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Geopolítica

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Rapidinhas! do PAC

Parece piada, galera, mas não é. O Lula, fazendo campanha eleitoral abertamente para aDilma (tomou até multa por isso, imagina!), já inaugurou estrada sem asfalto e refinaria sem parede. Agora, por mais incrível que possa parecer, gastou mais de R$ 170 mil para fazer uma cerimônia na qual lançou a mais nova empreitada governamental para eleger a ministra antes que ela seja obrigada a deixar o cargo para concorrer a eleição: o PAC 2.
O Programa de Aceleração do Crescimento tinha por objetivo realizar obras de infraestrutura logística, energética e social-urbana, mas até agora conseguiu realizar efetivamente 11,3%* das obras previstas desde seu lançamento em 2007. O infeliz não teve capacidade de fazer nem 12% das obras do PAC 1 de 2007 a 2010, mas como estamos em ano eleitoral e há a necessidade urgente desse governo de jogar areia em cima das cagadas que fizeram durante oito anos de poder bateu o desespero para fazer o sucessor, como já era previsto.
O PAC 2 chega bem na hora de se fazer um pouco mais de propaganda em cima de obras incompletas ou que não saíram nem do papel. Só mesmo o eleitorado brasileiro para cair num conto do vigário desse. Saiu nessa semana a última pesquisa de opinião que mostra 76% de aprovação para o governo Lula. Deve ser por isso que ele ridiculariza o Tribunal Superior Eleitoral, tirando o sarro quando recebe multas por fazer campanha para a Dilma. Não que esse tribunal não mereça ser ridicularizado. Mas não nos preocupemos, que até o final do ano as coisas vão piorar. Ainda vão começar as propagandas no rádio e TV. Aí sim o bicho pega.

*Dados do site Contas Abertas.
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Hora do planeta!

Está marcada para hoje a iniciativa da ONG WWF, a Hora do Planeta. Quem aderir ao movimento, deve apagar as luzes de casa por uma hora, à noite. Tudo isso para preservar o mundo do aquecimento global.
Bom, o próprio aquecimento global é bastante discutível, e qualquer pesquisador sério tem de admitir que existem mais dúvidas do que certezas quando se fala em aquecimento do planeta. É mais provável mesmo que não haja um consenso e que não exista um fenômeno global e sim bastante localizado espacial e temporalmente. Mas não é sobre o aquecimento que quero falar, mas sim do evento de hoje. Não existe uma efetividade comprovada sobre o movimento, uma vez que ele é voluntário e não se pode ter certeza de quantas pessoas aderiram. Mas sabe-se que os jantares a luz de velas que os restaurantes vão servir hoje ajudarão a aumentar a poluição, afinal velas são de parafina, que são compostos de carbono e hidrogênio. Não me parece ser muito inteligente combater o aquecimento global queimando carbono, mas tudo bem. Aliás, para um país que tem a maior produção de energia renovável, apagar as luzes por uma hora para diminuir o aquecimento global é meio ineficiente. Poderíamos sim parar de consumir a madeira da Amazônia e de gastar papel para fazer propaganda da Hora do Planeta nos principais jornais, como no Estadão desse domingo, que tinha três folhas inteiras sobre isso, como capa promocional de alguns cadernos do jornal. Muito ecológico.
Além disso, o Brasil é pioneiro em economizar energia elétrica com fins ecológicos ou não. Em novembro de 2009, 18 das 27 unidades da federação no Brasil participaram de um ato desse, criminosamente chamado por parte da sociedade de APAGÃO! Mas o governo, que afirmava categoricmante que não haveria apagão depois afirmou categoricamente que foi tudo culpa das chuvas. Eu não consegui acreditar, e você? O governo perdeu uma grande oportunidade de se nostrar ecológico e dizer que inovou na economia de energia e, portanto, no desgaste do planeta. Deixamos então para o Hugo Chávez, que deu uma semana de folga para o povo no feriado da semana santa para economizar energia. Quem diria, perdemos mais uma para o Chávez.
E se você quiser acreditar que apagar as luzes por uma hora significa alguma coisa, respondo eu: você está certo! Quanto menos energia você gastar, menor será sua conta de luz. Economia, pessoal. Economia!
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Dois pesos, duas medidas!

Sei que isso vai soar repetitivo, mas vou dizer de novo: o Lula é uma besta. Desta vez por causa das declarações do infeliz sobre a morte do cubano Zapata Tamayo, que passou 85 dias em greve de fome para exigir a libertação dos presos políticos da ditadura dos irmãos Castro.
Primeiro, o inepto comparou a situação dos presos políticos cubanos com os presos comuns em São Paulo. Para alguém que viveu o período da ditadura brasileira e se diz perseguido político, ele deveria saber a diferença entre eles. Mas SABER não é o forte do nosso presidente, não é mesmo? Segundo, ele disse que "a greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas". Se bem me lembro, grupos que combatiam a ditadura brasileira, incluindo um monte de membros do partido dos trombadinhas e da atual gestão do governo federal participaram de sequestros e atentados para reivindicar, entre outras coisas, a libertação de presos políticos.
E por último, mas não menos importante, ele afirma categoricamente: "Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba". E por que o governo brasileiro não teve esse tipo de postura com o governo de Honduras, uma vez que os ditos "golpistas" que derrubaram o presidente Manuel Zelaya estavam cumprindo um dispositivo da Constituição Federal daquele país? Isso quer dizer que as democracias são ótimas e muito bem aceitas pelo governo tupiniquim, desde que elas sejam ditaduras de esquerda disfarçadas de democracias.
Muitos outros exemplos poderiam ser dados aqui da incapacidade da atual diplomacia brasileira de enxergar a realidade e da falta de capacidade intelectual do atual presidente da república brasileira. Mas além de repetitivo, cansativo para o leitor, seria também desnecessário. Mas já dá para ter uma idéia do que seria a radicalização do governo Lula, se por ventura Dilma Roussef for eleita. Viraremos uma democracia à la Cuba.
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Socialismo às escuras!

No ano de 2010 todos os problemas do Estado Venezuelano começaram a emergir. Obviamente, a cubanização de um país não pode trazer coisas boas, a não ser para a classe dominante dele.
Em meio a denúncias de enriquecimento ilícito de toda a sua família, Hugo Chávez agora administra um país à beira do caos. Para se ter uma idéia, o governo recomendou aos habitantes que eles economizem energia elétrica ao ir ao banheiro a noite, ou seja, não dá nem para se limpar com as luzes acesas. Além disso, as indústrias que não economizarem energia elétrica sofrerão intervenção do governo e podem até ser estatizadas. Tudo muito democrático.
Além disso, um novo sistema de câmbio foi colocado em prática, um para os venezuelanos e outro para o resto. O dinheiro foi desvalorizado e os preços dos produtos sofreram alta, o que é comum em casos de desvalorização. Para evitar isso, o exército foi para as ruas e tinha ordem de fechar as lojas que reajustassem os preços. Tudo isso em uma situação de empobrecimento do país, por causa da queda dos preços intenacionais do petróleo, principal produto de exportação do país. Fica claro assim que uma ditadura está em funcionamento nesse país, só não enxerga quem não quer. A utilização de estratégias democráticas, como plebiscitos, não faz de um governo democrático. Saddam Hussein era o presidente eleito do Iraque e era considerado um ditador. Ahmadnejad é presidente do Irã, um dos países mais fechados do mundo.
Não me incomoda tanto assim termos uma convergência à esquerda na América Latina e a proliferação de governos ditatoriais ao redor do mundo. Me incomoda o governo brasileiro tentando convergir para esse mesmo lado, fazendo comércio e defendendo governos que matam pessoas e se camuflam de democracias. Mais perigoso que isso só se o nosso governo se tornasse um desses Estados que defendem a "ditadura do proletariado". O plano já está pronto e está sendo colocado em prática nos últimos sete anos. Nesse momento o Brasil está tentando construir uma dessas ditaduras disfarçadas de democracia, iniciando com o Plano Nacional de Direitos Humanos o processo de cubanização do Brasil. O Lula criou a base. Se seguirem no poder, um novo Estado Brasileiro surgirá e ele fará sombra histórica às bobagens que os governos ditatoriais já fizeram no Brasil.
A Venezuela é apenas um espelho do que pode se tornar o Brasil daqui para frente. A construção de um Estado democrático é muito mais difícil do que um Estado ditatorial. Além disso, a tentação do poder é muito grande e quando Chávez tomou o poder ele se sentiu na possibilidade de entrar para a história como o sucessor de Fidel. Infelizmente, existem pessoas que acreditam que ditaduras como a cubana precisam de sequência. E algumas delas estão no Brasil.
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Rapidinha! do Lula

Vários comentaristas e críticos de cinema detonaram o filme eleitoreiro do Lula, que visava construir uma imagem limpa desse presidente, mais ou menos como se estivessem tentando substituir Jesus no papel de salvador da humanidade. Felizmente, o filme é um desastre de audiência. A causa parece ser simples: a imagem construída do presidente é tão mentirosa que o público não se reconhece nela. Um Lula que não fala errado, não participa de mensalão e não diz que não sabe de nada não pode ser o mesmo Lula que está no poder e que o povo adora.
Infelizmente muitas pessoas assistiram ao filme e devem acreditar nele, fazendo tudo que ele mandar, inclusive votar na Dilma. Tudo bem. Como diz meu irmão, só existe esperto no mundo porque existem trouxas.
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Leni Riefenstahl continua fazendo escola!

Leni Riefenstahl foi a documentarista oficial do regime nazista alemão. Não vou julgar aqui a sua obra, mas como o caráter de sua obra continua fazendo escola até os dias de hoje. Os filmes feitos por ela defendiam o regime nazista, retratado sempre de forma positiva.
No Brasil começamos o ano em grande estilo, afinal não é qualquer um que se baseia em obra tão complexa quanto o nazismo para fazer valer a sua visão de mundo a qualquer custo. Vejamos: no ano de 2009, o presidente da república inventou o bolsa-esmola da cultura, ou seja, um vale que os brasileiros vão poder usar para consumir produtos culturais. É até interessante, afinal cultura é importante e nem só de pão vive o homem. Mas isso faz parte de uma articulação que ganha proporções maquiavélicas no dia 30/12/2009, quando Lula publica um decreto que obriga os cinemas de todo o país a exibir filmes nacionais. Que grande coincidência, o filme que conta a história do presidente desde o seu nascimento estreiaria no dia 01/01/2010 nos cinemas nacionais. Pura propaganda política em ano eleitoral, com requintes de censura pública. Leiam o artigo 3º: "A ANCINE, visando promover a auto-sustentabilidade da indústria cinematográfica nacional e o aumento da produção, bem como da distribuição e da exibição das obras cinematográficas brasileiras, regulará as atividades de fomento e proteção à indústria cinematográfica nacional, podendo dispor sobre o período de permanência dos títulos brasileiros em exibição em cada complexo em função dos resultados obtidos." Trocando em miúdos, a Ancine, órgão do governo, pode decidir quando um filme entra e sai de cartaz, impondo aos proprietários de cinemas e aos consumidores os filmes que eles bem entenderem e por quanto tempo desejarem.
Quanto mais penso nas atitudes desse governo, mais me lembro das atitudes dos governos ditatoriais que o Brasil já teve e de regimes de exceção como o nazismo, que tinha uma cineasta contratada para fazer aquela bosta cheirar a rosas. Como o fedor aqui já está insuportável, o nosso governo nazi-fascista resolveu que era hora de fazê-lo cheirar a rosas, afinal é preciso eleger a marionete da vez, a ministra Dilma. E ele vai querer fazer isso de qualquer forma, jogando sujo e sendo menos democrático possível. Mas quem disse que democracia é o forte do Lula?
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RETROSPECTIVA BRASIL!!!!

Sei, sei. Vou quebrar um jejum que já durava desde...o começo do blog. Eu nunca fiz uma retrospectiva nesse blog, mas como passei metade do ano dizendo que esse era um ano de exceção... lá vai a primeira. Mas só com fatos realmente importantes do Brasil e da minha vida, é claro.

Em Janeiro, ir para grandes igrejas ficou mais perigoso. A queda do teto da igreja-monstro da renascer no centro de São Paulo fez com que fosse feita uma constatação simples: grandes prédios, quando são usados para abrigar muitas pessoas, devem ser reformados de verdade. Esqueçam-se as propinas para fiscais e uso de materiais mais baratos nas construções e reformas. Mas parece que não há essa preocupação nem mesmo nas igrejas. Resultado: nove saíram de casa para ir à igreja e chegaram ao paraíso.

Em Fevereiro, a favela Paraisópolis virou palco de luta entre policiais e moradores depois da morte de um morador, suspeito de roubo segundo a polícia. Os confrontos foram televisionados e geraram muita audiência para canais menores de TV, como a Bandeirantes e a Record, que torcem para essas desgraças acontecerem, afinal as pessoas adoram assistir violência pela televisão. Enquanto isso, em Pernambuco um homem estuprou e engravidou uma menina de 9 anos. Autorizado pela justiça, o aborto foi realizado. A reação da igreja católica? Excomunhão da equipe médica e da família da menina pela realização do aborto. O nome do palhaço? Dom José Cardoso Sobrinho, o arcebispo de Olinda e Recife.
Nota mental: começa um ano letivo que seria difícil de esquecer.

Em Março, o destaque é a violência. No Rio de Janeiro Olímpico, um casal foi jogado pelos assaltantes nas pedras da encosta de uma importante avenida. Deve ser alguma nova categoria olímpica, arremesso de vítimas, talvez. Em Goiânia, um pai acusado de estuprar uma menina de 13 anos, bateu na mulher com um extintor de incêndio e colocou a própria filha de 5 anos em um avião roubado, que caiu no estacionamento de um shopping. Ambos morreram. Em São Paulo, um ex-jogador de futebol matou a ex-mulher de 18 anos e fugiu com a filha do casal. Felizmente o imbecil foi preso três dias depois, possibilitando que a criança tenha uma criação normal longe do monstro que a pôs no mundo.

Em Abril, mais uma vez destaque para o Rio Olímpico. Funcionários da concessionária que administra o transporte ferroviário foram filmados agredindo os passageiros com socos e, pasmem, chicotadas para que eles entrassem nos vagões. Parece que esse negócio de transporte vai dar um pouquinho de trabalho até 2011, início das atividades preparatórias para a copa e a olimpíada.
Nota mental: troco de emprego e tem início meu inferno profissional.

Em Maio, duas tragédias bem diferentes. No Piauí, uma barragem se rompeu e formou uma onda de mais de dez metros de altura. Em um estado em que mais se morre por falta de água, essa onda destruiu casas, desabrigou 2000 pessoas e matou oito. Impensável, não? No dia anterior a barragem foi vistoriada por um engenheiro e liberada por não haver riscos. Risco mesmo é termos engenheiros assim atuando por aí. No último dia do mês, o vôo AF 447 decolou do Rio de Janeiro em direção a Paris. Caiu no meio do Atlântico e até hoje parentes de vítimas e sociedade esperam uma explicação convincente sobre as causas do acidente e a inexplicável incapacidade de se encontrar a caixa preta da aeronave. Será que é porque nela estão as respostas?

Em Junho, trânsito recorde em São Paulo, que foi batido várias vezes depois disso. Hoje não é mais novidade. E chega ao Brasil a notícia da primeira morte por Gripe Suína, que desencadeou uma reação histérica por parte de governo e sociedade há muito tempo não vista. Mas foi muito bom para os acionistas do laboratório Roche, proprietário do "único" antiviral capaz de combater essa gripe. Ficaram muito mais ricos do que já eram.

Em Julho, o destaque é para a proibição de ônibus fretados pela prefeitura de São Paulo, o que gerou uma série de protestos no já caótico trânsito da cidade. No final, se acertaram e o trânsito continua uma droga.
Nota mental: Férias escolares, ou seja, um mês longe do inferno.

Em Agosto, entra em vigor a lei antifumo em São Paulo, logo copiada por outras cidades importantes. A lei não diminuiu a venda de cigarros, afinal eles são muito baratos por que vêm do Paraguai. Bares e restaurantes reclamam da queda do número de clientes, mas meus pulmões de não fumante agradecem. E o deputado Carli Filho, aquele filho da p%#@ que matou duas pessoas no Paraná em Maio cortando-as ao meio com seu carro importado renunciou ao cargo para poder se candidatar de novo e não perder direitos políticos. Detalhe: estava a 190km/hora em um carro blindado, bêbado e com a carteira de habilitação suspensa por meros 130 pontos e multas. Resultado? Está comemorando o ano novo em casa a essa hora, enquanto as famílias das vítimas juntam os cacos da vida que restou depois da perda dos parentes.
Nota mental: Mais duas semanas de férias escolares por causa da gripe suína, mais tempo longe do inferno. Mas certamente isso iria atrapalhar muito depois.

Em Setembro, uma loja de fogos de artifícios explodiu em Santo André, São Paulo. A explosão destruiu quatro casas e matou duas pessoas. Moradores denunciavam há 13 anos que o dono fabricava fogos no local, mas como a turma da propina sempre dava uma passadinha por lá, o estabelecimento nunca ficou fechado de verdade. Resultado: mortes, destruição e o dono comemorando o ano novo com a família, em casa (menos o primo, que morreu na explosão). Nesse mês também a imagem do ano: bandido faz refém no Rio Olímpico e ameaça explodí-la com uma granada. Um atirador de elite dispara na cabeça do assaltante, que cai como uma marionete sem cordas. Mais uma vida salva pela polícia, que é paga para isso.
Nota mental: fiquei mais velho...

Em outubro, a prova do ENEM foi adiada pois tinha sido roubada e os ladrões tentaram vendê-la para o jornal O Estado de São Paulo. A prova, usada como acesso para universidades foi aplicada em dezembro e prejudicou uma grande quantidade de estudantes que não poderão usar seus pontos em vestibulares como a FUVEST. Bom para a UNIBAN, que fez uma baita propaganda em todas as mídias por causa de um vestido curto e um monte de virgens que nunca viram um par de pernas, por mais feias que fossem. Depois disseram que estavam defendo a moral e os bons costumes. Se estivéssemos na Finlândia, tudo bem. Mas no Brasil? Me poupem, né?

Em Novembro, chuvas e mais chuvas, em vários estados do país. Dois desabamentos também são destaque, provavelmente por causa da pressa na construção: parte de um viaduto do Rodoanel de São Paulo desabou, assim como partes do teto do shopping SP Market. Mas o máximo, quer dizer, o mínimo foi mesmo o blecaute que atingiu 18 estados do país e deixou às escuras a maioria da população brasileira. Sem explicação técnica para dar, colocaram a culpa nos fenômenos climáticos. Só faltou dizer que foi culpa do aquecimento global.
Nota mental: A ex-ministra de Minas e Energia, responsável por mais essa merda, vai ser a candidata do partido dos trombadinhas à presidência da república.

Em Dezembro, o país ficou estarrecido com uma criança no estado da Bahia com mais de 30 agulhas no corpo. O padrasto disse que pretendia matar a criança (não brinca!) e achava que assim ninguém ficaria sabendo (é um gênio!). Bem que a gente podia enforcar a criatura e antecipar a malhação do Judas, não? E até que enfim uma bola dentro do Supremo Tribunal de Justiça: mandaram devolver o menino Sean ao seu pai de verdade, depois de 5 anos de sequestro aqui no Brasil. A mãe brasileira veio passar férias e não voltou mais, se separou judicialmente, casou de novo e morreu no parto da segunda filha. As leis internacionais que o Brasil assina mandavam que qualquer ação fosse julgada em território dos EUA, local de nascimento da criança. A família brasileira hoje fala em desumanidade... mão não é necessário ser humano para receber essa acusação? Vão à merda! Agora, com o pai biológico e em território estadunidense, esse moleque vai até esquecer que um dia morou no Brasil. Não porque eles são melhores que nós, mas porque eles têm uma coisa que nós não temos: sistema judiciário.

Obrigado pela paciência e pela leitura. Espero um ano novo muito melhor do que esse ano que está acabando agora. Bom 2010 para todos!
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Nesse meu olhar

As horas se arrastam
E essa motivação de pressa
Que ora em mim
É para que as horas não mais existam
Para que ausente, pragmática
Me ausente desta sensação encadeada
De ausência presente e grande
Ainda em minha boca
As mesmas palavras mortas
Salivam o amargo ontem
Meus passos, uma somatória de falsos
Bêbados, enfermos, parcos sapatos
Neste meu olhar doente
Moravam os deuses
Haverá alguém no que fiz?
Sei nada sei fingir ser pra ter
Quem em mim acha pó, pus
O que haverá no escuro?
Que me aquece e me apráz
Que não há na luz?

Poema original: "Descalço", de Alexandre Antonio Olimpio
Música: Nesse meu olhar; Letra: Alexandre, Mingau e Clemente; Álbum: Subterrâneos.
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Apressado come cru!

Mais uma vez estamos chegando em época de eleições. Como não poderia deixar de ser, venho aqui falar mal das politicalhas da terra em que se vive sob a lona (sem ofensa aos palhaços) mas vivemos num circo pegando fogo.
Enquanto o governo federal faz de tudo para construir a imagem de uma pessoa insossa para concorrer à presidência da república, o governo do estado de São Paulo faz de tudo para manchar a sua própria imagem e a do outro forte candidato à presidência. Então lá vai a pergunta maldosa: o que tem a ver o lançamento do filme do Lula, o apagão, a queda da estrutura de uma ponte do rodoanel e o desabamento de uma estação do metro em construção? Respondo: TUDO!
É claro que vão dizer que todas essas obras estão interligadas pelo fato de serem obras de governos e que por isso estão sofrendo desvios monstruosos de verbas. Nem comento mais essas coisas, afinal de contas no Brasil se não tem desvio de verbas não há nenhum tipo de serviço ou obra prestado pelo governo, mesmo que isso aconteça mal e porcamente.
O que une PT e PSDB como farinha do mesmo saco é a necessidade de correr com as obras para fazer propagandas políticas no ano que vem para a campanha presidencial. Fazer mal feito não é o problema, o problema mesmo é não fazer completo. Grandes obras são excelentes para pleitos eleitorais, então os dois partidos estão fazendo todas as suas obras a toque de caixa, correndo muito para acabar as obras no ano eleitoral e usá-las como propaganda. É claro que quando se faz essas obras correndo, acaba-se fazendo mal feito. Tenho medo só de pensar no resultado disso tudo, obras que deveriam durar dezenas de anos vão implodir em pouco tempo por causa dessa maldita correria.
O dinheiro que deveria ser investido em infraestrutura pelo governo federal está pagando pelo bolsa-esmola, a chantagem eleitoral preferida pelo Lula e pelo partido dos trombadinhas. E o desenvolvimentismo dos tucanos, feito nas coxas, pode causar acidentes muito mais graves do que o do rodoanel ou do metro que caiu. Tudo isso em nome da manutenção ou obtenção do poder, que como dizia Lord Acton, corrompe. O poder absoluto, que corrompe absolutamente no Brasil, é a presidência da república. Então, marcharão unidos os dois partidos para continuar a obra um do outro, numa dualidade quase rivalidade quase paixão não correspondida. Todos eles são péssimos administradores e infelizmente um deles vai herdar o país e se tornar o sócio maldito de todos os brasileiros: o governo federal.
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Há 20 anos...

... caía um dos principais símbolos de uma era: O muro de Berlim. Símbolo porque representava uma divisão claro entre dois mundos, o socialista, controlado pela URSS e o capitalista, comandado pelos EUA.
Construído no final da 2ª Guerra Mundial para evitar que as pessoas do lado socialista fugissem para o lado capitalista, o muro que dividia a cidade de Berlim se tornou a marca mais impressionante da divisão ideológica do mundo entre dois países e seus aliados. A sua queda representou não só o fim dessa divisão como também o desmoronamento do sistema socialista, que praticamente deixaria de existir com o desmantelamento da URSS, dois anos depois. Com o fim da URSS, terminava também a Guerra Fria, ao menos a parte ideológica que representava a divisão do mundo.
Se antes da queda o mundo se dividia no sentido leste-oeste, ideologicamente, depois da queda a divisão se tornou mais cruel. Passou a ser uma divisão norte-sul, entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, ou seja, entre explorados e exploradores. Os países do bloco capitalista se desenvolveram mais tecnologicamente falando, enquanto os países do bloco socialista ficaram parados no tempo nesse sentido. Não é hora de discutir se era melhor ou pior viver de cada lado, afinal cada pessoa terá uma visão diferente. Mas é necessário analisar as consequência para o lado socialista da Alemanha, depois da unificação.
A grande maioria das pessoas ficou com a impressão de que o desabastecimento e a decadência econômica era o maior problema da Alemanha Oriental. Mas a meu ver o problema foi a velocidade com que as duas partes da Alemanha progrediram depois do muro. A Alemanha Ocidental, controlada pelos estadunidenses, tinha de servir de exemplo de tudo que existia de bom e por esse motivo foi reconstruída e mantida por generosas quantias de dinheiro que vinham do outro lado do Atlântico. Enquanto isso, o lado socialista entrava em uma progressão de adaptação ao regime soviético, que só previa a socialização do trabalho e de poucos benefícios, enquanto a elite governante comia e bebia do melhor, como sempre.
Com a queda do muro, o que viu foram dois países completamente diferentes, cada qual com suas próprias características e tendo de se adaptar às vicissitudes da situação. Até hoje existe um muro invisível que separa as pessoas que por uma geração não tiveram acesso ao outro lado do muro, seja pelas suas idéias, seja pelas realidades de arquitetura, urbanismo, empregos, entre outros. Ainda hoje pode-se dizer que são países diferentes.
Essa foi apenas uma das consequências de uma guerra que não aconteceu de fato, que poderia ter levado a raça humana à extinção com bombas atômicas explodindo dos dois lados. Apesar disso não ter ocorrido, marcas significativas ficaram e ficarão para sempre na história e na memória de um povo exposto a dois grandes problemas: a separação entre eles e a reunificação que ocorreu depois. Ratificar essa reunificação ainda vai levar alguns anos e custar muito caro à Alemanha.
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Imagens!

Na seção Imagens!, que inauguro agora, uma charge retirada do site HumorBabaca, que mostra como funciona o processo de produção capitalista, o questionamento de quem tem capacidade de entender o que acontece e a reação do capitalista, "dono" desse processo produtivo.



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Inclusp!

Voltando à ativa, vou pagar uma dívida. Prometi a um ex-aluno, Olívio Santos, uma análise de uma matéria que ele me enviou, a respeito da mudança de perfil dos estudantes que entram na USP, com a diminuição do número de ingressantes das classes A e B e o aumento do número de ingressantes das classes mais baixas. Hoje entram mais alunos de classe baixa do que de classe alta na USP, de acordo com a pró-reitoria de graduação da USP.
Durante muito tempo se acreditou que alunos ingressantes na USP, de classes mais baixas e vindos de escolas públicas fariam com que o nível das universidades caísse. Sou obrigado a admitir que, sem dados para dizer o contrário, eu mesmo acreditei nisso. Mas agora, analisando os dados da própria pró-reitoria de graduação, pode-se dizer o contrário. Esses alunos que entram em universidades públicas, com muito esforço e dedicação estão mantendo e, em alguns casos, até elevando o nível do desempenho acadêmico. Então podemos dizer que os alunos provenientes de escolas públicas e de classe mais baixa sabem dar mais valor à USP do que outros alunos, provenientes de escolas particulares e que no geral não valorizam a universidade por não saberem nem o valor nem o custo dela. Os que vem de escolas públicas são alunos que entram na universidade para estudar e que sabem que um futuro com menos incertezas e com melhoria de vida e do seu padrão sócio-econômico dependem do seu esforço e de seus resultados. No geral, não tem tempo de usar a universidade como playground, como eu já citei em postagens anteriores.*
Toda essa mudança é resultado de uma política de inclusão social realizada pela USP, chamada de INCLUSP. É um serviço que visa diminuir as diferenças sociais no acesso à USP. Funciona a partir de um sistema de acréscimo na nota dos alunos que vêm de escolas públicas que tenham bom desempenho na prova. Na revista eletrônica Território Geográfico vocês poderão encontrar um artigo meu que explica o INCLUSP. **
Vale lembrar que esse programa foi criado como uma forma alternativa de inclusão na USP, que tem posição contrária à política de cotas raciais utilizada por universidades federais. Com esses resultados, se eles continuarem, é claro, poderemos um dia nos orgulhar de ser uma país que dá oportunidade de ensino nas melhores universidades para todas as classes socias. E poderemos começar a falar em justiça quando o ensino fundamental e o ensino médio puderem formar alunos com qualidade o suficiente para ingressar nas melhores universidades sem a necessidade de programas desse tipo. Por incrível que pareça, já foi assim um dia. E não há motivo para acreditar que não pode voltar a ser. Basta que consigamos um pouco de respeito, discutamos os problemas reais e não os imaginários e façamos com que os políticos entendam de uma vez por todas que políticas educacionais só funcionam a longo prazo, então eles devem se preocupar menos com mandatos e sim com políticas públicas. Para isso, precisamos de pessoas bem formadas, com capacidade crítica e possibilidade de formar opinião de acordo com a realidade da periferia, não dos donos do poder. Aí sim poderemos pensar em tirar do poder os aproveitadores que usam o governo para ganhar dinheiro com a ignorância alheia. Pelo menos a USP está no caminho certo, incluindo pessoas em seu quadro discente pelo tipo de escola em que estudou e não pela quantidade de melanina que ela tem na pele. Quando conseguirmos melhorar os ensinos fundamental e médio conseguiremos o tão sonhado aumento da parcela de negros nas universidades, sem que para isso criemos um abismo racial, aumentando assim os conflitos por esse motivo. Talvez então, nesse dia, o povo entenda que os políticos trabalham para ele e não o contrário. Grandes mudanças começam com pequenas atitudes. Espero sinceramente que esse seja o começo de uma grande mudança no país que, por hora, está sem rumo e sob controle de gente que precisa de esfomeados e sedentos para se perpetuar no poder. Senão terei de me contentar com a possibilidade de apenas meus netos terem uma vida um pouco mais decente nesse país.

*Ler "Travestis na USP?", de 21/06/2009, nesse blog.
**Ler "Inclusão em discussão", em www.territoriogeograficoonline.com.br, seção Colunistas - Silvio Villar

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Ciclos!

O que constitui uma vida? A função orgânica de ar que entra e sai dos pulmões, brânquios e branquíolos? Ou então o fluxo de sangue que circula livremente em artérias, aurículas e ventrículos? Não creio, pelo menos para nós humanos, que insistimos em tentar entender os processos de vida e morte.
Acredito que a vida de uma pessoa dura enquanto durar suas lembranças na mente e nos sentimentos de uma outra pessoa. Enquanto sua lembrança persistir, sua existência está garantida. E só existe uma forma de se tornar eterno nessa existência terrena, apenas uma: ser bom.
Quando uma pessoa é má e faz coisas ruins para os outros está fadada ao esquecimento rápido, pois gente que atrapalha não faz falta. Pelo contrário, é capaz que algumas pessoas fiquem contentes com sua morte, pensando "Já foi tarde, agora não faz mais mal para ninguém".
É por isso que venho aqui, no dia que fecho mais um ciclo de vida, para afirmar que tenho consciência que sempre ganhamos ou perdemos em cada um desses ciclos de vida. Posso dizer também que nesse último ciclo muitas dificuldades foram enfrentadas, a maioria profissionais, algumas pessoais. Mas duas semanas atrás a pessoa mais legal da minha família nos deixou nesse plano e foi em busca do papai do céu. Para a família é uma perda irreparável, pessoalmente uma tragédia.
Essa pessoa nunca fez mal a ninguém, muito pelo contrário, só trouxe alegria para as nossas vidas. Se a vida é como penso, então sei que ela será para sempre lembrada pois estará por toda a vida em meu coração. Será eterna, então, pois sempre quis o bem de todos. Será eterna, então, pois sempre será parte da vida daqueles que alegrou com seu jeito especial de existir. E continuará existindo para sempre. Pena que agora não poderemos mais conversar e rir juntos, pelo menos por enquanto.
Funções orgânicas não fazem de um corpo uma vida. A existência que se constrói, as coisas boas que fazemos, as pessoas que ajudamos, isso faz um corpo com funções orgânicas perfeitas ganhar vida.
E quando olharmos para trás, para nossa vida, que possamos ver com orgulho o bem que fizemos e as vidas que mudamos para melhor. É só o que quero para a minha vida.

Vai com Deus, vai em paz, prima.

Saudades!
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Viva Stanislaw!

Depois de ver mais uma semana dos mandos e desmandos da politicalha do Brasil, em especial a do partido dos trombadinhas e do presidente da república, lembrei do velho Stanislaw Ponte Preta e do seu Samba do Crioulo Doido. Só isso (e também o FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País - também do mesmo autor) explicam o irrevogável revogado no dia seguinte, com direito a abrir mão de todo o respeito que um dia o senador Mercadante teve da população de São Paulo, que o elegeu. Mas eu o entendo, afinal a reunião com o presidente da nação para que ele revisse a sua posição durou mais de cinco horas... cinco horas em cima, sem tirar de dentro, não tem c* que aguente! Por mais que o prazer da sacanagem com os idiotas dos eleitores seja grande, uma hora começa a doer por dentro.
Vale a pena lembrar que, assim como eu, muitas pessoas começam a ver que o partido dos trombadinhas não passa de uma grande quadrilha, que tinha por objetivo chegar ao poder para se lambuzar com o dinheiro público, já que sempre tinham sido os preteridos nesse quesito. Chegaram a uma conclusão simples: "se todo político rouba, também tô nessa!" Só nessa semana dois senadores deixaram esse partido, um dizendo que tinha vergonha de pertencer a um partido que manipulou o que pode para salvar a imagem do presidente do senado e a outra abandonou o barco depois e trinta anos de partido e provavelmente será candidata à presidência ano que vem pelo partido verde. E não foram os primeiros nomes importantes a abandonar o partideco por causa do monstro corrupto e inescrupuloso em que ele se tornou. E enquanto o circo pega fogo, nosso Nero, quero dizer, Suplicy, canta no senado. Patético.

Samba do Crioulo Doido
(Stanislaw Ponte Preta)

Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes

Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar

Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta

Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Da. Leopoldina virou trem
E D. Pedro é uma estação também

O, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou

Imagem: Heitor dos Prazeres, 1964
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Curtas! na América Lat(r)ina!

Volto novamente à sessão Curtas! para falar sobre a América Latina e suas políticas internas e externas desses últimos meses. Nesses países, muito se fala em liberdade e democracia, mas do que entendo da situação, é como diz um velho ditado popular, "o macaco enrola o rabo, senta em cima e fala mal do rabo dos outros". Não é preciso dizer que a maioria das bobagens que se falaram nesses últimos meses veio de ditaduras bolivarianas como a Venezuela ou de países de paus mandados como o Brasil.

Venezuela
Na democracia venezuelana tudo funciona como na Bíblia: "tudo posso naquele que me fortalece", ou seja, o todo-poderoso Hugo Chávez. Quem contradiz o que o deus bolivariano diz é sumariamente condenado sem julgamento. Ele acaba de ordenar o fechamento de 34 rádios que fazem oposição à ele e seu governo e disse que pretende fechar mais 200. A rede de tv Globovisión, também opositora, acaba de ter sua sede invadida por partidários de Chávez e sob o comando de uma das mais influentes deputadas de seu governo. Em um país que se orgulha de dizer que é democrático, vendo essas atuações, posso dizer que não entendo mais o que é democracia.
Além disso, o governo de Caracas está esperneando por causa da cessão de bases colombianas aos EUA, o que seria perfeitamente aceitável se ele próprio não tivesse cedido bases e feito acordo com os Russos para manobras militares em seu território. Quer dizer que se for imperialista, não pode. Mas se for a mesma coisa com a camiseta do Che Guevara pode?

Bolívia
O presidente boliviano está um pouco mais recolhido nesses últimos meses, aparecendo pouco no noticiário internacional. Apenas reclamou publicamente da repercussão negativa que se deu ao fato de que armas compradas pelo governo venezuelano foram parar nas mãos de "guerrilheiros" das FARC, atualmente sequestradores em larga escala e controladores do narcotráfico na América Latina. Disse que o vídeo em que o traficante falava isso era mais uma "montagem para desprestigiar um presidente revolucionário" e que é "uma campanha suja que vem do império". Bom, nessas frases ele disse tudo: ou ele é um grande fã da série de filmes Star Wars ou demonstra mais uma vez seu pensamento avançadíssimo para o século XVIII.

Equador
Falando em pensadores atrasados para a vida, o presidente do Equador também se revoltou com o fato de terem falado sobre o vídeo citado acima, em que um traficante diz que as FARC patrocinaram a sua campanha eleitoral. Patrocinar com dinheiro do narcotráfico para "cercar" a Colômbia com governos ditatoriais bolivarianos pode, o que não pode é divulgar essa informação. Basta dar uma olhada no mapa e ver a situação atual da Colômbia, cercada por governos imprestáveis por todos os lados, com exceção do Peru, seu principal aliado nessas questões de política externa atualmente. Dá para entender porque a Colômbia está cedendo bases militares em seu território para os EUA.

Paraguai
O presidente paraguaio, Fernando Lugo, é um dos que está mais contente. No mês de julho conseguiu cumprir uma de suas principais promessas de campanha, ou seja, arrancar mais dinheiro do Brasil pela energia elétrica de Itaipu. O governo brasileiro comprava cerca de R$ 120 milhões em energia do Paraguai, valor esse que será triplicado pelo novo acordo. De acordo com o governo brasileiro, o valor não será repassado aos consumidores do nosso país. Aí fica a pergunta: o dinheiro que vai pagar isso não vai ser subsidiado pelo governo? Como a resposta é sim, o palácio do planalto só arranjou um jeito de todos os contribuintes brasileiros pagarem pela estabilidade política do seu vizinho, o que era necessário depois que descobriram que o presidente além de ser bispo também era papai, atividades essas, digamos, incompatíveis se realizadas ao mesmo tempo.

Colômbia
Já o pessoal da Colômbia tem de ter muita paciência. O seu presidente, Álvaro Uribe, parece ter sido picado pelo mesmo mosquito do caudilhismo, pois já está se articulando para tentar mudar a constituição e se reeleger. O detalhe é que ele já está no poder há dois mandatos, o que o aproxima de seu arquirrival na política sul americana, o Huguinho. No mais, só diferenças. E ingerências. Não digo que me conforta a situação dele querer ceder bases militares para os EUA, mas me pergunto o motivo de tanto alarde. Não vi nenhum país fazendo alarde quando o caudilho venezuelano cedeu bases em seu território para a Rússia. Vale lembrar que Venezuela e Colômbia fazem fronteira entre si e com o Brasil. Qual o motivo de nossa diplomacia internacional não ter falado nada na época e agora fica com chiliques? Não dá para entender, a não ser que se use outro ditado popular: "dois pesos, duas medidas".

Brasil
Ah, o Brasil! Nosso querido presidente, aí ao lado em participação especial no South Park, gosta mesmo é de defender seus colegas bolivarianos, às custas do nosso dinheiro. Já tinha aceitado pagar mais caro pelo gás da Bolívia, sempre pagou mais caro pelo petróleo venezuelano do que os EUA e agora vai pagar mais caro pela energia de Itaipu. Só falta agora o Evo exigir que os traficantes brasileiros paguem mais caro pelas drogas que vêm de lá também.
Enquanto ele cuida dos problemas dos outros, aqui no Brasil nós ficamos vendo o senado federal virar motivo de piada (70% do conselho de ética do senado tem processos por falta de ética) e o judiciário tentando chegar no mesmo nível, colocando magistrados para realizar julgamentos de seus amigos íntimos, o que só poderia dar em merda mesmo. Em um desses julgamentos, o jornal "O Estado de São Paulo" ficou proibido antecipadamente de divulgar informações sobre uma operação da Polícia Federal que investiga a família Sarney. Traduzindo, voltamos à época da censura, igualzinho na Ditadura Militar da década de 1960. Tudo para esconder as cagadas da família que é dona do Maranhão, da qual o patriarca é dono do senado. E tudo isso com a conivência e a benção do nosso presidente, que pelo menos é coerente no discurso, defendendo oligarquias dentro e fora do país.
Trocando em miúdos, ao analisar a situação política da América Latina, pode-se ver que a democracia que havia sido conquistada está indo descarga abaixo por causa de dispositivos que ela mesma permite, como os plebiscitos, usados de maneira leviana. Muitos países já caíram nesse truque, entrando para a Aliança Bolivariana para a América Latina (ALBA) e discursando pelo "socialismo do século 21". Pelo visto, essa região do planeta está realmente iniciando um movmento histórico: o de retorno às origens de colônia de exploração e ditaduras. Uma pena.
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O imbecil sou eu!

E ignorante também! Hoje fui surpreendido por reportagens nos principais jornais de São Paulo com o Lula falando sobre a minha pessoa. Obviamente não foi uma citação nominal, pois ele está longe de me conhecer pessoalmente (políticos só buscam contato com o povo na época das eleições). Mas ele falou ontem (31/07) sobre as pessoas que criticam o principal cabo eleitoral dele e de Dilma Roussef, o programa Bolsa-Família. Segundo ele, "Alguns dizem assim: o Bolsa Família é uma esmola, é assistencialismo, é demagogia e vai por aí afora. Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala 'o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas porque quem recebe não quer mais trabalhar'". Eu entendo que ele esteja chateado, afinal de contas para esse tipo de pessoa as críticas até podem ser feitas, mas só para a oposição, nunca para o governo. Eu mesmo cansei de falar em sala de aula sobre o bolsa-esmola e dizer que é uma política assistencialista. E não sou tão ignorante quanto ele gostaria.
O bolsa-família é sim assitencialismo barato, usado como cabresto eleitoral no curral eleitoral nordestino, onde está a maioria dos cartões do programa. Ele é necessário e estratégico para a eleição da Dilma, o tapa-buraco providencial do Lula. E não estou dizendo que ele não seja importante para quem recebe, que fique bem claro, mas que ele deveria ser apenas um paliativo temporário e não uma moeda de troca eleitoral eterna, como é costume no Brasil.
Com o aumento dos valores anunciado hoje, a União vai gastar aproximadamente R$ 12 milhões com esse programa. Aí vão dizer: "tá reclamando de gastar dinheiro com os pobres..." e eu respondo: gastando dinheiro? Não estamos mesmo! No ano passado, só o governo federal arrecadou 701,403 bilhões de reais com impostos e contribuições*. Fazendo uma conta simples, podemos ver que o bolsa-família, orgulho do Lula, representa aproximadamente 0,017% desse valor. Façam a conta, é uma regra de três simples. Se é para ajudar, porque não ajudar de verdade? Dinheiro tem, não sabemos onde vai parar, pois não está onde devia (educação, saúde, etc). E o molusco ainda vem posar de santo.
Nossa anta de plantão também disse que "Somente uma pessoa ignorante ou uma pessoa de má-fé ou uma pessoa que não conhece o povo brasileiro será capaz de dizer que uma pessoa que recebe o Bolsa Família vai ficar vagabundo e não quer mais trabalhar. É não conhecer a sociedade brasileira". O Lula conhece mesmo a sociedade brasileira, tanto que falou logo a seguir que já registrou "gestos extraordinários" de pessoas que devolveram o cartão depois de conseguir um emprego. Isso não faz parte do programa? Ah, é que pessoas honestas são algo extraordinário mesmo nesse país.
Ele é muito bom em falar dos gastos do governo com o lado social da coisa, e como isso o distancia e o diferencia de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Mas no governo dele, além da corrupção e da distribuição de dinheiro e cargos públicos, a arrecadação de impostos só aumentou também. Isso significa dizer que a situação econômica do Brasil melhorou, a arrecadação aumentou e como recompensa pelos esforços da sociedade, a carga tributária aumentou também. Veja o gráfico** e compare os dois governos. Agora vejamos: eu me coloco na posição de criticar o programa, com embasamento teórico e experiências vivenciadas na realidade do cotiano; ele faz campanha eleitoral com o programa de distribuição de renda que o FHC inventou (e que o Lula só mudou o nome) e chama os críticos de ignorantes e imbecis.
Para quem começou no sindicalismo criticando os patrões, lutou por eleições diretas, foi candidato derrotado várias vezes à presidência do país até que ganhou, a trajetória parece ser importante. Ele antes dizia que Collor, Sarney e Maluf eram o que de mais podre existia na política. Hoje esses são seus principais aliados. Dizia que o seu partido era "dos trabalhadores" e que lutava contra a corrupção. Quando chegou ao poder, governou para os ricos e se mostrou o mais corrupto de todos, além de ser o mais incompetente em ocultar sua corrupção, seus dólares na cueca, os mensaleiros, os acordos escusos, os atos secretos e nem tão secretos em defesa do indefensável, como no caso Sarney. Disse que diminuiria os gastos do governo e eles aumentaram sem parar. Disse que faria as reformas necessárias para o país, mas nenhuma foi feita (política, do judiciário, tributária, entre outras). Para quem dizia que era diferente, que defenderia o povo, que lutaria contra a corrupção, me parece que caiu bem a carapuça de Ali Babá. A diferença é que aqui temos muito mais do que quarenta ladrões.
Enquanto isso, eu continuo trabalhando em três instituições de ensino diferentes para pagar as minhas contas, dividindo meus ganhos com o governo, o sócio macabro que todo brasileiro tem, que não faz nada mas rouba quase 40% do que eu ganho e não me devolve nenhum benefício em troca. Tento toda vez que entro em sala de aula preparar os alunos para que eles tenham uma postura mais digna e crítica perante os tantos ladrões que ocupam os principais cargos públicos brasileiros, pois foi a forma que eu encontrei de tentar ajudar nessa situação. E escrevo nesse blog para que as pessoas saibam a opinião de alguém que discorda das coisas como estão postas, mas com argumentos, tentando mostrar para todos o descalabro que é essa gestão, o quão podre é essa pessoa e esse partido. Mas como já diria Nelson Rodrigues: Nada é mais cansativo do que tentar mostrar o óbvio. E eu já estou ficando cansado.

* De acordo com dados da Receita Federal de janeiro de 2009.
** Fonte: Folha on line
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Os 15 anos do Real e os governos do Brasil.

Nesse mês de Julho o Plano Real completou 15 anos. Esse plano possibilitou aos brasileiros uma até então inédita estabilidade econômica, além de promover Fernando Henrique Cardoso, de ministro de Itamar Franco, a Presidente da República.
Desde então o Brasil vive no mais profundo neoliberalismo e tudo o que isso significa, privatizações de empresas estatais, abertura de mercado para produtos estrangeiros e empresas transnacionais, política de juros favoráveis às exportações em detrimento das importações, entre outros fatores.
Os governos que passaram no Brasil em nível federal agarraram-se às políticas econômicas neoliberais como se ela fossem a única forma sustentável de crescimento. Depois da estabilidade que a nova moeda e as políticas econômicas proporcionaram ao Brasil, o país tinha de escolher a forma como iria querer crescer. "Escolheu" o jeito que o FMI impunha aos países que tinham muitas dívidas para com eles. E se deu mal. Outros países, como a China e a Índia escolheram outros caminhos e cresceram muito mais do que nós. Não se pode negar que a economia melhorou, muitas pessoas saíram da classe mais baixa e se tornaram classe média e muitos deixaram de ser miseráveis. Mas também não se pode dizer que o país melhorou, como afirmam os marketeiros do partideco.
A estabilidade econômica possibilitou o crescimento da arrecadação fiscal em todos os níveis, fazendo com que os recordes se sucedessem desde então. Ainda assim, todo esse dinheiro não refletiu na melhoria da educação, saúde, transporte e infraestrutura como um todo. Pelo contrário, a maioria desses serviços piorou enormemente, como é fácil de se verificar na educação. Eu mesmo sou fruto de uma educação pública que, se não era a melhor do mundo, me formou um ser pensante e crítico, graças a alguns excelentes professores que tive. Hoje podemos ver, sem fazer muita forço, alunos de escola pública que chegam ao 9º ano sem saber ler e escrever direito. E saem da escola, quando concluem o ensino médio, analfabetos funcionais em sua maioria.
Como já diria nosso presidente molusco, nunca na história desse país se arrecadou tanto. E nunca se roubou tanto dinheiro público como nesses anos da dobradinha psdb-pt, que são farinha do mesmo saco. A única diferença que vejo é que o psdb não se vende como diferente, enquanto o pt se diz cordeiro mesmo sendo o lobo disfarçado. E mentem tanto para si mesmos que acreditam que são diferentes. Todas as falcatruas foram herdadas pelo pt, que não deve ter inventado nenhuma delas. Mas que eles se aproveitaram isso é inegável. E como o Lula sabe distribuir elogios, críticas e dinheiro público como ninguém, a sua popularidade só aumenta, em especial entre os ricos que ele tanto criticava quando era pobre.
Toda essa popularidade, que FHC nunca teve, possibilita ao atual governo fazer coisas antes inimagináveis, como assumir que é corrupto, protegendo culpados de crimes comprovados em nome da "governabilidade". Somente em um país de corruptos e corruptíveis, onde a honestidade é a exceção, isso seria possível. Portanto não adianta reclamar: o Plano Real, filho da equipe econômica de Itamar Franco, passou para FHC, que o usou para fazer o que bem quis no país, incluindo mudar a constituição para se reeleger. E o Lula, essa metamorfose ambulante, que além de mudar de classe social e de postura, agora se alia aos corruptos que antes criticava para continuar mamando nas tetas do governo. E tudo isso com os frutos de um plano econômico que podia ter transformado o Brasil no país do futuro que sempre sonhamos. Ao invés disso o país mostrou a sua verdadeira cara, de pessoas sem escrúpulos, algumas delas administrando o país. E as eleições do ano que vem nos mostram que tudo isso pode piorar, basta ver os principais candidatos do pleito. No fim, estamos perdidos e pagamos caros por isso. Antes eu achava que nada mudaria por causa da doce ignorância do povo. Hoje sei que nada mudará, mas por causa da má índole da maioria do povo, que aprova a corrupção desse governo. Vivemos no país do "rouba mas faz". E nada mudará isso. Absolutamente nada.
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Há exatos 40 anos...

O mundo ficava estarrecido, chocado, admirado: o homem chegava à Lua, nosso satélite natural. Não vou aqui ficar alimentando teorias e nem discutindo o que para mim é indiscutível, o homem realmente pisou na Lua, mais de uma vez.
Esse fato grandioso para a humanidade foi uma das muitas consequências da corrida aerosespacial e armamentista decorrente da bipolaridade EUA e URSS, capitalismo e socialismo. Na época da Guerra Fria, as duas superpotências lutavam entre si para provar que era melhor do que a outra, e a conquista da Lua servia muito bem como propaganda de seu regime. Pois bem, em 1969 os EUA aterrissaram uma nave na Lua, coletaram amostras, caminharam por lá e voltaram para a Terra. Fantástico, não?
Passados quarenta anos, a Guerra Fria acabou, o Muro de Berlim caiu, a URSS deixou de existir, as transnacionais se ergueram, o mundo mudou. Essa grande corrida trouxe benefícios para a humanidade, com avanços tecnológicos e científicos em diversas áreas diferentes, avanços esses que são utilizados até hoje. Não existe mais a dicotomia entre dois países, mas uma economia globalizada que interfere diretamente em cada lar do mundo.
A mostra de perseverança que parte da humanidade mostrou para conseguir esse feito, levar o homem à Lua, foi formidável. Me pergunto sempre onde foi parar a garra, a vontade da humanidade em melhorar, que possibilita tantos e tantos avanços e que mesmo assim permite que um terço da população do mundo passe fome. Tanta tecnologia, tanto conhecimento, para nada. Se as pessoas não puderem comprar e pagar pelos avanços da humanidade, ficarão automaticamente excluídas deles. Avançamos enormemente em tecnologia e por incrível que pareça, regredimos mais e mais nos relacionamentos humanos, cada vez mais pautados no dinheiro.
Vivemos em um pequeno ponto azul no Cosmos, cheio de vida e com uma raça dominante extremamente capaz de transformações formidáveis. Ainda assim, vivemos em um mundo em que a humanidade deixou de ser importante por si, mas sim por aquilo que tem capacidade ou não de comprar. A mesma humanidade que consegue maravilhas tecnológicas permite que crianças morram de fome. Vai entender essa raça.
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Pense!

"Quem não raciocina é fanático, quem não sabe raciocinar é um imbecil e quem não ousa raciocinar é um escravo"
W. Brumon

Sobre o autor!

Minha foto
Sou apenas um brasileiro, professor de Geografia, crítico da Política e das "politicalhas" que vejo todos os dias por aí. Sou um cara simpático com meus alunos e amigos, totalmente antipático com e que não acredita mais em política, que gosta muito de dar aula, principalmente pela liberdade de expressar minhas opiniões e discutí-las com os alunos. Gosto de viajar, gosto do bom e velho Rock'n'Roll. Gosto muito de Geografia e de estudar os "matos" desse país. Acho mesmo que nasci no país errado: prefiro campo a praia, vinho a cerveja, frio a calor, morenas a loiras, honestidade ao famoso "jeitinho brasileiro". Enfim isso tudo. Quem quiser saber mais pergunte para meus amigos e alunos.

Sobre o Blog!

Olá a todos.


Estamos caminhando por um mundo globalizado que não enxerga diferenças mais do que econômicas, por isso esse é um dos focos dos atuais estudos geográficos. Como amante, seguidor e professor dessa velha matéria, me sinto na responsabilidade de passar as idéias e atualidades desse contexto para os meus alunos e amigos, como quaisquer outros seguidores que vierem.

A visão é de uma pessoa que passou por diversas dificuldades e ainda passa, vivendo na periferia e tentando, a partir dela, criar certa resistência ao processo de desmonte da educação como um todo que acontece hoje no nosso país. Portanto, continuem se sentindo em casa, e não se esqueçam de comentar e dar suas opiniões sobre cada postagem. Como sempre, respondo aos comentários o mais breve possível.



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