bloco socialista (URSS). Isso porque nesse ano, os soviéticos explodiram sua primeira bomba atômica, o que equilibrou as forças nucleares no mundo e o colocou em alerta para uma guerra atômica.
Em 1959, um dos países auxiliados pelos soviéticos inicia a sua revolução. A Revolução Cubana é até os dias atuais reconhecida como marco para os movimentos sociais, pela organização e derrubada de uma ditadura. Depois disso, Fidel Castro se torna o "administrador" do país por 49 anos e o país é alvo de um bloqueio internacional promovido pelos EUA que faz com que ele seja o maior museu a céu aberto da história da humanidade. Concentrando poder de forma totalitária, faz da mesma maneira que todos os páises que tentaram implantar um sistema socialista: se torna também uma ditadura.
Em 1969, outra consequência da Guerra Fria: a corrida espacial, que já colocara satélites e homens circundando a Terra, coloca pela primeira vez um homem na Lua, o americano Neil Armstrong, da missão Apolo 11. No Brasil, chegou ao poder o 28º presidente da república, Emilio Garrastazu Médici. Seu governo ficou conhecido como os anos de chumbo, pela violência aplicada contra os opositores ao regime.
Em 1979, o marco é a Revolução Islâmica, golpe de estado que retira do poder o Xá Reza Pahlev. Quem assume o poder é o Aiatolá Khomeini, que transforma o país em uma república islâmica, ou seja, comandada pelo líder religioso. Como resposta à perda de mercado promissor para seus produtos, os EUA tentam derrubar o novo regime, influenciando uma guerra do Iraque, do recém empossado Saddam Hussein, com o Irã. Essa guerra dura oito anos, levando os dois países a perdas incalculáveis de soldados e dinheiro.
Em 1989, o fim da Guerra Fria é anunciado pela derrubada do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha. Enquanto isso, uma série de passeatas de estudantes chineses em Pequim resultaram na repreensão do exército local, o que resultou no Massacre da Praça da Paz Celestial. Não se sabe ao certo o número de mortos, mas o jornal The New York Times relatou entre 400 e 800 mortes. Essa é a estimativa mais baixa de mortes nas bibliografias consultadas.
Em 1999, a histeria passa pelo "Bug do milênio". Especialistas previam que os computadores poderiam "enlouquecer" por não entender a virada do milênio. Nada aconteceu. Na Europa, o Euro começa a sua caminhada na unificação das políticas econômicas dos países membros da União Européia. Hoje é a moeda oficial de 25 dos 27 países que compõe o grupo.
E 2009 está só começando. O que pode vir por aí?
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Curtas! do fim de 2008.

Mais um final de ano e mais uma postagem, a última desse 2008. Nos últimos meses tudo ficou muito corrido e foram poucas postagens. Espero por a casa em ordem agora. Para terminar o ano, mais uma sessão "Curtas!". Mas por favor, apesar de parecer isso não é uma retrospectiva, não tenho o hábito de fazê-la. Mas vamos sim lembrar porque o ano de 2008 ficará lembrado na história da humanidade.

Os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Artigo XXV

Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.

Se você também ve alguma discrepância entre o texto e a imagem, entende que não há muito a se comemorar nesses 60 anos de descaso com a população pobre do mundo, em especial a Africana.

Os 20 anos da Constituição Brasileira

Da mesma forma que no tópico anterior, nesse dou um exemplo de falta de respeito à própria constituição, que foi escrita em 1988 e ainda espera por alguma consciência popular ou algum ditador que faça com que ela saia do papel:

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.

Esse é só um exemplo, a constituição é bem grandinha e poderíamos passar anos discutindo o seu descumprimento.

Satiagraha

Essa operação da Polícia Federal mostrou ao país a realidade sobre o poder judiciário, que manda soltar acusados de crimes que tenham dinheiro enquanto acusados pobres apodrecem sem julgamento. Além disso, mostrou como funcionam os favorecimentos, os favores, o "uma mão lava a outra". E mostrou também que o governo, acuado, teve de parar com as investigações antes que chegassem aos veradeiros chefões. Invalindam-se provas, acusa-se os policiais da investigação. Tudo comprovando o que as investigações mostraram: um grande esquema de corrupção está montado e funcionando e chegar perto demais pode ser perigoso. Mas a aprovação popular do Lula supera tudo isso, não?

Eleições
Nos EUA, as eleições mais concorridas de todos os tempos, creio eu. A novidade é que o candidato democrata Barack Hussein Obama Jr. foi eleito. Nada de mais se não fosse ele um negro no segundo país mais racista da história da humanidade (ninguém supera a África do Sul, onde o racismo era lei - Apartheid). Tornou-se uma obsseção a sua eleição e, pleito concluído, formou-se uma aura de slavador das pátrias do mundo em torno dessa pessoa tão pouco conhecida no começo do ano. Depois de comemorações que não entendi, como de brasileiros, pela eleição de Obama, espera-se que ele faça um grande governo, do que eu não duvido. Mas vale lembrar que esse grande governo será para os EUA e seus compatriotas. E ninguém mais.

No Brasil, tivemos eleições municipais. Como algumas coisas nunca mudam e outras podem piorar, pt, psdb e pmdb continuam sendo os partidos com maior número de prefeituras. Ainda se mostra evidente que os dois primeiros irão disputar a presidência em 2010, com alguma vantagem para os tucanos. Isso porque apesar de sua elevada popularidade, ao que parece o atual presidente não consegue engatar (no bom sentido) um candidato. Se me pedissem para prever o futuro político do Brasil hoje eu diria que entraremos em um ano de grandes realizações pela metade e de muitas coisas certas feitas do jeito errado. Afinal esse é o jeito do partido dos trombadinhas administrar o país.

Ditadores
Esse foi um ano incrível na política internacional, em diversos aspectos. Mas um ficará marcado: a renúncia de Fidel Castro à ditadura do maior museu a céu aberto da história da humanidade, ou seja, Cuba. Depois de quarenta e nove anos sem sair de cima, o líder passou o bastão ao seu irmão, Raúl Castro. Seu maior medo é que agora ele tem de lutar para segurar a onda de aberturas que Raúl está promovendo. Agora, pasmem, os Cubanos podem comprar eletrodomésticos. Já imaginou que maravilha poder ter um liquidificador em casa? E um computador então? Que maravilha. Quem sabe juntando o salário de funcionário público uns vinte anos, sem comer, beber ou fazer filhos os cubanos possam comprar um computador. Ter acesso à internet já é outra história. É liberdade demais.
Mas nem só de Fidel vivemos quando falamos de ditadores. Na África tivemos um caso interessante também. No Zimbábue, o ditador Roberto Mugabe perdeu o primeiro turno das eleições. Foi para o segundo turno contra Morgan Tsvangirai, que se retirou do pleito uma semana antes da votação. Motivo? Os seus eleitores estavam tendo as mãos decepadas para não votar no segundo turno. Mugabe foi "reeleito" e a comunidade internacional fingiu que não viu. Mas tudo bem, são só africanos mesmo!

Crises da América Latina

Esse ano foi marcado por vários desentendimentos entre os países da América Latina. É o Equador que briga com o Peru e não paga dívida com o Brasil, é a Bolívia que toma refinarias brasileiras (com ajuda da Venezuela), exige pagamentos três vezes maiores pelo gás e pára de cumprir contratos de fornecimento de gás para o Brasil e a Argentina, é o presidente Paraguaio que exige que o Brasil pague mais pela eletricidade de Itaipú. Deu para reparar que só o Brasil tomou no r@#$ nessa, né? Deve ser por isso que o Lula é um excelente presidente. Para os povos dos outros páises, com certeza. Já para o nosso...

Olimpíadas e Tibete

O mundo se surpreendeu com as Olimpíadas de Pequim, China. Pela organização, pelas festas de abertura e encerramento, pelo seu resultado no quadro de medalhas (1º lugar). Mas também houve quem aproveitasse e quisesse aparecer. Em vários lugares do mundo, partidários da independência do Tibete tentaram (e várias vezes conseguiram) apagar a tocha olímpica. Em resposta, um esquema de segurança nunca visto para a passagem da tocha em alguns lugares, em outros a passagem foi cancelada. Agora, os "ativistas" estão em casa tomando o seu iogurte, nos EUA ou na França enquanto os Tibetanos estão sob controle dos chineses e, o mais importante, com controle total da imprensa local. Se acontecer alguma retaliação agora ninguém ficará sabendo. Mas são só alguns tibetanos, quem se importa não é mesmo?

Terremotos

Dois terremotos marcaram o ano de 2008. Um na província de Sichuan, oeste da China. Atingiu 7,8 na escala Richter e matou, segundo dados oficiais, quase 70 mil pessoas. No país com a maior população absoluta da Terra no geral, qualquer terremoto é desastroso. Mas esse atingiu uma área densamente povoada e vários prédios ruíram. O resultado só podia ser esse: tragédia.
Já no Brasil, um inesperado terremoto atingiu a Grande São Paulo, atingindo 5,2 na escala Richter. Em muitos lugares foi sentido, mas nenhum grande estrago foi relacionado à ele. Isso porque o seu epicentro foi no Oceano Atlântico, a 215 km da costa brasileira. Com a quase inexistência de tremores nessa escala no Brasil, pode-se dizer que se ele ocorresse no nosso território o estrago seria grande. Bem grande.

Guerras e distúrbios à paz

Esse ano foi marcado por tragédias causadas pelos seres humanos. Enquanto as Olimpíadas começavam, começava também uma guerra, na Geórgia. Além da Geórgia enfrentando os Russos na Ossétia, tivemos também o ataque dos Mujahedin do Deccan, na Índia. Três alvos, dois hotéis e o Centro Judaico. Resultado: 172 mortos. Em Atenas, um policial matou um estudante, o que desencadeou um processo de revolta e todo tipo de manifestações contra o governo. Esse é um processo que está ainda longe de acabar.

Sapatada no Bush
Mais uma para o governo "histórico" do Bush. Na última visita ao Iraque, um jornalista fez duas das mais graves ofensas a uma pessoa, de acordo com o religião muçulmana: atirou-lhe um sapato e o chamou de cachorro. Algumas coisas são notáveis nesse acontecimento: a pontaria do repórter é coisa de louco, ele deve ter treinado bastante. A boa forma do Bush é invejável, afinal ele não chegou nem perto de tomar uma sapatada. Nas próximas coletivas de presidentes dos EUA sapatos serão proibidos. E para o repórter, alguns ossos quebrados e alguns anos de cadeia. Além, é claro, da simpatia de metade dos habitantes do planeta (estou chutando baixo, hein?).

Israel x Hamas

Complicado. Para terminar o ano bem e começar o próximo melhor ainda, Israel resolveu ir à forra dos mísseis palestinos que já mataram quatro pessoas em território israelense. Até agora a contagem já está perto dos quatrocentos mortos no quinto dia de conflitos, no lado palestino da coisa. E israel acaba de afirmar que está somente na primeira fase da operação e já convocou mais 6500 reservistas para integrarem-se ao exército, reforçando ainda mais a possibilidade de uma invasão por terra acontecer.
As grandes nações do mundo já se pronunciaram: EUA e Alemanha dizem que Israel tem o direito à retaliação enquanto caírem mísseis palestinos em seu território. A França polidamente pediu um cessar fogo humanitário de 48 horas, recusado por Israel. Todos dizem querer a paz, principalmente os israelenses. Mas pelos seus atos, eles mostram que só entendem a paz da mesma forma que Hutus e Tutsis a discutem em Ruanda: o genocídio (dos palestinos, é claro). E seguem atacando com a sutileza de um rinoceronte em uma loja de cristais, matando tudo o que passar na frente dos mísseis.

Para que paz?
Bom 2009 a todos. (Isso se for possível)

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Guerra!

Não dá para deixar terminar o mês sem comentar da guerra que ocorreu na Geórgia, país da antiga União Soviética. No conflito, o exército georgiano entrou na província autônoma da Ossétia do Sul (seu próprio território) para tentar reprimir uma tentativa de independência. Como a maioria dos habitantes dessa região tem passaporte russo, a Russia enviou seus exércitos, invadindo a Geórgia, com o pretexto de proteger seus cidadãos. Os EUA reagiram imediatamente, dizendo que poderiam até pedir sanções econômicas à Russia, sua retirada do G-8 (grupo dos países mais industrializados do mundo), entre outras. A União Européia também chegou a cogitar sanções à Russia, já descartadas pela diplomacia francesa, atualmente no controle rotativo da União Européia.
Ao que parece toda essa movimentação militar é apenas uma cortina de fumaça, utilizada para esconder coisas maiores. Os EUA querem de toda forma criar uma rede de escudos anti-mísseis para proteger seus aliados na europa, atitude essa que não agrada nem um pouco à Moscou. Não é à toa, afinal não seria a primeira vez que os EUA se colocam em posição de atacar posições militares russas, assim como grandes cidades. Durante a Guerra Fria, foram instalados mísseis nucleares na Turquia, todos apontados para a URSS. Em resposta, os soviéticos mandaram instalar ogivas nucleares em Cuba, apontadas para os EUA. Depois de treze dias de negociações tensas, nem lá nem cá. Os mísseis voltaram para a URSS e os que estavam na Turquia foram retirados. Esse episódio ficou conhecido como a Crise dos Mísseis.
Depois de todo esse confronto verbal, um acordo de cessar-fogo foi assinado, mediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy. A Rússia reconheceu então a independência de duas regiões autônomas da Geórgia, a Ossétia do Sul e a Abkázia. É claro, não houve ainda confirmação se se tornarão mesmo países independentes ou se haverá uma proposta de anexação à própria Rússia.
Depois de mandar para a região mais navios e tropas e contrabalançar com as tropas norte-americanas que estão fazendo "ajuda humanitária" na região, a Rússia testou na última terça-feira, 26/08, um novo tipo de míssel de médio alcance, o RS-24. Novidade? Só uma: esse míssel é capaz de perfurar escudos anti-mísseis que existam e que possam ser construídos no futuro, de acordo com Moscou. Será que dá para entender agora porque apesar da sua economia em crise a Rússia está no G-8? Ou porque tem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU? A Guerra fria pode até ter acabado, mas esse conflito na Geórgia ainda vai dar muito o que falar. Com certeza voltaremos a falar disso em outras postagens.
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Pense!

"Quem não raciocina é fanático, quem não sabe raciocinar é um imbecil e quem não ousa raciocinar é um escravo"
W. Brumon

Sobre o autor!

Minha foto
Sou apenas um brasileiro, professor de Geografia, crítico da Política e das "politicalhas" que vejo todos os dias por aí. Sou um cara simpático com meus alunos e amigos, totalmente antipático com e que não acredita mais em política, que gosta muito de dar aula, principalmente pela liberdade de expressar minhas opiniões e discutí-las com os alunos. Gosto de viajar, gosto do bom e velho Rock'n'Roll. Gosto muito de Geografia e de estudar os "matos" desse país. Acho mesmo que nasci no país errado: prefiro campo a praia, vinho a cerveja, frio a calor, morenas a loiras, honestidade ao famoso "jeitinho brasileiro". Enfim isso tudo. Quem quiser saber mais pergunte para meus amigos e alunos.

Sobre o Blog!

Olá a todos.


Estamos caminhando por um mundo globalizado que não enxerga diferenças mais do que econômicas, por isso esse é um dos focos dos atuais estudos geográficos. Como amante, seguidor e professor dessa velha matéria, me sinto na responsabilidade de passar as idéias e atualidades desse contexto para os meus alunos e amigos, como quaisquer outros seguidores que vierem.

A visão é de uma pessoa que passou por diversas dificuldades e ainda passa, vivendo na periferia e tentando, a partir dela, criar certa resistência ao processo de desmonte da educação como um todo que acontece hoje no nosso país. Portanto, continuem se sentindo em casa, e não se esqueçam de comentar e dar suas opiniões sobre cada postagem. Como sempre, respondo aos comentários o mais breve possível.



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