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Queda nos lucros!
Aparentemente a teimosia do setor de supermercados em ter lucros abusivos deixando de distribuir as sacolas plásticas pagas pelo consumidor não teve bons resultados. Mas não custa tentar, certo? Ao que parece o gado não ruminou como se esperava, quero dizer, o povo não achou engraçado ter de carregar as compras nas mãos, tudo misturado dentro de mochilas ou caixas de papelão de sabão em pó, muito menos ter de comprar a solução oferecida, ou seja, sacolas plásticas para carregar as compras. Parece que até para idiotice existe limite e, dessa vez, o limite da idiotice foi atingido.
No dia 28/06/12 a justiça determinou que os supermercados voltassem a entregar as sacolas plásticas para a população, o que foi cumprido por todas as bandeiras de supermercados. Não que eles não estivessem gostando da ideia de colocar em prática as táticas mafiosas de cobrar por proteção, quer dizer, criar um problema para os consumidores economizando dinheiro e ainda lucrar vendendo a solução para o seu refém, quer dizer, seu consumidor.
Um problema que se achava não interferiria nos lucros seria a queda nas vendas, afinal o consumidor deve consumir, certo? Até certo ponto sim, mas aquelas vendas que o consumidor fazia por instinto ou para aproveitar promoções diminuíram bastante, afinal como carregar caixas de leite sem as sacolas, por exemplo? Isso atrapalhou os planos de lucros exorbitantes sem nenhuma consequência e por isso os supermercados nem devem ter achado tão ruim assim voltar a entregar as sacolinhas plásticas. Apenas um teste que deu errado, resta esperar qual será o próximo.
Parando com as metáforas, a coisa é clara: os supermercados acharam que iriam faturar rios de dinheiro deixando de distribuir as sacolinhas plásticas que cobram dos consumidores desde sempre, cerca de cinco milhões de reais por ano. Ainda lucrariam muito dinheiro vendendo a solução para os pobres infelizes dos consumidores que não tinham opção a não ser comprar as soluções vendidas por eles. E, é claro, colocando a culpa de tudo isso no meio ambiente e na falsa preocupação com o lixo e com a poluição. Felizmente dessa vez a justiça fez com que valesse o bom senso e o consumidor não fosse enganado pelo falso discurso ambientalista.
Quando se fala em poluição e meio ambiente não recomendo que as vozes ouvidas sejam as das grandes corporações capitalistas, por motivos óbvios. Para elas o lucro é a única finalidade, é a razão da sua existência. Por isso acreditar que elas abririam mão de seus lucros para preservar o meio ambiente é no mínimo idiotice
Educação!
Números e indicadores mostram que a educação no Brasil tem melhorado. Até é verdade, mas não vamos ficar convencidos. Estar mergulhado no esgoto e chegar à tona para respirar não é de se comemorar, a não ser que você não saiba absolutamente nada sobre educação, como é o caso do ministro da educação do governo Lula, Fernando Haddad. Muito fácil brincar com números, dizer que são mentirosos. Muito fácil também fazer como o governo do estado de SP, dizer que colocou dois professores nas salas de aula, aumentou salários pelos resultados obtidos. Muito simples.
Mas na periferia as escolas contunuam castigadas, sem espaços adequados, professores mal pagos e que atuam apenas pelo amor à profissão e aos alunos, convivendo com armas e tráfico de drogas em muitas delas.
A realidade é muito diferente daquilo que pregam os sabe-tudo da educação no Brasil. Os alunos ainda saem das escolas semi-analfabetos, sem preparo para o mercado de trabalho ou para a vida política a que ele teria direito se não fosse um analfabeto político. A palavra é despreparo, tanto da infraestrutura, quando de uma parte do corpo docente. Não sairão bons alunos, salvo raras exceções, de escolar mau preparadas com professores desqualificados, despreparados ou desinteressados. Mas como eu já disse, para mim isso tudo é de propósito e o objetivo é ter rebanhos cada vez mais tranquilos para pastorear. A elite econômica do país prepara seus filhos em escolas boas, eles farão faculdade de boa qualidade e se tornarão a elite pensante e administrativa do país. Para que esse 1% da população continue controlando 90% da riqueza do país. Não importa o que dizem os números: o Brasil continua sendo um país de analfabetos e os brasileiros acham isso legal. Deve ser por não saber fazer contas.
Outra coisa que deve ser destacada na educação do Brasil é a completa incompetência que o governo federal tem de realizar o Enem. Mais uma vez o exame virou motivo de raiva para quem fez a prova e piada para quem não fez. Dessa vez a prova não "vazou" inteira, foi só o tema da redação lá para os lados do Piauí. Mas havia gabarito errado, provas mal montadas, questões sobrando e faltando, folhas de resposta invertidas. Uma nova prova para os nove mil e quinhentos prejudicados foi feita, o que fere o princípio de todo o concurso público de que todos terão igualdade de condições, ou seja, o mesmo tempo para estudar e as mesmas questões para resolver. Se o Brasil fosse um país sério, a prova seria anulada. Mas como somos uma piada de mal gosto...
Mas na periferia as escolas contunuam castigadas, sem espaços adequados, professores mal pagos e que atuam apenas pelo amor à profissão e aos alunos, convivendo com armas e tráfico de drogas em muitas delas.
A realidade é muito diferente daquilo que pregam os sabe-tudo da educação no Brasil. Os alunos ainda saem das escolas semi-analfabetos, sem preparo para o mercado de trabalho ou para a vida política a que ele teria direito se não fosse um analfabeto político. A palavra é despreparo, tanto da infraestrutura, quando de uma parte do corpo docente. Não sairão bons alunos, salvo raras exceções, de escolar mau preparadas com professores desqualificados, despreparados ou desinteressados. Mas como eu já disse, para mim isso tudo é de propósito e o objetivo é ter rebanhos cada vez mais tranquilos para pastorear. A elite econômica do país prepara seus filhos em escolas boas, eles farão faculdade de boa qualidade e se tornarão a elite pensante e administrativa do país. Para que esse 1% da população continue controlando 90% da riqueza do país. Não importa o que dizem os números: o Brasil continua sendo um país de analfabetos e os brasileiros acham isso legal. Deve ser por não saber fazer contas.
Outra coisa que deve ser destacada na educação do Brasil é a completa incompetência que o governo federal tem de realizar o Enem. Mais uma vez o exame virou motivo de raiva para quem fez a prova e piada para quem não fez. Dessa vez a prova não "vazou" inteira, foi só o tema da redação lá para os lados do Piauí. Mas havia gabarito errado, provas mal montadas, questões sobrando e faltando, folhas de resposta invertidas. Uma nova prova para os nove mil e quinhentos prejudicados foi feita, o que fere o princípio de todo o concurso público de que todos terão igualdade de condições, ou seja, o mesmo tempo para estudar e as mesmas questões para resolver. Se o Brasil fosse um país sério, a prova seria anulada. Mas como somos uma piada de mal gosto...
Hora do planeta!
Está marcada para hoje a iniciativa da ONG WWF, a Hora do Planeta. Quem aderir ao movimento, deve apagar as luzes de casa por uma hora, à noite. Tudo isso para preservar o mundo do aquecimento global.
Bom, o próprio aquecimento global é bastante discutível, e qualquer pesquisador sério tem de admitir que existem mais dúvidas do que certezas quando se fala em aquecimento do planeta. É mais provável mesmo que não haja um consenso e que não exista um fenômeno global e sim bastante localizado espacial e temporalmente. Mas não é sobre o aquecimento que quero falar, mas sim do evento de hoje. Não existe uma efetividade comprovada sobre o movimento, uma vez que ele é voluntário e não se pode ter certeza de quantas pessoas aderiram. Mas sabe-se que os jantares a luz de velas que os restaurantes vão servir hoje ajudarão a aumentar a poluição, afinal velas são de parafina, que são compostos de carbono e hidrogênio. Não me parece ser muito inteligente combater o aquecimento global queimando carbono, mas tudo bem. Aliás, para um país que tem a maior produção de energia renovável, apagar as luzes por uma hora para diminuir o aquecimento global é meio ineficiente. Poderíamos sim parar de consumir a madeira da Amazônia e de gastar papel para fazer propaganda da Hora do Planeta nos principais jornais, como no Estadão desse domingo, que tinha três folhas inteiras sobre isso, como capa promocional de alguns cadernos do jornal. Muito ecológico.
Além disso, o Brasil é pioneiro em economizar energia elétrica com fins ecológicos ou não. Em novembro de 2009, 18 das 27 unidades da federação no Brasil participaram de um ato desse, criminosamente chamado por parte da sociedade de APAGÃO! Mas o governo, que afirmava categoricmante que não haveria apagão depois afirmou categoricamente que foi tudo culpa das chuvas. Eu não consegui acreditar, e você? O governo perdeu uma grande oportunidade de se nostrar ecológico e dizer que inovou na economia de energia e, portanto, no desgaste do planeta. Deixamos então para o Hugo Chávez, que deu uma semana de folga para o povo no feriado da semana santa para economizar energia. Quem diria, perdemos mais uma para o Chávez.
E se você quiser acreditar que apagar as luzes por uma hora significa alguma coisa, respondo eu: você está certo! Quanto menos energia você gastar, menor será sua conta de luz. Economia, pessoal. Economia!
Bom, o próprio aquecimento global é bastante discutível, e qualquer pesquisador sério tem de admitir que existem mais dúvidas do que certezas quando se fala em aquecimento do planeta. É mais provável mesmo que não haja um consenso e que não exista um fenômeno global e sim bastante localizado espacial e temporalmente. Mas não é sobre o aquecimento que quero falar, mas sim do evento de hoje. Não existe uma efetividade comprovada sobre o movimento, uma vez que ele é voluntário e não se pode ter certeza de quantas pessoas aderiram. Mas sabe-se que os jantares a luz de velas que os restaurantes vão servir hoje ajudarão a aumentar a poluição, afinal velas são de parafina, que são compostos de carbono e hidrogênio. Não me parece ser muito inteligente combater o aquecimento global queimando carbono, mas tudo bem. Aliás, para um país que tem a maior produção de energia renovável, apagar as luzes por uma hora para diminuir o aquecimento global é meio ineficiente. Poderíamos sim parar de consumir a madeira da Amazônia e de gastar papel para fazer propaganda da Hora do Planeta nos principais jornais, como no Estadão desse domingo, que tinha três folhas inteiras sobre isso, como capa promocional de alguns cadernos do jornal. Muito ecológico.
Além disso, o Brasil é pioneiro em economizar energia elétrica com fins ecológicos ou não. Em novembro de 2009, 18 das 27 unidades da federação no Brasil participaram de um ato desse, criminosamente chamado por parte da sociedade de APAGÃO! Mas o governo, que afirmava categoricmante que não haveria apagão depois afirmou categoricamente que foi tudo culpa das chuvas. Eu não consegui acreditar, e você? O governo perdeu uma grande oportunidade de se nostrar ecológico e dizer que inovou na economia de energia e, portanto, no desgaste do planeta. Deixamos então para o Hugo Chávez, que deu uma semana de folga para o povo no feriado da semana santa para economizar energia. Quem diria, perdemos mais uma para o Chávez.
E se você quiser acreditar que apagar as luzes por uma hora significa alguma coisa, respondo eu: você está certo! Quanto menos energia você gastar, menor será sua conta de luz. Economia, pessoal. Economia!
Grau de investimento. E eu com isso?
A agência de classificação de risco internacional Standart & Poor's acaba de reclassificar o Brasil como país com grau de investimento. Na prática, o que isso significa? Significa que a política econômica estável aumenta a credibilidade do Brasil, aumentando consequentemente as perspectivas para investimento internacional direto no país.
Para que isso acontecesse contribuíram a estabilidade política do país, a diminuição da dívida externa e o cumprimento de metas econômicas. E pode-se dizer que a estabilidade econômica tem muito a ver com a não ingerência do governo no Banco Central. Ou seja, quanto menos os políticos se metem na economia do país, melhor ela fica. Mas as notícias não são apenas boas.
Quando aumentou a classificação do Brasil, a mesma agência deu algumas dicas para que o país continue no caminho certo. Nada de novo, apenas uma sequência necessária para que o país cresça ainda mais: diminuir gastos públicos é essencial, algo que não anda ocorrendo, muito pelo contrário. A taxa de juros continua sendo a mais alta do planeta e ela precisa abaixar. Outro fato é que a infra-estrutura brasileira está estagnada e é insuficiente, o que diminui os investimentos externos e o crescimento econômico. Parece que a lição de casa foi feita, mas não toda.
Deve-se considerar também que o aumento de divisas estrangeiras no país tende a desvalorizar ainda mais o Dólar perante o Real, prejudicando os exportadores. Estes já começaram a reclamar, mas não estão lembrando de um fato essencial: o Brasil ainda é muito atrativo para o capital especulativo, afinal a taxa de juros reais do país ainda é a mais alta do mundo, portanto muito lucrativa. O valor do Dólar vai depender não só da quantidade de dinheiro que estrará no país daqui para frente, mas também para que ele entra. Investimento direto e capital especulativo são bastante diferentes.
Quem se favorece desse cenário são as grandes transnacionais que podem fazer investimentos considerados mais seguros, uma vez que o mercado estadunidense não é muito atrativo no momento. As economias emergentes como o Brasil são uma boa alternativa e o país pode se beneficiar disso. O governo só não pode esquecer duas coisas: a primeira é que não se deve tirar benefício eleitoral desse fato, afinal a política economica do PT é, na verdade, Tucana. A segunda é que esses investimentos sendo feitos nos lugares certos, podem levar o país a um patamar nunca alcançado: o de potência econômica mundial. Afinal temos matéria-prima, mão de obra barata, indústrias de última geração, enfim, temos toda a condição de crescer e chegar perto daquele "país do futuro" tão propagado há décadas. Mas o governo federal têm de entender que isso leva um tempo maior do que dois mandatos. E aumentar o número de mandatos do Lula, além de não ser nada democrático, não resolve o problema. A estabilidade se conquista pela persistência na idéia de fazer o melhor para o povo, independente do nome que esteja na presidência, usando da melhora econômica para distribuir melhor a renda. Só assim essa nova classificação ajudará de verdade o povo brasileiro.
Para que isso acontecesse contribuíram a estabilidade política do país, a diminuição da dívida externa e o cumprimento de metas econômicas. E pode-se dizer que a estabilidade econômica tem muito a ver com a não ingerência do governo no Banco Central. Ou seja, quanto menos os políticos se metem na economia do país, melhor ela fica. Mas as notícias não são apenas boas.
Quando aumentou a classificação do Brasil, a mesma agência deu algumas dicas para que o país continue no caminho certo. Nada de novo, apenas uma sequência necessária para que o país cresça ainda mais: diminuir gastos públicos é essencial, algo que não anda ocorrendo, muito pelo contrário. A taxa de juros continua sendo a mais alta do planeta e ela precisa abaixar. Outro fato é que a infra-estrutura brasileira está estagnada e é insuficiente, o que diminui os investimentos externos e o crescimento econômico. Parece que a lição de casa foi feita, mas não toda.
Deve-se considerar também que o aumento de divisas estrangeiras no país tende a desvalorizar ainda mais o Dólar perante o Real, prejudicando os exportadores. Estes já começaram a reclamar, mas não estão lembrando de um fato essencial: o Brasil ainda é muito atrativo para o capital especulativo, afinal a taxa de juros reais do país ainda é a mais alta do mundo, portanto muito lucrativa. O valor do Dólar vai depender não só da quantidade de dinheiro que estrará no país daqui para frente, mas também para que ele entra. Investimento direto e capital especulativo são bastante diferentes.
Quem se favorece desse cenário são as grandes transnacionais que podem fazer investimentos considerados mais seguros, uma vez que o mercado estadunidense não é muito atrativo no momento. As economias emergentes como o Brasil são uma boa alternativa e o país pode se beneficiar disso. O governo só não pode esquecer duas coisas: a primeira é que não se deve tirar benefício eleitoral desse fato, afinal a política economica do PT é, na verdade, Tucana. A segunda é que esses investimentos sendo feitos nos lugares certos, podem levar o país a um patamar nunca alcançado: o de potência econômica mundial. Afinal temos matéria-prima, mão de obra barata, indústrias de última geração, enfim, temos toda a condição de crescer e chegar perto daquele "país do futuro" tão propagado há décadas. Mas o governo federal têm de entender que isso leva um tempo maior do que dois mandatos. E aumentar o número de mandatos do Lula, além de não ser nada democrático, não resolve o problema. A estabilidade se conquista pela persistência na idéia de fazer o melhor para o povo, independente do nome que esteja na presidência, usando da melhora econômica para distribuir melhor a renda. Só assim essa nova classificação ajudará de verdade o povo brasileiro.
Juros e reclamações altos!
Neste mês o Banco Central do Brasil aumentou as taxas básicas de juros, conhecida como Taxa Selic. Já não se fazia isso há mais de dois anos e isso teve várias repercussões. O governo federal fez questão de dizer que era contra (o PT até divulgou nota no site oficial repudiando o aumento), os industriais são contra pois isso diminui o consumo e freia o desenvolvimento do país, diminuindo sua capacidade de competir no exterior.
Tudo isso não é mentira, aumentar a taxa de juros dificulta o acesso aos financiamentos, importantíssimos hoje na ampliação das vendas de carros e imóveis no geral, assim como de todos os outros bens duráveis e não duráveis. Então porque o aumento?
Na ata, o Comitê de Política Monetária diz que o aumento visa diminuir o impulso do consumidor, o que levaria a um risco de aumento da inflação. Também foi levado em conta o aumento dos preços das commodities, matérias-primas essenciais ao mercado externo.
Quem viveu a época da inflação não tem nenhuma saudade dela, tanto mais corrosiva do salário quanto menores eram os vencimentos. Mas outras repercussões também são esperadas. Os sindicalistas, comerciantes e industriais esperam que haja menor investimento na produção, o que geraria uma queda no crescimento econômico previsto. Da mesma forma, o comércio terá mais dificuldade de vender seus produtos, o que significa maior número de desempregados. Menos empregados significa menos compras, menos dinheiro circulando. Bom para o Banco Central, pois a inflação estará controlada. Mas nada bom para os trabalhadores. E é exatamente essa espiral descendente que se quer evitar.
O assunto Taxa de Juros é tão sério que nos EUA a crise econômica chegou a um ponto em que o governo tenta estimular o consumo devolvendo dinheiro do Imposto de Renda aos contribuintes. Essa crise é agravada, adivinhem, pela falta de consumo. Tão contraditória essa vida. Tudo que os EUA querem é que seus habitantes consumam mais para aquecer a economia e evitar uma crise. Para isso as taxas de juros são mantidas bem baixas, para facilitar o acesso a financiamentos. Enquanto isso no Brasil desestimulamos a economia aumentando juros e dificultando a vida das pessoas para que a inflação não suba. Não sou economista, mas acredito que deva haver uma fórmula que possibilite um país crescer economicamente, com inflação controlada e com consumidores satisfeitos. Digo isso por que vemos esse cenário em outros países e nunca no nosso. Afinal de contas onde será que está o erro? Na economia não acredito, afinal estamos constantemente entre as 15 maiores economias do mundo, já há muito tempo. Parece que sou obrigado a cair novamente no contexto politico, em que os gastos dos governos em todos os níveis me parecem tão responsáveis pela alta da inflação quanto a conjuntura internacional ou o consumo interno. Gastos públicos têm subido vertiginosamente e, como já foi notado na crise dos cartões corporativos e nas viagens de governadores pela exterior, não são usados exatamente onde deviam. Depois reclamam que a taxa de juros no Brasil é a mais alta do mundo. Eu me preocupo mais com os gastos efetivos do que com as expectativas futuras. Se esses gastos equivocados não diminuírem, dificilmente melhoras virão. Ainda mais tendo no governo federal um presidente que não pode se reeleger tendo que usar a máquina pública para fazer seu sucessor (promessa do presidente), de um partido que nunca tinha estado no poder antes. É como diz o ditado popular: "gato que nunca comeu melado, quando come se lambuza". Se lambuzou... e não vai parar por aí.
Tudo isso não é mentira, aumentar a taxa de juros dificulta o acesso aos financiamentos, importantíssimos hoje na ampliação das vendas de carros e imóveis no geral, assim como de todos os outros bens duráveis e não duráveis. Então porque o aumento?
Na ata, o Comitê de Política Monetária diz que o aumento visa diminuir o impulso do consumidor, o que levaria a um risco de aumento da inflação. Também foi levado em conta o aumento dos preços das commodities, matérias-primas essenciais ao mercado externo.
Quem viveu a época da inflação não tem nenhuma saudade dela, tanto mais corrosiva do salário quanto menores eram os vencimentos. Mas outras repercussões também são esperadas. Os sindicalistas, comerciantes e industriais esperam que haja menor investimento na produção, o que geraria uma queda no crescimento econômico previsto. Da mesma forma, o comércio terá mais dificuldade de vender seus produtos, o que significa maior número de desempregados. Menos empregados significa menos compras, menos dinheiro circulando. Bom para o Banco Central, pois a inflação estará controlada. Mas nada bom para os trabalhadores. E é exatamente essa espiral descendente que se quer evitar.
O assunto Taxa de Juros é tão sério que nos EUA a crise econômica chegou a um ponto em que o governo tenta estimular o consumo devolvendo dinheiro do Imposto de Renda aos contribuintes. Essa crise é agravada, adivinhem, pela falta de consumo. Tão contraditória essa vida. Tudo que os EUA querem é que seus habitantes consumam mais para aquecer a economia e evitar uma crise. Para isso as taxas de juros são mantidas bem baixas, para facilitar o acesso a financiamentos. Enquanto isso no Brasil desestimulamos a economia aumentando juros e dificultando a vida das pessoas para que a inflação não suba. Não sou economista, mas acredito que deva haver uma fórmula que possibilite um país crescer economicamente, com inflação controlada e com consumidores satisfeitos. Digo isso por que vemos esse cenário em outros países e nunca no nosso. Afinal de contas onde será que está o erro? Na economia não acredito, afinal estamos constantemente entre as 15 maiores economias do mundo, já há muito tempo. Parece que sou obrigado a cair novamente no contexto politico, em que os gastos dos governos em todos os níveis me parecem tão responsáveis pela alta da inflação quanto a conjuntura internacional ou o consumo interno. Gastos públicos têm subido vertiginosamente e, como já foi notado na crise dos cartões corporativos e nas viagens de governadores pela exterior, não são usados exatamente onde deviam. Depois reclamam que a taxa de juros no Brasil é a mais alta do mundo. Eu me preocupo mais com os gastos efetivos do que com as expectativas futuras. Se esses gastos equivocados não diminuírem, dificilmente melhoras virão. Ainda mais tendo no governo federal um presidente que não pode se reeleger tendo que usar a máquina pública para fazer seu sucessor (promessa do presidente), de um partido que nunca tinha estado no poder antes. É como diz o ditado popular: "gato que nunca comeu melado, quando come se lambuza". Se lambuzou... e não vai parar por aí.
Taí o "espetáculo do crescimento"!!
By Silvio Villar11:43balança comercial, crescimento, economia, energia, gás, governo
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Tudo isso ocorre por causa dos gargalos na produção: redes materiais e imateriais, necessárias para o bom funcionamento do trinômio produção-transporte-venda são arcaicas, mal administradas, mal conservadas e insuficientes, impedindo um aumento nas exportações. Além disso, como bem mostra a atual crise do abastecimento do gás, não há energia suficiente para um crescimento mais acelerado do que temos visto nos últimos anos.
Vários erros foram cometidos ao longo das várias gestões na administração federal, que empurraram o problema "com a barriga". Eles culminam agora na incapacidade brasileira de alçar vôos maiores na economia globalizada. Na tabela acima* pode-se ver, em porcentagem, a produção de energia de acordo com as matrizes energéticas. Fica claro que, apesar da redução significativa na participação das Hidrelétricas, o país ainda é refém dela. A segunda matriz energética mais utilizada é o gás, agora utilizado para cobrir deficiências no abastecimento hidrelétrico.
O problema na não diversificação das matrizes energéticas é que o potencial hidrelétrico diminui sensivelmente em épocas de estiagem, com redução dos reservatórios. Isso está acontecendo agora e a solução encontrada pelo governo foi desviar gás para a produção de energia em termelétricas, normalizando esse setor. Só que o gás que deixou de ser entregue, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, praticamente paralisou setores industriais inteiros, como o ceramista, além de atingir em cheio a maior frota de automóveis movidos a gás no país (o RJ tem mais de 700 mil carros usando essa fonte de energia).
Agora o governo diz que entregava mais gás do que estava nos contratos e que irá apenas cumprí-los. Esquece-se que ele próprio incentivou pessoas e indústrias a investir nessa matriz energética, o que agora pode significar um prejuízo de milhões de reais, especialmente para indústrias que não tem uma segunda opção de energia.
Como disse no começo, o Brasil não tem capacidade energética para crescer economicamente mais do que já cresce, por volta de 4,5% ao ano, muito atrás da Argentina, por exemplo, que cresce 9% ao ano. Que isso sirva de lição para os planejadores públicos, que esquecem-se das mais simples contas de matemática: o crescimento no fornecimento deve ser maior do que no consumo, senão corre-se o risco de um novo apagão (o que sinceramente não acredito). Mesmo não correndo o risco de sofrer um apagão como em 2001, acredito que os setores que dependem do gás vão sofrer um grande baque, prejudicando seu crescimento e afetando negativamente a balança comercial brasileira. Parece a velha história do cobertor curto, ou cobre os pés ou a cabeça. Seja lá o que for que ficar "descoberto", prejudicará o tal espetáculo do crescimento. Basta esperar para ver qual atitude o governo tomará, mas já adianto: será aquela que trouxer o menor prejuízo eleitoral possível.
*Fonte: www.aneel.gov.br (consultada em 03/11/2007)
Vários erros foram cometidos ao longo das várias gestões na administração federal, que empurraram o problema "com a barriga". Eles culminam agora na incapacidade brasileira de alçar vôos maiores na economia globalizada. Na tabela acima* pode-se ver, em porcentagem, a produção de energia de acordo com as matrizes energéticas. Fica claro que, apesar da redução significativa na participação das Hidrelétricas, o país ainda é refém dela. A segunda matriz energética mais utilizada é o gás, agora utilizado para cobrir deficiências no abastecimento hidrelétrico.
O problema na não diversificação das matrizes energéticas é que o potencial hidrelétrico diminui sensivelmente em épocas de estiagem, com redução dos reservatórios. Isso está acontecendo agora e a solução encontrada pelo governo foi desviar gás para a produção de energia em termelétricas, normalizando esse setor. Só que o gás que deixou de ser entregue, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, praticamente paralisou setores industriais inteiros, como o ceramista, além de atingir em cheio a maior frota de automóveis movidos a gás no país (o RJ tem mais de 700 mil carros usando essa fonte de energia).
Agora o governo diz que entregava mais gás do que estava nos contratos e que irá apenas cumprí-los. Esquece-se que ele próprio incentivou pessoas e indústrias a investir nessa matriz energética, o que agora pode significar um prejuízo de milhões de reais, especialmente para indústrias que não tem uma segunda opção de energia.
Como disse no começo, o Brasil não tem capacidade energética para crescer economicamente mais do que já cresce, por volta de 4,5% ao ano, muito atrás da Argentina, por exemplo, que cresce 9% ao ano. Que isso sirva de lição para os planejadores públicos, que esquecem-se das mais simples contas de matemática: o crescimento no fornecimento deve ser maior do que no consumo, senão corre-se o risco de um novo apagão (o que sinceramente não acredito). Mesmo não correndo o risco de sofrer um apagão como em 2001, acredito que os setores que dependem do gás vão sofrer um grande baque, prejudicando seu crescimento e afetando negativamente a balança comercial brasileira. Parece a velha história do cobertor curto, ou cobre os pés ou a cabeça. Seja lá o que for que ficar "descoberto", prejudicará o tal espetáculo do crescimento. Basta esperar para ver qual atitude o governo tomará, mas já adianto: será aquela que trouxer o menor prejuízo eleitoral possível.
*Fonte: www.aneel.gov.br (consultada em 03/11/2007)









