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Socialismo às escuras!

No ano de 2010 todos os problemas do Estado Venezuelano começaram a emergir. Obviamente, a cubanização de um país não pode trazer coisas boas, a não ser para a classe dominante dele.
Em meio a denúncias de enriquecimento ilícito de toda a sua família, Hugo Chávez agora administra um país à beira do caos. Para se ter uma idéia, o governo recomendou aos habitantes que eles economizem energia elétrica ao ir ao banheiro a noite, ou seja, não dá nem para se limpar com as luzes acesas. Além disso, as indústrias que não economizarem energia elétrica sofrerão intervenção do governo e podem até ser estatizadas. Tudo muito democrático.
Além disso, um novo sistema de câmbio foi colocado em prática, um para os venezuelanos e outro para o resto. O dinheiro foi desvalorizado e os preços dos produtos sofreram alta, o que é comum em casos de desvalorização. Para evitar isso, o exército foi para as ruas e tinha ordem de fechar as lojas que reajustassem os preços. Tudo isso em uma situação de empobrecimento do país, por causa da queda dos preços intenacionais do petróleo, principal produto de exportação do país. Fica claro assim que uma ditadura está em funcionamento nesse país, só não enxerga quem não quer. A utilização de estratégias democráticas, como plebiscitos, não faz de um governo democrático. Saddam Hussein era o presidente eleito do Iraque e era considerado um ditador. Ahmadnejad é presidente do Irã, um dos países mais fechados do mundo.
Não me incomoda tanto assim termos uma convergência à esquerda na América Latina e a proliferação de governos ditatoriais ao redor do mundo. Me incomoda o governo brasileiro tentando convergir para esse mesmo lado, fazendo comércio e defendendo governos que matam pessoas e se camuflam de democracias. Mais perigoso que isso só se o nosso governo se tornasse um desses Estados que defendem a "ditadura do proletariado". O plano já está pronto e está sendo colocado em prática nos últimos sete anos. Nesse momento o Brasil está tentando construir uma dessas ditaduras disfarçadas de democracia, iniciando com o Plano Nacional de Direitos Humanos o processo de cubanização do Brasil. O Lula criou a base. Se seguirem no poder, um novo Estado Brasileiro surgirá e ele fará sombra histórica às bobagens que os governos ditatoriais já fizeram no Brasil.
A Venezuela é apenas um espelho do que pode se tornar o Brasil daqui para frente. A construção de um Estado democrático é muito mais difícil do que um Estado ditatorial. Além disso, a tentação do poder é muito grande e quando Chávez tomou o poder ele se sentiu na possibilidade de entrar para a história como o sucessor de Fidel. Infelizmente, existem pessoas que acreditam que ditaduras como a cubana precisam de sequência. E algumas delas estão no Brasil.
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Pequeno grande império comunista!

Ditaduras controlando grandes massas populares, tecnologias destrutivas e fazendo ameaças de guerra não são nenhuma novidade. Só para citar alguns, podemos ficar com Gengis Khan, Adolf Hitler e as religiões que mataram indiscriminadamente em nome de Deus (seja ele qual for).
Mas devemos agora parar e prestar atenção em uma ditadura em especial, a de Kim Jong Il na Coréia do Norte.
Primeiro devemos entender o que aconteceu. Esse país surge da divisão da península da Coréia depois da Segunda Guerra Mundial, a porção norte sendo controlada pelos soviéticos e a porção sul pelos estadunidenses. Enquanto a Coréia do Sul se desenvolveu aos moldes capitalistas, com todas as vantagens e mazelas que isso carrega, a Coréia do Norte se fechou para o mundo, como normalmente fazem as ditaduras comunistas.
Estabelecida por Kim Il-sung, pai do atual ditador no fim da década de 1940, essa Coréia fica sob seu domínio completo até 1994, quando ele morre e os poderes de líder absoluto passam para seu filho, Kim Jong Il, o maluco do momento. Nesse ponto também vale a ressalva que, pelo que me lembre, esse é o único caso de Monarquia Comunista no mundo. Reza a lenda que ele já está preparando seu primogênito para assumir seu lugar quando morrer.
Essa é mais uma que devemos ao agora ex-lider mundial que o mundo adora odiar, George W. Bush, que deixou de cumprir um acordo de envio de combustíveis para a Coréia do Norte em troca da desistência dos planos de desenvolvimento nuclear desse país.
Agora a Coréia do Norte entrou para o seleto grupo de países que detém a bomba atômica e como seu líder é pancada da cabeça é capaz de passar por ela usá-la. Sinceramente não creio que isso aconteça, deve ser mais uma forma de pressionar as autoridades internacionais e dizer: "nos deixem quietos, temos boas cartas nas mãos". Óbvio que isso não tranquiliza nem um pouco os sul-coreanos nem os japoneses, odiados por Jong Il. E os testes com mísseis intercontinentais só aumentam o problema.
O que mais preocupa é que o governo estadunidense criou um grupo seleto de países chamados de Eixo do Mal, países que agiriam de forma antidemocrática no mundo, entre outras coisas. Ao fazer isso, foi criado até de maneira ingênua um grupo de ajuda mútua, que se concretizado, pode criar problemas no mundo. Especialmente se juntarmos a Jong Il o maluco do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadnejad e sua alta tecnologia em mísseis. Já imaginou essa dobradinha no ataque?
Mesmo não acreditando em uma guerra na região, é sempre bom ficar com um pé atrás com esses tipos malucos no poder. E a humanidade bem que podia aprender com seus próprios erros, não? As monarquias já não predominantes no mundo e o comunismo nunca existiu na prática. Que combinação para um governo nuclear.
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Revolucionários X Reacionários

Nas discussões a respeito da ocupação da reitoria da USP, muitas coisas já foram ditas, muitas delas certas, de parte a parte. Para quem está no olho do furacão, ou seja, funcionário e alunos, esclarecimentos. Primeiro, a ocupação em si fez com que a greve fosse vista e comentada fora da USP, coisa que não aconteceu nos movimentos anteriores. Segundo, muitas das reinvindicações são válidas, como manter a autonomia universitária ou contratar professores para o lugar daqueles que se aposentam. O governo estadual, como sempre, mostra a sua incompetência ao impor essas decisões sem consultar os futuramente afetados. Ações desse tipo sempre têm uma reação em contrário. O ato da ocupação foi essa resposta e toda a pauta de discussões foi elaborada em cima dos decretos estaduais. Descontando o impasse infantil em que se encontram as negociações (só negocio se desocupar, só desocupo se negociar), a situação se torna a cada dia mais instável entre aqueles que ocupam e os que são contra a ocupação. Parece que pouco importa o resultado, só se os "reacionários" ou os "revolucionários" vão ganhar a parada. Dividir o mesmo ponto de vista não é obrigação de ninguém, mas aceitar o ponto de vista dos outros é, no mínimo, prova de inteligência.
Dessa forma, sou obrigado a poderar: aqueles que não querem a ocupação deveriam ao menos tentar entender o ponto de vista dos outros. E discutí-los. Aqueles que estão ocupando a reitoria deveriam explicar melhor seus pontos de vista, como por exemplo o ponto 7 das reivindicações: Arquivamento do processo de modificação das regras de cancelamento de matrícula dos estudantes da USP. No ponto 10, uma contradição: exige-se a construção de novos prédios para aumentar o número de vagas, mas exige-se que não sejam retirados os moradores atuais. E os irregulares, ficam mesmo sem ter direito? No ponto 13, os estudantes se posicionam pelo direito à liberdade política e cultural e pela retirada da polícia do interior do campus. Quanto às liberdades, eu entendo e concordo. Mas será que existe algum motivo aceitável para a polícia não poder entrar no campus, algo que ultrapasse a barreira da década de 80? No entanto, o ponto que mais me chamou a atenção foi o 12, trancrito a seguir: Que nenhuma punição - sindicâncias ou demais processos administrativos e repressivos - seja tomada contra os alunos com relação à ocupação da Reitoria, a qual se deu devido à ausência do representante legal da Reitoria na audiência pública convocada pelos estudantes no Anfiteatro de Geografia e pelo impedimento da entrada dos estudantes na Reitoria para a entrega de sua pauta de reivindicação, neste presente dia. E que todas as sindicâncias e demais processos administrativos levantados contra estudantes sejam retirados. Não consegui entender. No movimento democrático, existem ganhos e perdas. E existem consequências. Se as pessoas só entram em um movimento que não possa ter nehuma consequência, que aprendizado tirar disso tudo? Lembro que estou falando mais dos ocupantes por ter partido deles o ato de ocupar. Por esse motivo eles têm que explicar o fundamento de seus atos. E também por que não consigo ver nada de democrático em pessoas sem direito ocupando vagas do CRUSP, em extensões de prazo para jubilamento ou em arquivamento de processos seja contra quem for, pelo motivo que for. Enquanto as pessoas não entenderem que a democracia é feita de perdas e ganhos e que atitudes como o cartaz e o texto aí em cima não torna muito diferentes os dois lados, vai ficar difícil. Não se pode imaginar que democracia é que todos concordem com tudo. E se discordar de algo não é democrático, meu Deus, criaram uma nova democracia! Uma que eu não conheço.
P. S. Todas as imagens e citações são do blog da ocupação (ocupacaousp.noblogs.org). Não consigo deixar de estranhar a linguagem utilizada, muito parecida com a de partidos políticos. Mas comento sobre isso em outra oportunidade.

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Democracia à la Chávez!

Nesse último final de semana, no dia 27/05/07, terminou a concessão da RCTV, a mais antiga e popular rede de televisão da Venezuela. Nesse país, controlado por um ditador de nome Hugo, liberdade de expressão e de imprensa não parecem ter a menor importância.
A Venezuela, na verdade República Bolivariana da Venezuela, tem como lei principal a constituição bolivariana, aceita com maioria esmagadora pela população quando proposta por Chávez. Ela tenta resgatar os conceitos de administração de Simón Bolivar, herói de guerra e ditador da Colômbia. Mas Bolívar visava o bem do povo e (por estranho que pareça) democratizar os bens públicos para a população. Alías, democracia (governo do povo) parece ser um conceito desconhecido por Chávez. Quanto a dizer que o governo venezuelano compartilha das idéias socialistas, basta avisar ao senhor presidente que o socialismo era um estágio intermediário entre o capitalismo e o comunismo, em que uma burocracia organizaria o país para a igualdade entre as pessoas e onde os trabalhadores seriam os dirigentes da nação. Não parece que o senhor Chávez esteja preparando a Venezuela para que a maioria, o povo, chegue ao poder. Isso signignifica que ele também desconhece o significado do socialismo.
Talvez Hugo Chávez devesse se comparar a um outro ditador, sem é claro a capacidade intelectual dele, e mudar o nome do país para República Hitleriana da Venezuela. Afinal, o nacional-socialismo de Hitler é muito mais parecido com os métodos adotados por Chávez, como calar uma estação de TV que fazia oposição à ele. Ou talvez, em um delírio megalomaníaco, chamar o país de República Chavista da Venezuela. Talvez não caísse bem, mas bem que ele gostaria.
Não sei sinceramente o que me preocupa mais: as atitudes de Chávez, usando a imagem de ídolos do passado para enganar e manipular o povo, o fato de no Equador e Bolívia estarem no poder "filhotinhos" de Chávez, prometendo fazer bobagens tão grandes quanto a da Venezuela ou a postura estática de países como Brasil e Argentina, notadamente os mais importantes geopoliticamente da América do Sul. Para refrescar a memória, Simón Bolívar pensava assim sobre o povo e como um governante deve agir: "O povo é mais sábio que todos os sábios(...) A vontade nacional será o meu guia e nada poderá impedir que me consagre ao seu serviço e de conduzir este povo onde ele quiser". Se tornar um ditador, confiscar empresas transnacionais, calar opositores, colocar o nome de Bolívar na constituição do país, nada disso fará de Chávez um Bolívar!

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Pense!

"Quem não raciocina é fanático, quem não sabe raciocinar é um imbecil e quem não ousa raciocinar é um escravo"
W. Brumon

Sobre o autor!

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Sou apenas um brasileiro, professor de Geografia, crítico da Política e das "politicalhas" que vejo todos os dias por aí. Sou um cara simpático com meus alunos e amigos, totalmente antipático com e que não acredita mais em política, que gosta muito de dar aula, principalmente pela liberdade de expressar minhas opiniões e discutí-las com os alunos. Gosto de viajar, gosto do bom e velho Rock'n'Roll. Gosto muito de Geografia e de estudar os "matos" desse país. Acho mesmo que nasci no país errado: prefiro campo a praia, vinho a cerveja, frio a calor, morenas a loiras, honestidade ao famoso "jeitinho brasileiro". Enfim isso tudo. Quem quiser saber mais pergunte para meus amigos e alunos.

Sobre o Blog!

Olá a todos.


Estamos caminhando por um mundo globalizado que não enxerga diferenças mais do que econômicas, por isso esse é um dos focos dos atuais estudos geográficos. Como amante, seguidor e professor dessa velha matéria, me sinto na responsabilidade de passar as idéias e atualidades desse contexto para os meus alunos e amigos, como quaisquer outros seguidores que vierem.

A visão é de uma pessoa que passou por diversas dificuldades e ainda passa, vivendo na periferia e tentando, a partir dela, criar certa resistência ao processo de desmonte da educação como um todo que acontece hoje no nosso país. Portanto, continuem se sentindo em casa, e não se esqueçam de comentar e dar suas opiniões sobre cada postagem. Como sempre, respondo aos comentários o mais breve possível.



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