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Uma tragédia humana!

No início desse mês o Ciclone Nargis atingiu Mianmar, um dos países mais atrasados do mundo de hoje. Como diria meu professor de Sistemas e Processos Costeiros, esse tipo de coisa sempre aconteceu na natureza e sempre acontecerá. Só que quando pega gente pelo caminho vira uma grande tragédia. O regime autoritário de Mianmar, controlado por uma junta militar, faz de tudo para agarrar-se ao poder e jamais soltá-lo. Controlam o país, seus habitantes, os meios de comunicação, enfim, nada acontece naquele país que não seja autorizado pelo governo.
O problema é que ao ser atingido por esse ciclone, Mianmar se viu em uma posição um tanto complexa: permitir que a comunidade internacional ajudasse os necessitados ou manter o isolamento em que o país vive? Por boa parte do mês a decisão foi negar o acesso aos voluntários e organizações internacionais que tentavam ajudar a pobre população daquele país. Como resultado dessa opção que o governo fez, hoje Mianmar tem aproximadamente 134 mil mortos ou desaparecidos e 2,4 milhões de desabrigados. A ONU calcula que a ajuda humanitária, permitida na metade do mês, não chega aos necessitados porque o governo não quer que a população veja que países críticos ao regime ditatorial estão ajudando nessa hora de necessidade. Como se os necessitados se preocupassem com a fonte da água ou da comida que lhe mantém a vida.
Depois de esconder alimentos, não distribuir doações de países dos quais não gostam, de impedir a ajuda humanitária de agir no país, o governo está começando a ceder. Nesta quinta-feira permitiu a entrada de funcionários da ONU enviados para auxiliar os cidadãos. Mas não deixa de ser uma vergonha para toda a humanidade o que eles fizeram. Não só por ser um governo de ditadores, mas por serem ditadores imbecis, que preferem ver a população de seu país morrendo a receber ajuda de países que os criticam politicamente. Nessas horas, vale lembrar, a humanidade é mais importante. Pelo menos deveria ser. Deixem a política de lado, ajudem a quem puderem e quando a ajuda internacional não for mais necessária, voltem às divergências se quiserem. Será tão difícil assim? Pode-se concluir então que a passagem do ciclone, como tragédia, não poderia ter sido evitada, mas com certeza o número de vítimas seria muito menor. A tragédia maior nessa história é o que o governo de Mianmar fez com suas vítimas. Aliás, vergonha mesmo é esse governo existir.
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Comemorações!

No dia 08/05/2008 fez 60 anos que o Estado de Israel foi fundado. Milhares de pessoas foram às ruas do país e em várias partes do mundo para comemorar a data, a mais importante do país. O churrasco e a queima de fogos já são tradicionais, enquanto um povo orgulhoso de suas conquistas as demonstra abertamente.
Quando entrevistados, os Israelenses sempre dizem as mesmas coisas, que o país está evoluindo, se tornando mais seguro e que falta apenas uma coisa: paz. Isso é óbvio, não é nenhuma novidade que a região é um barril de pólvora (ou de petróleo, como queiram, explode do mesmo jeito). Não preciso ficar aqui falando de como esse país se constituiu, apenas que há muitos erros no processo. Israel é hoje quase duas vezes maior do que quando foi constituído pela ONU como forma de compensar os judeus pelo Holocausto. Também é verdade que o prometido Estado da Palestina nunca saiu do papel, sendo as suas terras tomadas pelos judeus. Na faixa de Gaza e na Cisjordânia há assentamentos israelenses para ocupar áreas de melhor qualidade ou que tenham mais água. Esse item, aliás já escasso, é predominantemente utilizado pela população israelense. Não há e não haverá paz nessa região enquanto as promessas feitas não forem cumpridas, enquanto os Palestinos lutarem com pedras contra tanques de guerra, enquanto terrorismo for combatido com terrorismo, enquanto Israelenses desejarem a paz somente da forma como eles a entendem: só eles têm direitos, os Palestinos que abram mão de tudo que têm ou tiveram um dia. Quando uma dessas culturas desaparecer em meio a um mar de sangue e ódio, talvez o mundo presencie um pouco de paz em Israel e nos territórios Palestinos. E viva as religiões que pregam a guerra e o genocídio!
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Grau de investimento. E eu com isso?

A agência de classificação de risco internacional Standart & Poor's acaba de reclassificar o Brasil como país com grau de investimento. Na prática, o que isso significa? Significa que a política econômica estável aumenta a credibilidade do Brasil, aumentando consequentemente as perspectivas para investimento internacional direto no país.
Para que isso acontecesse contribuíram a estabilidade política do país, a diminuição da dívida externa e o cumprimento de metas econômicas. E pode-se dizer que a estabilidade econômica tem muito a ver com a não ingerência do governo no Banco Central. Ou seja, quanto menos os políticos se metem na economia do país, melhor ela fica. Mas as notícias não são apenas boas.
Quando aumentou a classificação do Brasil, a mesma agência deu algumas dicas para que o país continue no caminho certo. Nada de novo, apenas uma sequência necessária para que o país cresça ainda mais: diminuir gastos públicos é essencial, algo que não anda ocorrendo, muito pelo contrário. A taxa de juros continua sendo a mais alta do planeta e ela precisa abaixar. Outro fato é que a infra-estrutura brasileira está estagnada e é insuficiente, o que diminui os investimentos externos e o crescimento econômico. Parece que a lição de casa foi feita, mas não toda.
Deve-se considerar também que o aumento de divisas estrangeiras no país tende a desvalorizar ainda mais o Dólar perante o Real, prejudicando os exportadores. Estes já começaram a reclamar, mas não estão lembrando de um fato essencial: o Brasil ainda é muito atrativo para o capital especulativo, afinal a taxa de juros reais do país ainda é a mais alta do mundo, portanto muito lucrativa. O valor do Dólar vai depender não só da quantidade de dinheiro que estrará no país daqui para frente, mas também para que ele entra. Investimento direto e capital especulativo são bastante diferentes.
Quem se favorece desse cenário são as grandes transnacionais que podem fazer investimentos considerados mais seguros, uma vez que o mercado estadunidense não é muito atrativo no momento. As economias emergentes como o Brasil são uma boa alternativa e o país pode se beneficiar disso. O governo só não pode esquecer duas coisas: a primeira é que não se deve tirar benefício eleitoral desse fato, afinal a política economica do PT é, na verdade, Tucana. A segunda é que esses investimentos sendo feitos nos lugares certos, podem levar o país a um patamar nunca alcançado: o de potência econômica mundial. Afinal temos matéria-prima, mão de obra barata, indústrias de última geração, enfim, temos toda a condição de crescer e chegar perto daquele "país do futuro" tão propagado há décadas. Mas o governo federal têm de entender que isso leva um tempo maior do que dois mandatos. E aumentar o número de mandatos do Lula, além de não ser nada democrático, não resolve o problema. A estabilidade se conquista pela persistência na idéia de fazer o melhor para o povo, independente do nome que esteja na presidência, usando da melhora econômica para distribuir melhor a renda. Só assim essa nova classificação ajudará de verdade o povo brasileiro.
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Assassinato, jornalismo e picuinhas.

No último mês todos os grandes meios de comunicação acompanharam de perto o caso do assassinato de Isabella Nardoni, em São Paulo. Não há mais muito a falar sobre o caso, a polícia acabará por prender novamente os acusados. Muitos são os sentimentos envolvidos nessa investigação e vários deles acabam por mexer com toda a opinião pública, de várias formas. Muitas também são as repercussões que tal caso trouxe, sendo assunto de discussões na TV, rádio e nas ruas como um todo. Mas uma dessas discussões me chamou a atenção em particular.
No dia 20/04/2008, domingo, o programa Fantástico da rede Globo exibiu uma entrevista com os acusados de assassinato, o pai e a madrasta da criança. Foi uma longa entrevista, bastante comentada por pessoas comuns e especialistas. No dia seguinte, o jornalista Britto Júnior, da rede Record, em seu programa matinal Hoje em Dia, acusou o repórter global Valmir Salaro de fazer uma entrevista combinada com os advogados do casal.
Em outras oportunidades a rede Record já havia feito reportagens se valendo da estratégia de criticar algo da sua principal concorrente. Mas dessa vez parece que o golpe dado pela Globo doeu um pouco mais e o pseudo-jornalismo veio à tona. Nem mesmo os telespectadores do programa da Record concordaram com o apresentador, ao entenderem que a estratégia era desqualificar a entrevista por não terem conseguido a mesma coisa. Pura inveja dos 42 pontos no IBOPE pelo programa global. Pelo que ficou demonstrado os jornalistas agora irão defender a Record e seus preceitos à qualquer custo. Muito ruim para profissionais que acreditaram na imparcialidade da emissora e trocaram outras por ela, assim como para os telespectadores.
Tenho reparado que o jornalismo da Record tem caído de qualidade, especialmente quando tem algo relacionado à seus concorrentes. Há mesmo acusações de uso de imagens da rival sem dar os devidos créditos, o que é bastante grave. A qualidade caiu por motivo simples: a rede Record foi reestruturada para competir com a Globo, de maneira parcial e apaixonadamente contrária. Agora a estrutura construída passa a ser usada para destruir a sua concorrente, atuando de qualquer forma. Não acredito que consiga, a Globo tem "amigos" demais na política, gente que com certeza tem rabo preso com ela.
É uma pena. A competição entre as duas poderia levar a uma concorrência natural e ao aumento no nível da qualidade das produções, elevando a qualidade da TV aberta no Brasil. Isso se as duas conseguissem realizar a disputa de forma civilizada. Nisso eu também não acredito.
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Juros e reclamações altos!

Neste mês o Banco Central do Brasil aumentou as taxas básicas de juros, conhecida como Taxa Selic. Já não se fazia isso há mais de dois anos e isso teve várias repercussões. O governo federal fez questão de dizer que era contra (o PT até divulgou nota no site oficial repudiando o aumento), os industriais são contra pois isso diminui o consumo e freia o desenvolvimento do país, diminuindo sua capacidade de competir no exterior.
Tudo isso não é mentira, aumentar a taxa de juros dificulta o acesso aos financiamentos, importantíssimos hoje na ampliação das vendas de carros e imóveis no geral, assim como de todos os outros bens duráveis e não duráveis. Então porque o aumento?
Na ata, o Comitê de Política Monetária diz que o aumento visa diminuir o impulso do consumidor, o que levaria a um risco de aumento da inflação. Também foi levado em conta o aumento dos preços das commodities, matérias-primas essenciais ao mercado externo.
Quem viveu a época da inflação não tem nenhuma saudade dela, tanto mais corrosiva do salário quanto menores eram os vencimentos. Mas outras repercussões também são esperadas. Os sindicalistas, comerciantes e industriais esperam que haja menor investimento na produção, o que geraria uma queda no crescimento econômico previsto. Da mesma forma, o comércio terá mais dificuldade de vender seus produtos, o que significa maior número de desempregados. Menos empregados significa menos compras, menos dinheiro circulando. Bom para o Banco Central, pois a inflação estará controlada. Mas nada bom para os trabalhadores. E é exatamente essa espiral descendente que se quer evitar.
O assunto Taxa de Juros é tão sério que nos EUA a crise econômica chegou a um ponto em que o governo tenta estimular o consumo devolvendo dinheiro do Imposto de Renda aos contribuintes. Essa crise é agravada, adivinhem, pela falta de consumo. Tão contraditória essa vida. Tudo que os EUA querem é que seus habitantes consumam mais para aquecer a economia e evitar uma crise. Para isso as taxas de juros são mantidas bem baixas, para facilitar o acesso a financiamentos. Enquanto isso no Brasil desestimulamos a economia aumentando juros e dificultando a vida das pessoas para que a inflação não suba. Não sou economista, mas acredito que deva haver uma fórmula que possibilite um país crescer economicamente, com inflação controlada e com consumidores satisfeitos. Digo isso por que vemos esse cenário em outros países e nunca no nosso. Afinal de contas onde será que está o erro? Na economia não acredito, afinal estamos constantemente entre as 15 maiores economias do mundo, já há muito tempo. Parece que sou obrigado a cair novamente no contexto politico, em que os gastos dos governos em todos os níveis me parecem tão responsáveis pela alta da inflação quanto a conjuntura internacional ou o consumo interno. Gastos públicos têm subido vertiginosamente e, como já foi notado na crise dos cartões corporativos e nas viagens de governadores pela exterior, não são usados exatamente onde deviam. Depois reclamam que a taxa de juros no Brasil é a mais alta do mundo. Eu me preocupo mais com os gastos efetivos do que com as expectativas futuras. Se esses gastos equivocados não diminuírem, dificilmente melhoras virão. Ainda mais tendo no governo federal um presidente que não pode se reeleger tendo que usar a máquina pública para fazer seu sucessor (promessa do presidente), de um partido que nunca tinha estado no poder antes. É como diz o ditado popular: "gato que nunca comeu melado, quando come se lambuza". Se lambuzou... e não vai parar por aí.
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Mais saúde, menos política!

Ontem, dia 10 de Abril de 2008, foi confirmada a 80ª morte no estado do Rio de Janeiro por dengue. Os dados incluem também o número oficial da Secretarial Estadual da Saúde para casos confirmados: já passam de 75.000 só nos quatro primeiros meses desse ano, contrastando com os 65.500 em todo o ano passado.

Para as pessoas que acompanham diariamente a situação do país, nehuma novidade. A epidemia de dengue apenas demonstra como a saúde pública no Brasil está preparada (?) para lidar com situações limites, como essa. Não existem hospitais preparados, os postos médicos fecham durante a noite mesmo quando necessários e não há médicos para atender nos ambulatórios. A ajuda das forças armadas é necessária e bem-vinda. Mas não tinha necessidade da troca de gentilezas, do tipo "Se nos chamarem iremos". Precisa de convite para salvar vidas? Creio que a saúde da população é mais importante, ou pelo menos deveria.

No começo do ano, enquanto pessoas morriam a secretaria de saúde discutia se o caso era de epidemia ou não. O problema era o nome! Típico problema político: "Será que dá pra pedir uma verbinha extra pro Lula?" Depois disso, quando a epidemia não podia mais ser negada, veio a fase da definição de quem é a culpa. Governos federal e municipal ficaram trocando farpas, a população morrendo e a sociedade pagando. Nesse momento, alguns veículos de informação começam a dizer que a epidemia está perdendo força. Será coincidência que pegando médicos emprestados de outros estados, aplicando dinheiro no tratamento e principalmente na prevenção a doença começa a ser vencida? Não acredito!

Vejo mais uma vez que os interesses e desinteresses políticos ficaram à frente do problema: rivais nas urnas, Democratas e Partido dos Trabalhadores (sic!) demonstraram que importa mais o problema do adversário do que a solução para os contribuintes. O governo federal nitidamente fez corpo mole para o problema, vendo os benefícios eleitoreiros de tal mancha na administração dos Democratas. Sem muita saída, estes resolveram abrir a "Caixa de Pandora" e mostrar a situação dos hospitais federais no Rio. Como se o erro de um justificasse o erro do outro.

Depois de tanta troca de acusações, formações de gabinetes, montagem de equipes médicas de fora do estado e hospitais de campanha, a dengue vai acabar cedendo, afinal, é ano eleitoral, O PT já conseguiu prejudicar a cidade do Rio de Janeiro, os Democratas já conseguiram dar o troco, não sei se à altura. E vão para as eleições como adversários, pelo menos até o segundo turno. Se necessário for, virarão amigos de infância. Enquanto isso, morrerão mais pessoas. De dengue, de febre amarela, de excesso de chumbo no corpo, de fome. Mas isso não importa, desde que sobre uma quantidade de eleitores saudáveis o suficiente para votar. Os problemas? Continuarão. As soluções? Só nas próximas eleições. Por essas e outras que continuo com vergonha de ser brasileiro, caros leitores. Infelizmente.
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"Há poucas flores na Ilha das Flores"

Na minha tentativa de ajudar no desenvolvimento intelectual dos meus alunos, pedi a eles que assistissem ao documentário "Ilha das Flores", de Jorge Furtado (1989) e escrevessem uma redação com o tema "Ironia", relacionando-os. Abaixo está transcrita uma dessas redações (o título é o original da autora).

O filme Ilha das Flores é um documentário que conta de um modo bem divertido, irônico e até às vezes medonho, a mecânica da sociedade de consumo. Como se gera dinheiro e riquezas entre as pessoas e como isso pode causar um grande impacto para a sociedade, atrapalhando e dificultando a vida das classes menos favorecidas.
Muitos dos tons usados pelo filme se contradizem com as imagens, gerando uma certa ironia e desprezo e uma quebra de expectativa de quem estiver assistindo-o. Ele pode ser considerado um filme engraçado e sem sentido, mas o diretor usa esse modo de expô-lo para que no final haja um certo choque no telespectador pelo fato dele soltar toda a horrível realidade em que nós vivemos, de uma vez só.
A história toda gira em torno do tomate, colhido nas plantações do senhor Suzuki, que tem relação com diversos personagens. Tanto ele sendo colhido na plantação quanto estragado e indo para o lixo, vai compondo um refrão repetido, que é o mais usado pelo filme.
Uma das primeiras ironias que aparece de cara no filme é a frase "Deus não existe". Eles querem expressar com essa frase o exemplo de que se existisse Deus no mundo, nada do que é abordado no filme como a fome e a pobreza existiria.
Outro exemplo de ironia evidente no filme é quando se fala que o ser humano possui um telecéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor que permite realizar melhorias no planeta como plantar tomates, enquanto a imagem mostrada é a da explosão de uma bomba atômica.
Um outro exemplo abordado é quando o filme mostra a alimentação de porcos e pessoas de Porto Alegre com os restos jogados no lixo por outras pessoas. Eles tiram o que é "bom" para a alimentação dos porcos, e aquilo que foi considerado impróprio para os porcos é dado para a alimentação de mulheres e crianças, pelo fato de eles não terem dinheiro e nem dono.
Literalmente é disso que o filme trata: da inversão de papéis a ponto de seres humanos serem tratados como animais e ficarem abaixo dos porcos na hora da escolha de alimentos e da grande desigualdade que existe no mundo, ocasionando na fome e morte de milhares de pessoas que por falta de dinheiro e recursos não podem "participar" da sociedade em que nós, seres humanos, vivemos.

Cláudia A. Euquime, autora do texto, é aluna de 3º colegial do Colégio João Paulo I. Escreveu essa redação por solicitação do seu (chato) professor de Geografia, ou seja, eu. Segunda vez em um ano que consigo publicar textos de alunos por aqui. Valeu, Claudinha!!!
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Recordes e mais recordes!

Parabéns, São Paulo!!!
Que as suas vias eram constantemente lembradas por serem as mais congestionadas do Brasil todos já sabiam. Mas agora algo mudou. Estamos batendo todos os recordes possíveis em congestionamentos, dia após dia. Hoje, 13/03/2007, um novo recorde: 222 km de lentidão às 19:oo horas na cidade. Não é a toa que estamos batendo esses números, já era até esperado. Uma combinação de fatores fez com que isso fosse esperado e até temido. Novidade só para os mais desavisados. Vamos aos fatos:
Fato 1: O asfalto das grandes vias da cidade de São Paulo seria cômico se não fosse trágico. Com a indústria do buraco e do remendo por aí comendo o dinheiro público para fazer serviço porco enquanto paga propina para fiscais corruptos vai ficar difícil melhorar a trafegabilidade das vias, o que aumentaria a velocidade média do trânsito;
Fato 2: O despreparo das pessoas que dirigem em São Paulo é resultado de décadas de vendas de carteiras de habilitação para pessoas que não teriam capacidade de dirigir um patinete, quanto mais um automóvel. Vale lembrar que acidente = trânsito parado;
Fato 3: A indústria automobilística bate recordes de produção ano após ano, aumentando a sua capacidade de atender às demandas dos consumidores, que já estão de saco cheio de pegar ônibus lotado, vans que desrespeitam até mesmo as leis de uso de aparelhos sonoros e parecem discotecas ambulantes, de serem tratados pior do que gado em caminhão numa estrada de terra e ainda pagarem muito caro para isso;
Fato 4: A estabilidade econômica proporcionou aos brasileiros algo desconhecido, o empréstimo a longo prazo. Com esse alongamento, muitas pessoas puderam ter acesso ao tão sonhado carro próprio, para deixar de vez a peregrinação de horas e horas de maus tratos no transporte coletivo. Mesmo os mais eficientes, como o Metrô, tem problemas.
Fato 5: A total incompetência de governantes que se sucederam e que sempre pensaram apenas em se perpetuar no poder, usando obras públicas como forma de obter o resgate exigido pelo fato de terem sequestrado os eleitores de um determinado lugar. Obras públicas, como o tranporte público de qualidade, são para as eleições e só para isso. Não são feitas pensando na população, mas nos eleitores. Na cabeça de bagre dos políticos são "coisas" diferentes.
Era absolutamente previsível que uma hora a cidade cobrasse por tantos erros e desmandos. A falta de organização nas cidades e a vontade dos políticos de se tornarem o próximo "César Augusto" da política brasileira fazem com que, por exemplo, o trânsito de São Paulo se torne cada vez mais insuportável, até que pare de vez. E se continuar assim, vai parar mesmo! Aguardem, caros leitores: novos recordes estão por vir.
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Conflito ideológico.

Já faz muito tempo que o mundo assiste diariamente ao mesmo show de horrores: bombas caem em Israel, bombas caem em territórios palestinos. Civis, militares e terroristas morrem dos dois lados. E o dito mundo ocidental civilizado não está nem aí para o que está acontecendo.
No entanto, de tempos em tempos algo diferente acontece, como no início do mês de fevereiro desse ano. O vice-primeiro ministro israelense, Matan Vilnai, declarou em entrevista que o grupo extremista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, está com suas ações atraindo um holocausto para a região.
Esta declaração repercutiu muito mal no mundo todo, afinal normalmente a palavra holocausto é usada em referência às praticas nazistas na Segunda Guerra Mundial, predominantemente contra Judeus. E todos sabem que se refere a um genocídio, não há outra explicação.
No Brasil, a Federação Israelita soltou uma nota condenando o uso da palavra holocausto pelo vice-primeiro ministro. Mas alguns pontos chamam a atenção:

- O Estado de Israel vem sendo atacado diariamente por dezenas de mísseis provenientes da faixa de Gaza;
Com certeza isso é verdade. Para mim, o número de mortos não importa, qualquer vida perdida é para ser lamentada. Mas normalmente para cada bomba que explode em Israel, uma enormidade de bombas explode na faixa de Gaza, fazendo muito mais estragos e vítimas.

- Enquanto o Hamas, grupo terrorista que controla a faixa de Gaza, não aceitar a existência do Estado de Israel, bem como praticar violência diária contra o território israelense, a região será palco de conflitos;
Talvez esses conflitos não existissem se a ONU, organização que não presta para nada, tivesse cumprido o prometido quando fixou os judeus nas terras habitadas por Palestinos, dividindo-a entre os dois grupos: reconhecer a existência dos dois Estados soberanos. Israel foi reconhecido como um país, a Palestina não. Mais tarde esses territórios foram anexados ao território Israelense. Me parece muito justo. Se os palestinos não reconhecem Israel, tampouco Israel reconhece a Palestina. Pode ser pouco para quem está de fora, mas para os palestinos acredito que serve de estímulo à guerra.

- Cenas como as mostradas pelas televisões em todo o mundo com crianças feridas fazem parte do marketing destes radicais para colocar a opinião pública contra o Estado de Israel. Crianças também são atingidas em território israelense sem o mesmo uso das imagens.
O uso ou não das imagens de crianças feridas e mortas é o que está em discussão aqui. Talvez devêssemos nos preocupar mais em tentar não matar crianças em ambos os lados.

Sei que estou metendo o bedelho onde não sou chamado. Apenas vejo que durante muito tempo Israel guerreou com a ajuda dos EUA, ampliou enormemente seu território e seu poderio bélico, possui bombas atômicas, distribuiu assentamentos em áreas consideradas palestinas e até hoje utiliza a maioria esmagadora dos recursos naturais dos dois territórios, especialmente a água.
Tudo isso pode facilmente ser entendido como provocação. Não que isso justifique alguém entrar em um mercado e se explodir para matar israelenses. No entanto, para os mais radicais, morrer dessa forma é uma honra e não um demérito. Não devemos olhar para esse conflito com nossos olhos preconceituosos de ocidentais.
Para terminar, a nota diz o seguinte:

- Esperamos que o mais breve possível a paz retorne ao Oriente Médio e que os grupos terroristas sejam substituídos por governos democráticos e, com clara intenção em favor da paz.
Eu também espero. Até porque nenhum dos lados até agora realmente desejou a paz. Um grupo não aceita a existência do outro, então a solução é o extermínio. Como Israel topou ser a ponta de lança norte-americana no Oriente Médio e adotou o modo de vida capitalista, todo o apoio lhe foi concedido, talvez como uma forma de influenciar as futuras gerações da região. Até agora pelo menos não tem funcionado dessa forma fora de Israel. Nesse conflito sem perspectivas de fim pelo menos alguém teve coragem de dizer o que realmente pensa. E sinceramente não acredito que ele esteja sozinho nesse pensamento.

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Momentos históricos.

Não é à toa que deixei para escrever sobre esse tema muito depois do acontecido, ainda mais num dia 29/02, ano bissexto. Fato raro. Queria ver, ouvir opiniões e principalmente saber quem substituiria o ditador Fidel Castro no comando de Cuba, depois de sua renúncia, após quase 50 anos de poder. Queria também saber como seriam os primeiros dias desse novo governo.
Fidel Castro foi, junto com Che Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana, que derrubou o então ditador Fulgêncio Batista. A vitória, conquistada em 1959, prenunciava uma mudança radical na política, na economia e principalmente nas relações internacionais. Afinal de contas, os guerrilheiros que chegaram ao poder discordavam da forma como Fulgêncio governava o país. Pela proximidade com os EUA, Cuba era um paraíso para os estadunidenses. Cassinos e prostíbulos eram a grande fonte de renda do país, tudo construído para esses estrangeiros.
As mudanças prometidas vieram. Implantação do sistema socialista, aproximação com a URSS e fim das relações internacionais com Washington foram apenas algumas delas.
Cuba tornou-se importante geopoliticamente, já que era o único país reconhecidamente socialista na América Latina. Moscou passou a comprar seu açúcar, pagando valores acima do mercado para compensar a perda de arrecadação com o turismo na ilha. Dessa forma, tornou-se um inconveniente para os EUA, que tentou um ataque com refugiados cubanos na Baía dos Porcos, em 1961, para derrubar o regime de Fidel.
Depois da tentativa fracassada dos EUA, Cubanos e Soviéticos concordaram em colocar na ilha mísseis capazes de defendê-la de novos ataques. Quando Nikita Krushev, primeiro ministro russo, enviou os mísseis ficou clara a sua intenção: responder à colocação de mísseis nucleares estadunidenses na Turquia, mirando em grandes cidades soviéticas. Durante treze dias, a vinda dos cerca de quarenta mísseis nucleares russos provocou pânico e histeria nos dois países. Nunca o mundo esteve tão perto de uma guerra nuclear. Depois de um acordo, os navios com as bombas nucleares voltaram para a URSS. E as bombas dos EUA saíram da Turquia.
O sistema socialista cubano investiu pesadamente o dinheiro russo em escolas e faculdades, na saúde e nos esportes. Pode-se dizer que enquanto a URSS existiu, Cuba conseguiu sobreviver e até prosperar. Mas com o fim da URSS, Cuba ficou abandonada e sua situação apenas piorou. O agravamento da situação econômica obrigou Fidel a aceitar os dólares que vinham dos refugiados nos EUA como forma de movimentar a economia. E investiu novamente em turismo.
No fim das contas, Fidel, como todo socialista, jamais teve a intenção de levar seu país ao comunismo. Se prolongou no poder além do que devia, usou a força para repelir seus opositores, julgou e fuzilou muitos deles. Fez muitas das coisas que criticava no governo de Fulgêncio Batista.
Mas também enfrentou longas décadas de embargo econômico, imposto pelos EUA. Nos últimos quinze anos, esse embargo fez com que a população cubana sofresse como poucas no mundo. O país está dividido entre a Cuba para cubanos e Cuba para estrangeiros. O acesso à produtos básicos, como sabonetes, papel higiênico ou pães é restrito, há cotas para tudo. Apenas para
cubanos, é claro.
Cuba elegeu o irmão de Fidel, Raúl, para o seu lugar. Para entrar para a história, ele terá de fazer algo diferente do que fez até hoje seu irmão. Senão passará e será esquecido, como o insignificante irmão de Fidel. A esperança de melhora reside na discórdia entre eles.
Os EUA já disseram que não retirarão o embargo enquanto Cuba não for um país democrático, então as dificuldades continuarão. Nas aulas, por um bom tempo ainda me referirei à Cuba como o maior museu a céu aberto da história da humanidade. Espero sinceramente que a situação mude um pouco e que as pessoas parem de ser penalizadas pelas ações dos dois ditadores que se sucederam no poder.
Espero que se faça uma transição gradual, lenta e eficiente. E que a economia não "evolua" a ponto de levar para a ilha, de uma vez, todos os problemas dos países subdesenvolvidos como o Brasil. Analfabetismo, caos na saúde pública e abandono do social definitivamente não são as melhores lições para se aprender com o capitalismo que circula hoje no mundo.

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Falta pé no chão!

O governo brasileiro, na figura de seu presidente, parece estar insatisfeito com a delicada situação do emprego formal no Brasil. Sabe-se já há muito tempo que a maioria das pessoas que trabalham no Brasil estão no mercado informal, dados os altos custos com os empregados formais.
Para mudar essa situação, o presidente prometeu às centrais sindicais projeto de lei que ratifica a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dispõe sobre as demissões sem justa causa.
Na prática, a convenção dá ao trabalhador o direito de não ser demitido sem justa causa. O empregador deverá justificar a sua decisão de demitir o funcionário, que poderá recorrer à justiça do trabalho. Esta poderá ordenar readmissão e pagamento de indenização para ambos os lados em caso de aceitar ou não a justificativa.
As centrais sindicais comemoraram a possibilidade dessa legislação voltar a vigorar no Brasil. A primeira vez que isso ocorreu foi em 1992, tendo sido retirada da constituição brasileira em 1997, por Fernando Henrique Cardoso. Nunca funcionou corretamente.
E quais as consequências práticas para o país? Vejamos: com a impossibilidade de mandar os funcionários embora, as empresas não mais os contratarão, aumentando a informalidade; vão manter os que já tiverem apenas enquanto não conseguirem "provocar" uma demissão por justa ou injusta causa, aumentando o desemprego; a justiça do trabalho, já muito eficiente em manter processos decadais, vai ficar ainda mais sobrecarregada.
Para quem não acredita que a prática é diferente da teoria, basta lembrar do período militar, em que a legislação trabalhista da CLT, utilizada nas cidades, foi extendida aos trabalhadores rurais, em uma tentativa de protegê-los dos abusos. Resultado: como os custos com a mão de obra aumentariam consideravelmente, os empregadores acharam mais proveitoso investir em maquinário, modernizaram o campo e mandaram os seus funcionários embora. Êxodo rural, "inchaço" populacional urbano, desemprego, crimes, problemas ambientais, são apenas algumas das consequências de uma legislação feita para proteger os trabalhadores.
Mas para que serve a história, não é mesmo? Mais desemprego, mais informalidade, mais tempo para processos na justiça trabalhista, é o que o governo está querendo para os trabalhadores brasileiros. Parece até que alguém esqueceu de fazer a lição de casa. De novo.

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Justiça e conto de fadas.

Venho falando em sala de aula e escrevendo aqui constantemente sobre uma questão crucial no Brasil: a impunidade. Sabemos que o nosso país não é nenhum primor no cumprimento das leis que cria, mas acredito que tudo deve ter limites.
A imagem que coloquei junto à essa postagem não é bonita. Mostra o carro de uma pessoa completamente embriagada e drogada, que perdeu o controle do carro, invadiu um posto de gasolina, arrancou uma bomba de combustíveis, bateu em outro carro e atropelou um frentista que trabalhava no local. Depois disso e ainda com o frentista embaixo do carro, ele tentou fugir, acelerando o carro. Só não conseguiu devido ao próprio estado lastimável em que se encontrava e porque algumas pessoas o impediram, tirando-o do carro.
O frentista, Carlos Pereira Silva, teve queimaduras e traumatismo craniano. Saiu do hospital no dia 27 de fevereiro, ainda muito debilitado. O seu advogado vai processar o motorista do carro, Caio Meneghetti Fleury Lombardi, o que vai ser uma das suas primeiras lições de direito. Pode até ser que ele aprenda algo com isso e use sua "experiência" na faculdade de direito.
Preso em flagrante, com frascos de lança-perfume no carro e bêbado, o que foi constatado por exames do IML local, o estudante foi autuado e liberado em seguida. Irá responder ao processo em liberdade. A polícia civil pediu a prisão do estudante, o que foi negado pelo justiça. No dia 28 de fevereiro, saiu o indiciamento por tentativa de homicídio com dolo eventual, tráfico de drogas e dano com periclitação de vida. Agora é só esperar.
Entendo que seja difícil cumprir uma legislação que está ultrapassada em alguns casos e que é omissa em outros. Indagado por repórteres, o delegado que atendeu a ocorrência disse em alto e bom tom: "A lei não permite que ele fique preso". É inacreditável que mesmo com flagrante, provas materiais e laudo médico provando embriaguês, o assassino esteja em casa, sem ter sequer passado uma noite na cadeia. Enquanto isso, o frentista que teve sua vida modificada para sempre pagará com dor e sofrimento pelo fato de ter ido trabalhar naquele dia.
Reformas nas leis são aguardadas há décadas e certamente não serão feitas. Nossos governantes sabem que mexer nas leis é perigoso. Torná-las mais justas e eficientes pode fazer com eles mesmos sejam afetados. E como isso não é aceitável, continuaremos a ver todos os dias casos como esse, em que o dragão recebe a mão da princesa em casamento enquanto o príncipe, destruído, volta para casa para juntar os cacos da armadura e, quem sabe, recomeçar a vida. Isso se tiver sorte.

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Gigante adormecido (mas de olhos bem abertos)

"Em cerimônia realizada no dia 17 de Janeiro, o governador do Estado de São Paulo retomou as obras de extensão do corredor Diadema-Brooklin, que será interligado ao Corredor São Mateus - Jabaquara. A obra deve ser entregue em outubro. Durante a cerimômia, o governador deu a seguinte declaração: "Estamos hoje retomando uma obra muito importante, que é o Corredor ABD. Ele começa em São Mateus, na zona leste, passa por Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema e vai para o Jabaquara. E falta uma perna do ‘Y’ para que esse corredor venha até a Berrini". Este Corredor interligará o Terminal Diadema (EMTU) à Estação Berrini, da Linha “C” da CPTM. A obra, que inclui 620 metros de galeria para águas pluviais e cerca de 11,8 quilômetros de extensão de pista está sendo construída pelo Metrô de São Paulo e terá um custo de R$ 72 milhões. Também estão incluídas na obra melhorias paisagísticas, renovação do sistema de iluminação pública no canteiro central, sinalização de tráfego e comunicação visual, implantação de estações de passageiros e recuperação de calçadas e guias. O concreto das calçadas será corrigido e as guias serão rebaixadas para facilitar o acesso aos portadores de deficiência.
Questionado sobre a retomada das obras em ano eleitoral, o governador negou que o trabalho tenha caráter eleitoreiro. Segundo o secretário de transportes, a demora para o início das obras se deu porque o estado tentava ratear os custos dos trabalhos com a prefeitura e como não houve acordo o estado vai bancar a obra sozinho."

Estranhou alguma coisa na notícia acima? Sim, caros leitores, há algo errado nessa história. Não há datas precisas nem nomes, o que é de se estranhar no jornalismo. A notícia acima foi montada por mim com excertos de notícias sobre o assunto recolhidas no site* do Metropolitano de São Paulo, responsável pelas obras.
As informações são bem coerentes, mas não são a realidade. Vejamos: na época dessas notícias, o governador do estado era Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência da República pelo PSDB-SP. O secretário de transportes também não é mais o mesmo. Nem mesmo o prefeito é o mesmo (era José Serra, que passou menos de dois anos no cargo, depois foi o candidato eleito ao governo do estado, no lugar de Alckmin).
Segundo o ex-governador, a obra não tinha caráter eleitoreiro. Ainda de acordo com o site do Metrô, em Março de 2006 a galeria pluvial já tinha sido terminada, enquanto em Maio 35% da obra já tinha sido concluída. Em Agosto, 60% da obra já estava pronta e a previsão mais pessimista era de entrega da obra pronta no início de 2007. No entanto, na semana passada tive a oportunidade de andar por grande trecho da avenida Cupecê até Diadema, passando pelo terminal. Percorri grande parte do corredor em obras e pude constatar o seguinte: a galeria realmente ficou pronta; as pistas estão prontas e são usadas pelos carros de passeio; não houve melhorias paisagísticas; a iluminação pública não funciona na avenida inteira; as placas e semáforos não estão completamente prontos; praticamente não houve melhoria na qualidade das calçadas apesar do rebaixamento para uso por deficientes ter sido feito. A obra está abandonada.
Por morar muito próximo à Avenida Cupecê, pude verificar o que o abandono fez por essa região. Como os retornos à esquerda foram retirado e outros retornos construídos, esperava-se uma melhoria no tráfego. Mas como não há fiscalização e os carros trafegam pela via que seria exclusiva dos ônibus, o trânsito virou uma barbárie, inclusive com casos de atropelamentos e mortes. Carros fazem conversões e retornos proibidos, motos usam a guia rebaixada para portadores de deficiência para trocar de via nas avenidas. E nenhum dos dois respeita os faróis.
Essa obra é só um exemplo daquilo que já venho falando há muito tempo: promessas não cumpridas na campanha eleitoral são "requentadas" para a campanha eleitoral seguinte. Faz-se um pouco da obra até as eleições, a obra é paralisada e retomada dali a dois anos, quando novo pleito eleitoral é realizado. Enquanto isso, o povo que seria beneficiado (e que pagou) pela obra espera ansioso o dia em que o gigante adormeça e deixe cair as migalhas que têm nas mãos. Uma obra como essa, que deveria ficar pronta em poucos anos, no Brasil ganha proporções homéricas: ficará pronta em algumas gerações. E esses caras ainda têm coragem de dizer que se preocupam com o povo e pedir meu voto. Pois enquanto o sistema político brasileiro tiver canalhice como pré-requisito para candidatos, continuarei votando nulo. E enquanto os partidos políticos não deixarem de lado seus planos mirabolantes para controlar e se locupletar do dinheiro público, não vejo porque votar em nenhum deles. O gigante na realidade é apenas um boneco, uma marionete. A grande briga é para ver quem será o manipulador do boneco. E quem escolhe esse manipulador? Você, caro eleitor!

* www.metro.sp.gov.br, consultado em 11/02/2008


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A pedra e a vidraça!

Durante a abertura dos trabalhos do legislativo de seu estado, o governador do Mato Groso do Sul, André Puccinelli (PMDB), deu uma declaração forte e que, obviamente, foi duramente criticada pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-MS. Segue: "Borduna* e repressão. Tolerância menos que zero foi dada! Fez gesto de reação, é ordem do governador: pode disparar a arma em direção ao que fez gesto de reação".
Não, o governador não ficou louco. Ele deu essa resposta aos repórteres quando perguntado sobre o princípio de rebelião ocorrida na colônia penal de Campo Grande no dia 05 de Fevereiro desse ano, onde os presos cumprem pena em regime semi-aberto. Dois policiais militares foram até a colônia para prender um dos internos, suspeito de assalto. Pelo que foi divulgado na imprensa, a viatura foi cercada e, depois da fuga dos policiais, incendiada. A informação de que eles teriam sido espancados, dada no Jornal Nacional de ontem, 07/02/08, não foi confirmada por nenhum outro veículo de informação.
Além do prejuízo material, fica também uma imgem ruim para a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), pois foi encontrado no dia seguinte um pé de maconha no local. Em uma vistoria no começo do ano foram encontradas bebidas, drogas e garotas de programa. Isso sem contar que a colônia penal tem capacidade para 80 presos e abrigava atualmente cerca de 490, segundo a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
É claro que o governador extravasou as emoções naquele momento. Mas não está completamente errado, afinal o policial é treinado para defender as pessoas, inclusive ele mesmo. Se pensarmos em cem detentos tentando agredir dois policiais, já é justificável o uso da arma de fogo como defesa. Mas como era de se esperar, uma rápida reação de repúdio foi dada pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-MS, que afirmou que "todos devem ter seus direitos respeitados, inclusive quem está preso". Muito justo, afinal a lei é para todos, certo? Isso inclui os policiais envolvidos.
No site da OAB-MS, o presidente da Seccional Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, declarou que o episódio de violência era um fato previsível. Só não entendi uma coisa: se os detentos são tão capazes de atos violentos que chegam a ser previsíveis, porque o regime semi-aberto? Com tantas informações contraditórias sobre o que houve com os policiais, procurei insistentemente no site da OAB-MS sobre notícias dos policiais envolvidos, mas não encontrei nada. Parece mesmo é que policiais não têm os tais direitos humanos.
Não estou dizendo que os presos não devem ter seus direitos respeitados. Mas gostaria realmente de ver a comissão de Direitos Humanos aparecer mais para defender os outros cidadãos, gente de bem, pais e mães de família, famílias inteiras, assaltados, violentados, desrespeitados de todas as formas por bandidos comuns, bandidos políticos e até bandidos advogados (afinal gente ruim tem em todas as profissões). Enquanto só aparecerem para defender direitos de bandidos, fica difícil acreditar e aceitar sua imagem de bem-feitora.
Criticar o sistema prisional agora e dizer que aquilo era previsível é muito cômodo. Mas fazer algo com o conhecimento jurídico, isso não foi feito. Critiquem o governador, eu entendo. Muito fácil ser a pedra. Difícil mesmo é ser a vidraça.

* Borduna: arma típica indígena, mais conhecida como clava.

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O Brasil e as eleições Estadunidenses.

Interessante notar como funcionam as coisas. A corrida presidencial nos EUA começou quente, com Democratas (oposição) e Republicanos (situação) criticando duramente o atual presidente, o republicano George W. Bush. "Mas e o Brasil com isso?", me perguntariam. Obviamente, as eleições estadunidenses irão influenciar e muito as políticas internacionais, o que inclui o comércio internacional.
Entre os candidatos, depois da desistência do Senador Mitt Romney, é muito provável que o candidato à presidência pelo partido Republicano seja mesmo o Senador John McCain, grande vencedor da "super terça". Ele ainda não sabe se enfrentará o Senador Barak Obama ou a Senadora Hillary Clinton, pois a disputa pela indicação à candidatura pelo Partida Democrata continua bastante acirrada.
Analisando friamente a sociedade daquele país e como ela se comporta nas eleições (completamente diferentes do Brasil), é bastante provável que se tenha uma disputa ferrenha até as indicações dos partidos, e a partir daí, fim de jogo. Os Democratas concorrerão com "o novo", ou seja, ou um negro ou uma mulher. Ambos são qualificados para o cargo, mas enfrentarão um candidato branco, herói de guerra, muito respeitado, senador há mais tempo que o seu concorrente e, o mais importante, representante de grande parcela da população que se convenciona chamar de " WASP - white anglo-saxon people", ou pessoas brancas de origem anglo-saxônica - os colonizadores. Apesar de achar a novidade interessante, é bem provável que essa acirrada disputa interna para ser "a novidade" nas candidaturas à presidência dos EUA leve os Democratas a uma derrota histórica em uma corrida presidencial que em tese seria fácil de vencer. Bastava convencer Al Gore a se candidatar e se vender como oposição a um dos presidentes com menor aceitação popular em fim de mandato na história daquele país. John McCain e o Partido Republicano agradecem.
Então analisemos: que partido seria melhor para o comércio Brasil X EUA? Por suas ideologias políticas, o Partido Republicano é bem visto por diversos países, especialmente os subdesenvolvidos como o Brasil. Isso porque interfere menos no comércio exterior e dá mais abertura de seu mercado interno aos produtos importados. O Partido Democrata é mais protecionista, o que afetaria negativamente o comércio com aquele país.
Isso é uma constatação até óbvia, mas toma outra direção no Brasil. Por convicções ideológicas do século XIX, o partido governista brasileiro tem orientado a diminuição gradual do comércio internacional com os EUA, o que obviamente demonstra os sinais evidentes da insanidade que se abateu na equipe econômica que cuida do comércio exterior. Não gostar dos EUA por serem eles "o carro chefe do capitalismo" ou qualquer coisa desse tipo é um discurso que serve muito bem para os partidecos de oposição, que aliás vivem disso. Mas reduzir o comércio com a maior potência econômica do mundo e prejudicar a economia nacional, isso já é bem diferente. Típico desses fundamentalistas que dominam o cenário político nacional.
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Glasnost não! Cortina de ferro.

Na imagem aí ao lado aparece o objeto de desejo de muitos brasileiros hoje em dia: o cartão corporativo!
Com esse cartão, que deve ser usado apenas para despesas emergenciais (leia-se sem concorrência pública), o portador pode fazer compras em free-shops, loja de material para construção, de instrumentos musicais e esportivos, veterinárias, óticas, choperias e joalherias. Poderá também almoçar em restaurantes caros, comprar vinhos finos, pagar hotéis nas férias, alugar carros e, por último mas não menos importante, sacar dinheiro no caixa, sem se preocupar em justificar os gastos. E o que é mais importante, a conta é encaminhada para o governo, que paga tudo. E se alguém da oposição, digo, de fora do governo quiser realmente discutir, o governo põe panos quentes, pedindo ao "cumpanhero" ou "cumpanhera" investigado que se retire do cargo, como no caso de Matilde Ribeiro, ex-ministra (???) da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da igualdade Racial - SEPPIR (nunca vou entender isso: defender a igualdade entre ratos, lebres, lobos, girafas e humanos, esse governo tem cada uma...). Ou então podemos ter aqueles casos clássicos de "me enganei de cartão", "eu não sabia como usar o cartão" ou "me informaram errado". Ou eles são muito inocentes ou sabem que o povo é burro e acreditará neles. Alguns até devolvem o dinheiro. "Tudo bem", dirão, "é um bom passo". Mas fico pensando no que disse o meu irmão sobre um hipotético roubo a banco, em que os assaltantes, surpreendidos na saída pela polícia, dizem: "OK, acabou a brincadeira, vamos entrar e devolver todo o dinheiro roubado, então não foi cometido crime nenhum, certo?" Será que a lei é assim mesmo ou sou eu que estou cansado dessa palhaçada?
Para fingir de bonzinho e escapar de uma investigação mais séria (ou seja, fora do senado e congresso) o governo agora propôs uma CPI para investigar o uso dos cartões corporativos, desde que se investigue também o período do governo FHC. Isso é para depois poder dizer "tá vendo, não foi só a gente que fez cagada com cartão corporativo". Como se um só fazendo já não bastasse!
Enquanto isso, para evitar que repórteres xeretas fiquem bisbilhotando no Portal da Transparência e expondo os gastos com o dinheiro público, alguns ministros inventaram que a divulgação dos gastos da presidência coloca este e seus familiares em risco. Retiram-se então os dados da internet, forma-se uma "cortina de ferro" que tira do brasileiro o direito de saber o que se faz com seu dinheiro. Assim o Portal da Transparência deve ser rebatizado como Portal Nem Tão Transparente Assim. Afinal de contas, qualquer brasileiro com acesso à internet e um pouco de neurônios ativos poderia ter em mãos números reais, provas do porque a saúde, o transporte, a previdência e a educação no Brasil são relegados ao enfadonho e cômodo esquecimento. Mais uma vez, o governo faz o fácil ao invés de fazer o certo: demite, mente e omite. Tudo para que o dinheiro público continue jorrando (se não for com cartões será de outra forma qualquer, esses caras são criativos!), enquanto os brasileiros continuam a dormir suave e deliciosamente nos lençóis da ignorância.

Imagem: folha online - www.folha.com.br

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O país do futuro!

No dia 23 de janeiro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, revelou dados coletados pelo DETER, sistema de detecção de desmatamento em tempo real na Amazônia Brasileira. Esse sistema registrou o corte estimado de 3235 km² de florestas amazônicas nos últimos cinco meses de 2007.
Não que isso seja alguma novidade, afinal de contas o desmatamento na Amazônia é estimulado pelo governo já há muito tempo. E o governo Lula não é diferente dos outros. A grande repercussão nesse caso foi mais por conta do mau estar causado no governo pelo bate-boca entre ministros do que pelo desmatamento em si.
A ministra Marina Silva (meio ambiente) e o ministro Reinhold Stephanes (agricultura) andaram trocando farpas para ver quem ficava com os "louros da vitória", ou seja, quem não levaria a culpa por mais essa.
Já há muitos anos venho falando em sala de aula que a grande discussão quando se trata de Amazônia não é ecológica, é econômica. A região norte do Brasil sempre foi utilizada como válvula de escape. No passado, quando foi necessário acabar com as Ligas Campesinas que lutavam por reforma agrária no nordeste, muitos trabalhadores foram realocados na Amazônia, mesmo sem conhecimento sobre a região, as doenças, produtos e formas de cultivo. Funcionou: as ligas foram desarticuladas. E na Amazônia? Morte e abandono para os agricultores. Hoje, o Brasil se vê como uma grande potência na comercialização de carnes e grãos, que são produzidos em grande quantidade no centro-norte do país. E a floresta é vista sim como um empecilho, uma pedra no sapato do desenvolvimento a qualquer custo, tão característico desse país.
Mais importante do que discutir sobre o assunto seria punir os culpados. Mas qual político brasileiro pode bater no peito e dizer "eu aplicarei a sentença" ou "eu punirei os culpados"? Nenhum. Quando o lobo é quem toma conta das ovelhas, outros lobos se aproveitam. Como são todos da família, todos se aproveitam, alguns mais, outros menos. E moral para punir os infratores ninguém que seja membro desse governo tem. Ou tem o rabo preso mesmo.
Enquanto ministros discutem, a floresta cai. Enquanto punições não são aplicadas, a floresta cai. Enquanto se discute se os dados da devastação são esses, maiores ou menores, a floresta cai. Devíamos logo deixar cair também a máscara, derrubar a floresta amazônica de uma vez e manter o desenvolvimento desenfreado, em que patrimônios ambientais desaparecem, governantes e empresários enriquecem, a população empobrece e o Brasil continua sendo o país do futuro. Um futuro sombrio e aterrador, mas ainda assim, um futuro.

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Aposentadoria!

Muitas vezes fico admirado com as coisas que vejo ou ouço falar no Brasil. Uma dessas que me deixou estarrecido foi a notícia que o INSS vai pagar aposentadoria para invasores de terra no Brasil, alegando que não pode restringir o acesso ao benefício pelo fato de não existir titulação de terras ou irregularidades na ocupação da terra.
Obviamente ficou claro que as leis no Brasil podem não valer nada, desde que isso traga algum benefício nas próximas eleições. A propriedade de terras pode até ser questionada, mas é marca registrada do capitalismo no qual vivemos. Não sou contra pagar tal benefício para os trabalhadores rurais, desde que tenham a sua situação regularizada. Mas regularizar a situação significa fazer a Reforma Agrária, tanto falada na época em que o partido governamental dizia defender o povo. Não será feita, pois seria a solução de muitos problemas. E resolver problemas não é vantajoso para os políticos brasileiros, muito pelo contrário.
Com relação aos problemas da sociedade, este governo será marcado pelo assistencialismo barato, pela inovação na forma de fazer "cabresto político", pela corrupção e por fazer tudo do jeito mais fácil. É mais fácil dar cotas do que resolver o problema da educação, é mais fácil dar aposentadorias ilegais do que fazer a reforma agrária, é mais fácil sacrificar antigo "cumpanheiros" do que admitir a corrupção nas entranhas. Não dá mesmo é para esperar coisa diferente desse pessoal, que passará à história como aqueles que mais fizeram pelos seus. Membros do partido, esposas de membros do partido e "cumpadres", é claro. O nível está tão baixo que tenho vergonha até de comentar. Nada que não possa piorar.

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Pense!

"Quem não raciocina é fanático, quem não sabe raciocinar é um imbecil e quem não ousa raciocinar é um escravo"
W. Brumon

Sobre o autor!

Minha foto
Sou apenas um brasileiro, professor de Geografia, crítico da Política e das "politicalhas" que vejo todos os dias por aí. Sou um cara simpático com meus alunos e amigos, totalmente antipático com e que não acredita mais em política, que gosta muito de dar aula, principalmente pela liberdade de expressar minhas opiniões e discutí-las com os alunos. Gosto de viajar, gosto do bom e velho Rock'n'Roll. Gosto muito de Geografia e de estudar os "matos" desse país. Acho mesmo que nasci no país errado: prefiro campo a praia, vinho a cerveja, frio a calor, morenas a loiras, honestidade ao famoso "jeitinho brasileiro". Enfim isso tudo. Quem quiser saber mais pergunte para meus amigos e alunos.

Sobre o Blog!

Olá a todos.


Estamos caminhando por um mundo globalizado que não enxerga diferenças mais do que econômicas, por isso esse é um dos focos dos atuais estudos geográficos. Como amante, seguidor e professor dessa velha matéria, me sinto na responsabilidade de passar as idéias e atualidades desse contexto para os meus alunos e amigos, como quaisquer outros seguidores que vierem.

A visão é de uma pessoa que passou por diversas dificuldades e ainda passa, vivendo na periferia e tentando, a partir dela, criar certa resistência ao processo de desmonte da educação como um todo que acontece hoje no nosso país. Portanto, continuem se sentindo em casa, e não se esqueçam de comentar e dar suas opiniões sobre cada postagem. Como sempre, respondo aos comentários o mais breve possível.



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